Fake news: em tempos de notícias falsas, como checar informações?

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Olá!

Seja você um cidadão inclinado à Esquerda, ao Centro ou à Direita (por mais inadequada que essa classificação seja), uma coisa todos nós percebemos no Brasil de 2018: a produção de imagens, textos, áudio e vídeo adulterado ou totalmente inventado cresceu vertiginosamente, contribuindo de forma assustadora para a polarização que o país enfrenta atualmente.

Diante desse cenário, gostaria de apresentar hoje algumas iniciativas interessantes que empresas de tecnologia e da imprensa criaram para tentar limitar o impacto desse tipo de conteúdo.

Agência Lupa: autointitulada primeira agência de fact-checking* do Brasil, é mantida pela Editora Alvinegra, sua principal investidora. Nos primeiros anos, conforme esta página, ela estará hospedada no site da Revista Piauí, como uma espécie de startup. É membro da International Fact-Checking Network (IFCN), instituição internacional que agrupa iniciativas de vários países. A Agência Lupa é, conforme os demais membros da IFCN, auditada todos os anos, garantindo um nível adequado de qualidade e isenção.

Aos Fatos: iniciativa similar à Agência Lupa, é mantida por uma equipe própria e jornalistas freelancers, focando prioritariamente em conteúdo de política. Também faz parte da IFCN, como anunciado na seção Nosso Método do projeto. Para mais informações sobre Aos Fatos, acesse este link.

Truco: projeto da Agência Pública, conhecido veículo de jornalismo investigativo, para checagem de informações. Assim como Aos Fatos e Lupa, faz parte da IFCN. Foi criado em 2014, tendo já participado de projetos de checagem nas eleições daquele ano.

Projeto Comprova: iniciativa coordenada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), surgiu em 2018, durante um congresso da entidade. Surgiu a partir do First Draft, iniciativa da Harvard Kennedy School, dos EUA, que treina jornalistas para o combate à disseminação de fake news*. Conta ainda com o Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor), além do patrocínio da Google News Initiative e o Facebook Journalism Project. Engloba, atualmente, um grande número de instituições jornalísticas: Band, Correio, Correio do Povo, Estado de S. Paulo, Exame, Folha de S.Paulo, GaúchaZH, Gazeta Online, Gazeta do Povo, Jornal do Commercio, Metro Brasil, Nexo Jornal, Nova Escola, NSC Comunicação, O Povo, Poder360, Revista Piauí, SBT, UOL e Veja. É focado principalmente nas eleições brasileiras de 2018. Para mais informações, este texto é uma boa pedida. Ele não avalia discursos de candidatos, recomendando para isso os projetos da Agência Lupa, Aos Fatos ou Truco.

Fato ou Fake: iniciativa criada em 2018 pelo portal de notícias G1. Conta com a checagem em grupo de profissionais de diversos veículos: G1, O Globo, Extra, Época, Valor, CBN, GloboNews e TV Globo.

Além das iniciativas acima e de diversas empreitadas individuais de alguns veículos, as empresas de tecnologia também começaram a se movimentar.

Um exemplo é o Facebook, que se viu duramente criticado nos últimos anos por não conseguir combater de forma eficaz a propagação de fake news.

Uma das medidas é o uso de links relacionados abaixo de imagens, vídeos e links compartilhados em sua plataforma. Os links inseridos levam para análises já feitas pelas agências de checagem parceiras. Apesar de ter sido duramente criticado no início da colaboração, principalmente por movimentos políticos mais radicais, a empresa tem seguido firme na parceria com as agências de checagem.

E você, tem o hábito de verificar o conteúdo que recebe nas redes sociais, WhatsApp e similares?

Uma postura cautelosa e proativa perante as correntes de possíveis fake news poderá ajudar o Brasil a sair de uma forma menos catastrófica nas eleições atuais.

Arrivederci! 🙂

Glossário

Fact-Checking: no inglês, algo como “checagem de fatos”. Área jornalística que se ocupa de checar a veracidade de conteúdo difundido de forma massiva, especialmente na internet.

Fake news: no inglês, “notícias falsas”. Termo difundido com mais força após as eleições presidenciais americanas. Se refere a todo tipo de suposta informação falsa divulgada como se fosse um conteúdo verdadeiro, geralmente com um apelo de “algo que a imprensa tradicional não quer divulgar”.

Publicado por

Adriano Donato Couto

Ítalo-brasileiro nascido em Minas Gerais, morando atualmente na região de Lisboa. Desenvolvedor de software. Italo-brasiliano nato a Minas Gerais. Abita attualmente a Lisbona (Portogallo). Sviluppatore di software. Italian-Brazilian that was born in Minas Gerais (Brazil). Living in Lisbon currently. Software developer.

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