Segundo livro: O tatuador de Auschwitz / The tattooist of Auschwitz

The tattoist of Auschwitz - Heather Morris. Foto de uma das versões de capa. Todos os direitos reservados à autora, Heather Morris, e a todos os demais envolvidos na confecção do livro.
The tattoist of Auschwitz – Heather Morris. Foto de uma das versões de capa. Todos os direitos reservados à autora, Heather Morris, e a todos os demais envolvidos na confecção do livro.

Olá!

Conforme eu comentei aqui, me propus este ano a ler pelo menos 12 livros em inglês em 2019, reativando meu hábito de leitura.

O primeiro livro foi leve e de leitura rápida, pois se tratava de um trabalho mais voltado para o público infantil. O livro de agora, porém, é bem mais denso.

Seu vocabulário é mais amplo, a história é bem mais pesada e a leitura, um pouco mais difícil.

O tatuador de Auschwitz foi escrito por Heather Morris, escritora neozelandesa que vive na Austrália.

Basicamente, o livro conta a história de Lale, um judeu da Eslováquia que é enviado para o campo de concentração de Auschwitz, tornando-se mais tarde o tatuador de Auschwitz-Birkenau.

Após certo tempo, Lale conhece Gita, com quem vive, enquanto também luta pela própria sobrevivência, uma história de amor muito interessante.

Para quem pode estar meio confuso, explico: o cargo de Tätowierer (tatuador) aqui não tem nada de glamouroso ou agradável. Era deste profissional, escolhido entre os próprios encarcerados, a tarefa de tatuar o número de “matrícula” de cada prisioneiro que chegava nas instalações do campo de concentração.

O livro conta toda a trajetória do casal, mas não tem tanto de romântico quanto pode parecer pela sinopse. A sequência de fatos relatada embrulha o estômago em diversos momentos.

Violência, mortes diárias, fome e o constante medo de cada um dos que ali vivem tornam a história densa e meio pesada.

A autora colheu os depoimentos de Lale Sokolov para contar sua história com Gita Fuhrmannova, mas também registrou outros depoimentos e fez pesquisa dos fatos históricos em órgãos oficiais, para assim construir uma novela baseada na história real de Lale e Gita, mas que adapta as personagens e sequência de acontecimentos de forma a torná-las mais compatíveis com um livro.

Para quem gosta deste tipo de história, recomendo a leitura! O tema, aliás, deveria ser melhor explorado nas escolas brasileiras. Se chegamos a um ponto em que alguns brasileiros questionam o ponto no espectro político em que o nazismo se encaixa, corremos o risco de diminuir sua importância e gravidade.

E é isso… E você, já leu O tatuador de Auschwitz? O que achou da história?

Como podem ver, demorei bem mais no segundo livro. A ideia agora é reforçar meu ritmo de leitura. É normal que eu esteja fora de ritmo, mas quero retomar esse hobby.

Arrivederci! 🙂

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