2018: um ano insano

“Mar calmo nunca fez bom marinheiro”.

Olá!

O título do texto pode assustar, mas a verdade é que 2018 foi um ano de descobertas, mudanças (internas e territoriais), questionamentos e MUITA experiência.

Para resumir um pouco do que fiz em 2018, gostaria de elencar os principais fatos do meu ano até aqui:

Primeira tattoo

Pode parecer uma coisa boba, mas pra mim foi um elemento muito importante. Há anos eu quero fazer algum desenho na pele, mas sempre faltou coragem.

De certa forma, acho que morar no interior de Minas colaborou para que eu postergasse esses planos.

Além disso, eu precisava amadurecer essa decisão e esperar um momento em que isso fizesse sentido.

Entre as possibilidades de desenho, acabei optando pelo ramo de cerejeira, cujas flores representam renovação, felicidade, amor, esperança e, talvez ainda mais importante, a fragilidade da vida.

Estou numa fase em que botei em prática diversos objetivos e sonhos, então o desenho fez sentido para mim.

Primeira tatuagem. Foto: Gabriel Bilotta.
Primeira tatuagem. Foto: Gabriel Bilotta.

Morei em três países

Sim! Além do Brasil, obviamente, morei em Portugal (por sete meses) e me mudei para o Reino Unido no último dia de novembro.

Jamais imaginaria isso!

Em todos os casos, a mudança foi por objetivos de carreira, mas me proporcionaram uma evoluirão sem precedentes, seja como noção de ser parte de uma comunidade ou pela abertura ao diferente mesmo.

Vista de Lisboa a partir do Castelo de São Jorge
Vista de Lisboa a partir do Castelo de São Jorge

Trabalhei para quatro empresas diferentes

Aqui está algo inesperado e, até certo ponto, que jamais imaginei que faria.

No começo do ano, em fevereiro, saí de uma empresa onde eu já trabalhava há quase quatro anos. Era hora de procurar novos desafios, novas experiências.

Entrei em uma outra empresa, dessa vez  específica de consultoria, com clientes no setor financeiro. Dois meses depois, porém, surgiu uma oportunidade que já esperava há certo tempo: trabalhar e morar na Europa.

Como ainda estava em período de experiência, conversei com a empresa da época e eles compreenderam.

Saí de lá e me mudei para Portugal em dez dias.

A empresa portuguesa, especializada na contratação de profissionais para alocação em projetos de clientes em outros países através de terceirização, me proporcionou um contato com profissionais de diversos tipos.

Outro fator positivo foi ter morado em Portugal, um país lindo e de povo bastante acolhedor. Foi uma experiência única!

O tempo passou e decidi que era hora de me mudar novamente. Foi uma decisão tomada por mim, mas que a empresa compreendeu. Não havia ainda trabalhado nos clientes e meu objetivo para aquele momento não era permanecer em Portugal, já que as outras oportunidades que avaliei no país lusitano não me apeteciam no mesmo nível.

Foi aí que em 30 de novembro, novamente, me mudei para outro país: Reino Unido.

A empresa é especializada no comércio online de itens de supermercado, além de outras atividades. Só na primeira semana, já conversei com profissionais da Polônia, Macedônia, Rússia e, obviamente, Reino Unido.

O engraçado é que só descobri isso quando perguntei, pois eles são todos colaboradores do mesmo local e é isso que importa.

Vista de Lisboa a partir de um avião
Vista de Lisboa a partir de um avião

Conclusão

Eu senti que 2018 foi um ano pesado e crítico no Brasil, com toda a bipolarização do país e o risco de retrocesso em áreas críticas como Direitos Humanos, Meio Ambiente, Políticas para os Índios e etc.

Apesar disso, espero que o país acorde dessa convulsão coletiva e consiga caminhar.

Na minha vida pessoal, foi um ano extremamente enriquecedor, mas também muito cansativo. Sair de um local fixo e morar sem limite de tempo em locais temporários é desgastante.

Apesar disso, foi exatamente esse tipo de deslocamento que me permitiu conhecer pessoas maravilhosas, que guardarei no coração para sempre.

Despedidas são a parte mais difícil pra mim, pois a gente tem que deixar pra trás, mesmo que momentaneamente, pessoas que representam sua base afetiva, seus laços mais importantes.

O essencial, porém, é ter em mente que essas pessoas estarão sempre lá, bastando que vocês dois alimentem essa relação.

E você? Como foi o seu ano? No geral, o saldo foi positivo ou você precisa avaliar as experiências e mudar algumas coisas?

Arrivederci! 🙂