Londres: preparativos e imprevistos

Tower Bridge - London. Foto por Adriano Donato Couto.
Tower Bridge – London. Foto por Adriano Donato Couto.

Olá!

Conforme prometido, hoje gostaria de contar um pouquinho sobre a minha viagem à Londres.

Só que nem tudo são flores e para tudo há um planejamento inicial. Hoje falarei um pouco sobre isso!

Tudo começou quando comprei a passagem. A opção mais viável saindo de Lisboa era a RyanAir, com um preço quase de companhia tradicional, já que eu estava comprando bilhetes para o meio de agosto. Essa é, sem dúvida, a época mais cara do ano para viajar pela Europa.

Bilhetes comprados, tinha minha viagem melhor definida: 16 a 19 de agosto, tendo efetivamente apenas os dias 17 e 18 para aproveitar a cidade.

Quem comprar bilhetes por essa companhia, porém, deve se atentar ao fato de que ela não aterrisa em Londres, mas no aeroporto Standsted, que fica a uns 40 minutos de ônibus do centro de Londres. Há também outras opções, como trem. Viajei de ônibus com a National Express, utilizando a linha A8, no trecho Stansted – Bethnal Green.

Outra questão é que low-cost não é uma categoria sem sentido. Se quer conforto, lanchinho gratuito a bordo e escolher seu lugar (com direito a conhecer quem vai ao seu lado, dependendo da companhia), pule direto para uma companhia tradicional.

As empresas low-cost até oferecem pacotes com mais opções inclusas, mas eles nem sempre compensam.

Em termos de comparação, viajar de RyanAir seria o equivalente a pegar um ônibus interestadual no Brasil, só que ele voa e tem uma tripulação MUITO simpática. 😀

Eu adoro criança, mas na viagem esse detalhe não foi legal. Um menino ficou me chutando durante toda a viagem, enquanto a mãe dele olhava para mim com olhar simpático, como que dizendo: “F*da-se! Preguiça de fazer algo em relação a isso.”

Chegando ao aeroporto, e durante todo o percurso de ônibus, passei pela única chuva durante toda a minha viagem. O resto dos dias foram de tempo nublado ou com sol, sempre sem chuva.

A área escolhida para hospedagem foi Bethnal Green, bem em frente a uma das entradas da estação de mesmo nome do underground. Adorei a região, mas o hotel escolhido me decepcionou bastante.

Não costumo gastar muito com hospedagem, pois fico pouco no quarto do hotel. Prefiro gastar andando pela cidade, por exemplo. O problema, porém, é que o City View Hotel conseguiu ser muito pior que a encomenda.

Os quartos são forrados com um carpete mal conservado, de aspecto duvidoso. Para piorar, há um pub na parte da frente do hotel. Até aí tudo bem, né?

O problema é que o meu quarto ficava parcialmente debaixo da calçada do pub, com janela que dava para uma “claraboia”, que por sua vez tinha como “tampa” uma grade da calçada.

Fora isso, tudo bem. Bastaria que eu chegasse, tomasse um banho tranquilo e dormisse, certo?

O problema é que meu chuveiro só tinha UMA temperatura, por mais que eu girasse o regulador para todas as três posições: escaldante.

Só Deus sabe a ginástica que fiz para tomar banho e não deixar minha pele derretida no chão…

Como já era tarde, decidi reclamar no dia seguinte.

O atendente, sempre muito atencioso, me explicou que havia regulagem de três posições e que eu poderia chamá-lo quando fosse utilizar novamente o chuveiro.

Mais tarde, tentei tudo o que ele havia me orientado. Resultado: mesma coisa.

Chamando o funcionário, ele ligou o chuveirinho e foi fazendo todos os testes novamente. No meio do caminho, já com o banheiro tomado em vapor, o chuveirinho se soltou da mangueira, molhando o pobre coitado.

Pena que não deu para anotar! Ele falou uns 20 palavrões diferentes com sotaque britânico e me pediu desculpas, dizendo que me trocaria de quarto.

Voltou com uma nova chave, pegou a chave anterior e disse: basta que leve suas coisas para o outro quarto e deixe esse fechado. Amanhã cuido disso.

Joguei tudo dentro da mala, mudei para o outro quarto e testei o chuveiro novo: congelante, escaldante e a posição mais quente eu nem tentei. 😀

E é isso por hoje…

Eu sei que o post ficou bem no estilo #WhitePeopleProblem, mas a ideia era apenas mostrar que nenhuma viagem é feita por teletransporte ou passa livre de perrengues. Mesmo com planejamento, vai ter sempre uma ou outra surpresa.

Londres é uma cidade lindíssima! Na semana que vem, conto um pouco sobre o que fiz durante minha estadia por lá!

E você, já passou por perrengues em suas viagens? Conta pra mim!

Arrivederci! 🙂

Publicado por

Adriano Donato Couto

Ítalo-brasileiro nascido em Minas Gerais, morando atualmente na região de Lisboa. Desenvolvedor de software. Italo-brasiliano nato a Minas Gerais. Abita attualmente a Lisbona (Portogallo). Sviluppatore di software. Italian-Brazilian that was born in Minas Gerais (Brazil). Living in Lisbon currently. Software developer.

4 comentários em “Londres: preparativos e imprevistos”

  1. Adorei, Drico! Não sabia desses detalhes da Rynair. O povo sempre fala dos benefícios da low cost, mas óbvio que precisamos saber o que isso acarreta. E hotel é sempre uma caixinha de surpresas. Eu também já peguei um que era alto padrão e os lencóis eram ruins. Beeem #whitepeopleproblem também, mas já que estamos falando disso, fica ai minha contribuição. To louca pra ver o outro post!

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    1. O melhor das low-cost parece ser a equipe, que dizem não ser bem paga, mas é sempre muito simpática. Fora isso, é um serviço ok, mas sem frescurinhas.

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