Portugal: dando uma volta por Belém (Lisboa) e Oeiras

Ponte 25 de Abril, vista de Belém (Lisboa). Foto de Adriano Donato Couto.
Ponte 25 de Abril, vista de Belém (Lisboa). Foto de Adriano Donato Couto.

Olá!

Para quem não sabe, eu estou morando em Portugal desde o final do mês de abril. Vim a trabalho, para atuar em uma empresa daqui como desenvolvedor de software.

Ainda estou me adaptando à rotina e à cidade, mas já dei umas voltas para conhecer alguma coisa e gostaria de compartilhar com vocês.

Oeiras

Oeiras é um município pequeno, mas bastante povoado. Faz parte da região conhecida como Grande Lisboa.

Vizinha da capital portuguesa, a localidade fica também bem pertinho da praia. Já no primeiro dia em solo português, saí à procura de um supermercado e me deparei com a Praia de Santo Amaro de Oeiras, um local bem simpático.

Praia de Santo Amaro de Oeiras, Grande Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.
Praia de Santo Amaro de Oeiras, Grande Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.

Alguns dias depois, ainda me acostumando com o fuso horário lusitano, aproveitei o fim de tarde para andar por Oeiras. Apesar de ser bem urbanizado, o município possui um clima tranquilo, sem a correria de Lisboa.

O primeiro ponto que pude conferir foi o Jardim do Palácio do Marquês de Pombal. Enorme, ainda tem um riacho passando por ele. Não entrei nos jardins, mas vi ele através de uma ponte que oferece um bom ângulo de visão.

Jardim do Palácio do Marquês de Pombal, com o palácio ao fundo. Oeiras, Grande Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.
Jardim do Palácio do Marquês de Pombal, com o palácio ao fundo. Oeiras, Grande Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.

✈️ Ficou com vontade de conhecer, mas não pode ir até lá por agora? Acesse aqui ao Google Street View e aproveite a vista!

O Palácio do Marquês de Pombal, aliás, é outro detalhe magnífico. No momento em que passei por ali, mais ou menos às 19h, não estava mais aberto, mas sua fachada já é maravilhosa.

Palácio do Marquês de Pombal. Oeiras, Grande Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.
Palácio do Marquês de Pombal. Oeiras, Grande Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.

Nas proximidades do palácio há ainda o Jardim Municipal de Oeiras, outro espaço verde bem agradável. Há lá um espaço com brinquedos e um viveiro com patos e outros animais.

Com certeza, há diversos outros lugares bacanas na cidade, mas o dia já estava chegando ao fim. Ficou pra próxima!

Apesar de não pertencer a Lisboa, ali é um excelente lugar para morar. Consigo chegar rápido ao trabalho, através de linhas de trem com boa frequência de horários.

Curiosidade: Oeiras tem um detalhe muito charmoso, pelo menos nos locais por onde já passei: o nome das ruas está em placas trabalhadas em estilo próximo daqueles azulejos portugueses. Confira:

Placa com nome de rua em Oeiras, Portugal. Foto de Adriano Donato Couto.
Placa com nome de rua em Oeiras, Portugal. Foto de Adriano Donato Couto.

Belém (Lisboa)

Belém é uma freguesia do concelho de Lisboa. Isso quer dizer, em uma analogia com o Brasil, que Belém seria um “distrito urbano” do “município” de Lisboa, como ocorre na cidade de São Paulo.

Esta área, limitada por um dos lados pelo Rio Tejo, está profundamente conectada com as grandes navegações e uma série de outros acontecimentos importantes.

Tirando algumas horas do fim de uma tarde para visitar Belém, comecei pela excelente visão que o MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia) oferece de seu teto: a Ponte 25 de Maio (primeira imagem desta postagem), uma boa parte de Lisboa e o rio Tejo. Aliás, o prédio do próprio MAAT é também excepcional!

Fachada do Museu de Artes Arquitetura e Tecnologia (MAAT) de Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.
Fachada do Museu de Artes Arquitetura e Tecnologia (MAAT) de Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.
Lisboa vista do teto do MAAT. Foto de Adriano Donato Couto.
Lisboa vista do teto do MAAT. Foto de Adriano Donato Couto.

Vale uma observação aqui: que linda essa parte da cidade! Ainda mantendo um perfil menos vertical e mais tradicional…

Saindo dessa região, parei naquele que é um dos principais monumentos de Belém: Padrão dos Descobrimentos. O monumento homenageia uma série de pessoas importantes para o período dos ditos descobrimentos de Portugal. Entre as esculturas, pode-se ver Cabral, Camões, Vasco da Gama, São Francisco Xavier (um dos criadores da Companhia de Jesus, a organização dos jesuítas) e muitos outros.

Em horário de abertura, é permitido subir no monumento. À frente dele, vê-se o imponente rio Tejo, que ainda hoje mantém papel de destaque para Lisboa.

Padrão dos Descobrimentos, Belém (Lisboa). Foto de Adriano Donato Couto.
Padrão dos Descobrimentos, Belém (Lisboa). Foto de Adriano Donato Couto.
Padrão dos Descobrimentos (detalhe do lado oposto). Foto de Adriano Donato Couto.
Padrão dos Descobrimentos (detalhe do lado oposto). Foto de Adriano Donato Couto.

