Família Couto: ajudando a fundar uma comunidade

Sagres, Portugal - Photo by Valentino Funghi on Unsplash
Sagres, Portugal – Photo by Valentino Funghi on Unsplash

Hoje falaremos sobre a família cuja história descobri mais recentemente. Por esta razão, é a árvore (entre as já pesquisadas) que conheço menos.

A família Couto, da minha parte paterna, é original de Portugal. Ao contrário dos Donà e dos Sartori, os Couto não vieram com seu núcleo completo. Primeiramente, veio Luís da Silva Couto. Seus irmãos, Antônio e José, vieram apenas mais tarde.

Segundo alguns familiares de Luís Couto, a história da família começa com a conversa entre ele e sua mãe. Preparando-se para a partida do filho, a mãe lhe entrega uma imagem de São Fernando confeccionada em madeira e dá ao filho uma missão: onde ele se fixar no Brasil, deverá fundar uma comunidade e dar a ela o nome do santo. Além disso, deverá construir uma igreja e dar a esta nova comunidade a imagem de madeira como padroeiro.

Conforme o desejo da mãe de Luís, este constrói uma primeira igrejinha na comunidade. Mais tarde, constrói outra igreja, já na década de 40 (cerca de 4 décadas após sua chegada à comunidade). Ainda segundo os descendentes de Luís, foi ele o responsável, com a ajuda de parentes e políticos da época, por trazer luz elétrica, telefone e a futura escola rural, posteriormente transformada em escola estadual. Construída levando seu nome, foi neste local que tive a oportunidade de estudar durante os primeiros anos da minha vida escolar, na então Escola Estadual Capitão Luiz Couto.

A comunidade fundada por ele fica na zona rural do atual município de Muriaé, em Minas Gerais. É relatado que, alguns anos após ter se estabelecido em São Fernando, Luís teria chamado seus dois irmãos. Um dos dois irmãos era António da Silva Couto, meu trisavô. Além de ser um dos fundadores da comunidade, Luís era muito respeitado na região também por ser um “juiz de paz”, ou seja, uma espécie de xerife à brasileira. Suas decisões como mediador na comunidade eram respeitadas inclusive pelas autoridades locais.

A família Couto, pelo menos pelo que se sabe até agora, é original da freguesia de Vila Nova de Anha (ou apenas Anha), localizada no concelho de Viana do Castelo, em Portugal. Como uma analogia, a freguesia seria um equivalente português a uma comunidade/paróquia; concelho, por sua vez, seria o mesmo que cidade. Segundo o censo realizado em 2011, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal, Anha possuía 2415 habitantes à época. Mais informações podem ser conferidas aqui.

Os pais de Luís se chamavam Domingos da Silva Couto e Maria Luisa de Almeida. Eles tiveram, segundo informações da paróquia localizada em Anha, quatro filhos: Luís, José, Maria e António. No assento de batismo de António, consta que a avó paterna era Rosa do Rego. O nome do avô paterno não pôde ser identificado. Por parte de mãe, os avós eram Luís Fagundes d’Alpuim e Anna Luiza d’Almeida.

Tudo o que relatei aqui foi baseado em informações de uma das descendentes de Luís da Silva Couto, além de dados que me foram fornecidos pela Paróquia de Vila Nova de Anha, que guarda os registros de nascimento/batismo da época.

Caso você deseje entrar em contato com as pessoas ou instituições que me forneceram as informações aqui descritas, por favor, não deixe de falar comigo através da página de “contato“.

Apesar de possuir mais alguns dados, prefiro não divulgá-los sem antes consultar os familiares de Luís, que gentilmente contaram sua história em recente visita à Comunidade de São Fernando.

Até breve!*

*Nosso “arrivederci” de hoje vem em português, pois a ocasião merece. 🙂

Publicado por

Adriano Donato Couto

Ítalo-brasileiro nascido em Minas Gerais, morando atualmente na região de Lisboa. Desenvolvedor de software. Italo-brasiliano nato a Minas Gerais. Abita attualmente a Lisbona (Portogallo). Sviluppatore di software. Italian-Brazilian that was born in Minas Gerais (Brazil). Living in Lisbon currently. Software developer.

2 comentários em “Família Couto: ajudando a fundar uma comunidade”

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