Museu da Imigração de São Paulo: entendendo a mistura brasileira

Fachada do Museu da Imigração. Foto por Adriano Donato Couto.
Fachada do Museu da Imigração. Foto por Adriano Donato Couto.

Olá!

Como eu havia relatado há alguns dias nessa postagem, um dos lugares que gostaria de visitar em São Paulo nos próximos dias era o Museu da Imigração (MI).

Pois bem! No dia 19 de abril, separei um tempinho e fiz uma visita ao local onde antigamente existiu a Hospedaria de Imigrantes do Brás.

Antes de mais nada, é bom deixar claro que o prédio do museu já serviu para inúmeras finalidades, mas a fase em que abrigou os imigrantes, principalmente aqueles provenientes do porto de Santos, é a mais conhecida.

O valor da entrada era (em 19/04/2018) de R$ 10,00 (inteira) ou R$ 5,00 (meia), mas vale conferir essa página para saber dos valores atualizados.

Se você, como eu, desejar ir de Metrô, desça na estação Bresser-Moóca. A partir dali, bastam alguns minutos a pé por uma rua que leva direto ao museu.

Logo de cara, um prédio imponente, com um jardim grande na frente. Há mais de um local para visitar dentro dele. No segundo andar, poderá ver todo o acervo fixo do museu, com roupas típicas, adereços, objetos dos mais diversos tipos e um dos setores mais impactantes para quem tem alguma conexão emotiva com os imigrantes: uma série de camas, bem no estilo utilizado pelos antigos hóspedes dali.

Antes desse setor, porém, há uma série de apresentações audiovisuais muito bacanas, apresentando resumidamente o processo migratório do homem desde os primórdios, saindo do continente africano e povoando toda a Terra, até tempos mais recentes.

Saindo do andar superior pela porta central do prédio, caminhe para o extremo direito do local, onde há a exposição temporária. Na época em que visitei, havia uma mostra com muitas peças de vestuário e acessórios, contando um pouco também das pessoas que cederam os objetos.

Há ainda uma entrada quase no extremo oposto do prédio, depois da porta central. Ali está o serviço de consulta ao acervo. Para quem quer encontrar algo sobre algum nonno ou conteúdo relacionado à imigração no estado de São Paulo, é uma chance de ouro.

A venda de ingressos  para o MI só está disponível das 9h às 17h (de terça a sábado). Aos domingos, o início é às 10h.  Após esse horário, os visitantes que já compraram ingresso podem permanecer até as 18h. O horário do Centro de Preservação, Pesquisa e Referência é mais restrito, sendo das 13h às 17h, apenas de terça a sexta.

Abaixo, compartilho algumas imagens do local:

Objetos do passado (1). Foto por Adriano Donato Couto. Acervo do Museu da Imigração do Estado de São Paulo.
Objetos do passado (1). Foto por Adriano Donato Couto. Acervo do Museu da Imigração do Estado de São Paulo.
Objetos do passado (2). Foto por Adriano Donato Couto. Acervo do Museu da Imigração do Estado de São Paulo.
Objetos do passado (2). Foto por Adriano Donato Couto. Acervo do Museu da Imigração do Estado de São Paulo.
Simulação de um dormitório da época. Foto por Adriano Donato Couto. Acervo do Museu da Imigração do Estado de São Paulo.
Simulação de um dormitório da época. Foto por Adriano Donato Couto. Acervo do Museu da Imigração do Estado de São Paulo.

As imagens acima, embora possam auxiliar na compreensão de parte do acervo, não apresentam de forma completa o que esta instituição representa e o que ela traz em suas instalações. Cada cômodo, objeto e conteúdo audiovisual nos transporta para outra época.

Vá com calma! Vale gastar algumas horas analisando tudo que há por lá!

Durante o passeio entre as camas, por exemplo, tentei imaginar tudo que os imigrantes devem ter passado em um período em que a saúde era ainda precária, em uma instituição que oferecia serviços mínimos, sem nenhum luxo. É impossível não se emocionar!

Outro ponto interessante a se avaliar é o que possivelmente cada uma das pessoas que passaram por ali pode ter pensado. Desde um engenheiro que veio para trabalhar com seu ofício original em alguma parte do estado de São Paulo até um humilde lavrador, possivelmente analfabeto, que seria enviado para colônias no outro canto do estado.

Embora o foco do museu seja o estado paulista, pode-se ter uma boa amostra do cenário imigratório (e migratório) no Brasil.

E é isso! E você, já conseguiu visitar o MI? Se mora fora de São Paulo, dê uma pesquisada! Há instituições semelhantes em outros estados.

Tem algo pra contar pra gente? Fique à vontade…

Arrivederci! 🙂

 

Publicado por

Adriano Donato Couto

Ítalo-brasileiro nascido em Minas Gerais, morando atualmente na região de Lisboa. Desenvolvedor de software. Italo-brasiliano nato a Minas Gerais. Abita attualmente a Lisbona (Portogallo). Sviluppatore di software. Italian-Brazilian that was born in Minas Gerais (Brazil). Living in Lisbon currently. Software developer.

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