Saindo dos entornos, fui em direção à Torre de Belém, estrutura inaugurada no século XVI.

É também possível visitar (mediante pagamento) o interior e uma área superior da torre, mas neste dia não fiz isso. Ainda assim, a visita é muito gratificante, pois a arquitetura do local é demais.

Torre de Belém. Belém, Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.
Torre de Belém. Belém, Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.

Ali bem próximo da região da torre, o Monumento pela primeira travessia aérea do Atlântico Sul, que homenageia a primeira viagem aérea para aquela direção. O trajeto, feito por Sacadura Cabral e Gago Coutinho, visitou também algumas cidades brasileiras, terminando no Rio de Janeiro.

Monumento pela primeira travessia aérea do Atlântico Sul. Foto de Adriano Donato Couto.
Monumento pela primeira travessia aérea do Atlântico Sul. Foto de Adriano Donato Couto.

Atravessando o jardim da torre, pude conferir também os arredores do Museu do Combatente, que fica no Forte do Bom Sucesso. É uma boa oportunidade para conhecer armamentos e equipamentos já utilizados pelas tropas portuguesas.

Museu do Combatente - Forte do Bom Sucesso. Foto de Adriano Donato Couto.
Museu do Combatente – Forte do Bom Sucesso. Foto de Adriano Donato Couto.

Ali vi também o Monumento “Aos Combatentes do Ultramar”, que registra o nome dos soldados que já morreram servindo a Portugal. Em volta de um espelho d’água, uma série de colunas com nomes de cada militar, com sua função respectiva.

Monumento aos Combatentes do Ultramar (1). Foto de Adriano Donato Couto.
Monumento aos Combatentes do Ultramar (1). Foto de Adriano Donato Couto.
Monumento aos Combatentes do Ultramar (2). Foto de Adriano Donato Couto.
Monumento aos Combatentes do Ultramar (2). Foto de Adriano Donato Couto.

Deu até pra encontrar um “Couto”, já em uma das primeiras “páginas”.

Minha próxima parada foi no Mosteiro dos Jerónimos, estrutura bastante extensa, que engloba o Museu de Arqueologia, o Museu da Marinha, o próprio mosteiro e a Igreja de Santa Maria de Belém.

Nesta igreja estão os túmulos de Vasco da Gama, Luís de Camões e alguns outros nomes importantes do país.

Jardim da Praça do Império, com o Mosteiro dos Jerónimos ao fundo. Foto de Adriano Donato Couto.
Jardim da Praça do Império, com o Mosteiro dos Jerónimos ao fundo. Foto de Adriano Donato Couto.
Mosteiro dos Jerónimos - Igreja de Santa Maria de Belém. Foto de Adriano Donato Couto.
Mosteiro dos Jerónimos – Igreja de Santa Maria de Belém. Foto de Adriano Donato Couto.

Para encerrar a visita do dia, um dos momentos mais clássicos que todo passeio por Belém deve contemplar: uma parada na Fábrica dos Pastéis de Belém.

Fachada da Fábrica dos Pastéis de Belém. "ÚNICA FÁBRICA DOS PASTÉIS DE BELÉM". Foto de Adriano Donato Couto.
Fachada da Fábrica dos Pastéis de Belém. “ÚNICA FÁBRICA DOS PASTÉIS DE BELÉM”. Foto de Adriano Donato Couto.
Interior da loja dos Pastéis de Belém. Vista da fila para quem vai comprar para levar para casa. Foto de Adriano Donato Couto.
Interior da loja dos Pastéis de Belém. Vista da fila para quem vai comprar para levar para casa. Foto de Adriano Donato Couto.

Como pode-se ver na imagem, formam-se filas para quem vai comprar o produto exclusivamente para levar embora. São duas filas no total.

Entrei, então, na fila e aguardei. No momento em que faltava apenas uma pessoa antes de mim, porém, decidi sair e me sentar à mesa para curtir um pouco mais o local. E voilá! Os tão esperados café de Belém, acompanhados de um cappuccino:

Pastéis de Belém à mesa. Deliciosos! Foto de Adriano Donato Couto.
Pastéis de Belém à mesa. Deliciosos! Foto de Adriano Donato Couto.

Cada pastel de Belém custa (maio/2018) € 1,10 cada.

⚠️ Atenção: “pastéis de Belém” são exclusividade de Belém, especificamente na  fábrica “Pastéis de Belém”. É marca registrada, inclusive. Em qualquer outro local de Portugal, peça sempre por “pastéis de nata”, o nome genérico do produto.

E por hoje é só! Acha que faltou algum ponto importante? Conte pra gente!

Arrivederci! 🙂

Publicado por

Adriano Donato Couto

Ítalo-brasileiro nascido em Minas Gerais, morando atualmente na região de Lisboa. Desenvolvedor de software. Italo-brasiliano nato a Minas Gerais. Abita attualmente a Lisbona (Portogallo). Sviluppatore di software. Italian-Brazilian that was born in Minas Gerais (Brazil). Living in Lisbon currently. Software developer.

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