Primeira viagem internacional: o que mudou em mim?

Photo by Mantas Hesthaven on Unsplash
Photo by Mantas Hesthaven on Unsplash

Olá!

Os posts com “itinerários” da viagem à Itália já terminaram. Perdeu algo? Só clicar em cada “diário”: Noale/Scorzè/Trebaseelghe, Verona, Pádua, Milão, Florença e Veneza.

Hoje, porém, eu quero falar um pouco sobre o que tudo isso gerou dentro de mim. Parece exagero? Nem tanto. Uma viagem internacional oferece uma gama de experiências e perspectivas muito interessantes. Abordarei algumas delas a seguir.

O primeiro ponto importante é que sair do país significa abandonar a zona de conforto. Outros idiomas, outras culturas, valores divergentes e todo um leque novo de informações para analisar.

Outro ponto a destacar, especialmente no caso da Itália, é que pude aprender muito sobre o país de nascimento dos meus antepassados, Giuseppina e Sebastiano. Se antes eles fizeram sua viagem rumo ao Brasil, fui eu a fazer o caminho inverso e resgatar suas raízes.

Além disso, há mais uma questão importante: estando em outro país, ainda mais no papel de turista, você passa a se ver sob a pele de alguém “estranho”, que não nasceu ou cresceu naquele local. Neste contexto, as comparações são inevitáveis.

Entre as coisas que funcionam bem na Itália, por exemplo, que eu gostaria de ver acontecerem algum dia no Brasil, está o transporte por trem. Anda-se por praticamente toda a Itália (e Europa) através do sistema ferroviário. O preço, razoavelmente acessível, é outro diferencial. Pra quem pode pagar por mais conforto, as opções de primeira classe também não decepcionam.

Outro detalhe que eu pude analisar durante os 13 dias de viagem foi a questão da segurança pública. Há o receio quanto a ataques terroristas, que distribuiu sistematicamente o exército e a polícia pelos principais pontos de cada cidade, mas a sensação geral é de que se pode andar pelas ruas sem o clima sufocante que alguns locais no Brasil nos proporcionam. Por mais que os batedores de carteira, por exemplo, sejam um relato frequente entre turistas pelas terras europeias, há sempre a observação de que isto tenha ocorrido sem emprego de violência ou mesmo o uso de arma de fogo.

Outro detalhe interessante é a valorização da história em cada cidade italiana que visitei. Há um bom número de museus, igrejas, monumentos, praças e jardins bem conservados, que apresentam séculos e séculos da história e das artes.

A preocupação com formas de transporte que não os carros também foi algo que notei assim que cheguei. Muitas cidades são planas e facilitam o uso de bicicleta, por exemplo, mas a população verdadeiramente abraça esta modalidade de locomoção. As autoridades, por sua vez, implementam algumas parcerias que estimulam seu uso, como pontos para aluguel de magrelas.

No Brasil, felizmente, há algumas iniciativas nesse sentido, pelo menos nas capitais, mas falta fôlego e adesão.

Certamente, há outros pontos positivos e negativos sobre a Itália, mas citei aqui aqueles que mais me chamaram a atenção.

O mais importante de tudo isso, porém, é que uma viagem desse tipo expande horizontes. É bom ver o que funciona e o que precisa ser melhorado em outros países. A gente passa a ter uma maior noção do que é necessário corrigir ou incentivar no Brasil.

Em um período de tanta turbulência, com as opiniões completamente polarizadas, é bom ter novas perspectivas e reflexões para fazer uma escolha mais equilibrada e benéfica para o país.

Por último, mas não menos importante: quanto mais se anda, maior fica a nossa noção de “casa” e do todo. Essa noção, aliás, é imprescindível para evitar o nacionalismo além do saudável, que estimula sentimentos regionais como se um determinado país fosse a joia entre os demais.

E você, já fez uma viagem internacional? Se não viajou para fora do país, investiu tempo e dinheiro para conhecer alguma outra região brasileira? O que aprendeu?

Arrivederci! 🙂

Publicado por

Adriano Donato Couto

Ítalo-brasileiro nascido em Minas Gerais, morando atualmente na região de Lisboa. Desenvolvedor de software. Italo-brasiliano nato a Minas Gerais. Abita attualmente a Lisbona (Portogallo). Sviluppatore di software. Italian-Brazilian that was born in Minas Gerais (Brazil). Living in Lisbon currently. Software developer.

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