Dublin: dicas de locais que você precisa visitar – dia 1

Trinity College Dublin, Dublin, Irlanda. Foto por Adriano Donato Couto.
Trinity College Dublin, Dublin, Irlanda. Foto por Adriano Donato Couto.

Dando continuidade ao texto sobre dicas básicas para visitar Dublin, gostaria de apresentar os lugares que visitei no primeiro dia de um fim de semana que passei por lá.

Logo quando cheguei ao centro da cidade, passei pelo Spire of Dublin. De forma bem resumida (e injusta), pode-se dizer que é um monumento em formato de agulha, com cerca de 120 metros de altura.

Spire of Dublin. Fonte: User:Vmenkov [CC BY-SA 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/)]. Link: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:E4324-Spire-of-Dublin.jpg
Spire of Dublin. Fonte: User:Vmenkov [CC BY-SA 3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/)%5D. Link: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:E4324-Spire-of-Dublin.jpg

Localizado em O’Connell Street, é um dos pontos de encontro da cidade. É por ali que a maioria do pessoal se encontra para ir aos pubs e outras atrações da noite na capital irlandesa.

Após comer alguma coisa por ali, fui direto para o hostel. Era já perto da meia-noite e eu estava cansado da semana de trabalho.

No dia seguinte, começamos nossa peregrinação turística confirmando o espírito meio brasileiro de Dublin, na Padoca Dublin. Localizada na 47 Bolton Street, o lugar é uma espécie de padaria brasileira em um espaço pequeno, mas bem agradável. Comi meu pão de queijo com um cafezinho e fui feliz encarar o restante do percurso do dia. Ah! Eles só aceitam pagamento em espécie. 😉

Saindo de lá, passamos pelo General Post Office, a sede do serviço postal da Irlanda. O local é lindo, com todo um estilo antigo e muito bem conservado. Não há muito para se ver além da própria arquitetura do lugar, mas vale a pena conferir.

Dando seguimento, aproveitamos para fazer uma visita à Molly Malone, estátua muito conhecida da cidade. Conforme reza a lenda, devemos tocar seus seios para atrair sorte.

A estátua representaria uma vendedora de peixes, de uma lenda bastante famosa, que foi retratada em uma música irlandesa super conhecida e frequentemente cantada nos pubs. A pobre senhora teria morrido, segundo a história, de uma forte febre.

A estátua ficava em Grafton Street, mas foi movida para Suffolk Street quando estavam construindo o Luas (tram de Dublin) na primeira localidade. Para a localização exata, clique aqui.

Vale citar que ela fica ao lado da Saint Andrew’s Church, então você pode adicionar também esta igreja na lista.

Molly Malone. Foto por Adriano Donato Couto.
Molly Malone. Foto por Adriano Donato Couto. Não tenho foto somente com a Molly, então aceitem minha figura ao lado dela. haha

Dei tchau pra Molly e segui rumo à Trinity College Dublin. Fundada em 1592, a instituição possui um papel de destaque, sendo a líder na Irlanda, segundo o QS World University Rankings, além da primeira na Europa na produção de empreendedores pelo Pitchbook 2019-2020.

Situado em College Green, em frente à Grafton Street, o campus é lindíssimo. Em um passeio que não demanda muitas horas, você pode conferir a Parliament Square (Praça do Parlamento), a capela, a Sphere Within Sphere (um monumento metálico lindíssimo) e a Long Room (biblioteca), só para citar alguns.

Sphere Within Sphere, Trinity College Dublin, Dublin, Irlanda. Foto por Adriano Donato Couto.
Sphere Within Sphere, Trinity College Dublin, Dublin, Irlanda. Foto por Adriano Donato Couto.

Não cheguei a visitar a biblioteca, mas quem tiver mais tempo deve tentar! Lá está o Book of Kells, um livro manuscrito antiguíssimo, dos anos 800 d.C., que contém os quatro evangelhos do livro sagrado cristão, além de ilustrações riquíssimas. É considerado o maior tesouro cultural do país.

Dando um descanso merecido para as pernas, fui com minha amiga para o St. Stephen’s Green, um parque muito bem conservado, daqueles que você consegue passar horas contemplando. E fica em uma área de fácil acesso, então não tem desculpa para não visitá-lo.

O caminho entre a Trinity College e o parque, aliás, também vale ser feito com calma. Este trecho da Grafton Street é muito bonito!

Logo ao lado do parque, não deixe de conhecer também o St Stephen’s Green  Shopping Centre. Sim, eu sei que é “só” um shopping center, mas vale a pena pela arquitetura do local. Todo em estrutura metálica, o lugar é pequeno, mas muito simpático.

St Stephen's Green Shopping Centre - Dublin - Irlanda. Foto por Adriano Donato Couto.
Vê se não é a coisa mais linda! haha – St Stephen’s Green Shopping Centre – Dublin – Irlanda. Foto por Adriano Donato Couto.

Obedecendo o passeio mais óbvio e padrão que todo mundo deve fazer quando vai à Dublin, passei pelo The Temple Bar. O mais famoso pub de Dublin fica em 47-48 Temple Bar, na região que lhe concede o nome. Aliás, fique atento quando quiser visitar o local. Há inúmeros pubs com “Temple Bar” fazendo parte do nome, aproveitando-se do fato de que a região e o famoso pub compartilham a nomenclatura, mas somente o The Temple Bar é o verdadeiro.

Curiosidade: O pub leva o nome devido ao Sir William Temple, renomado professor e filósofo, remontando a fatos de sua vida desde 1599. Para mais detalhes, basta acessar o site do pub.

The Temple Bar, Dublin, Irlanda. Foto por Adriano Donato Couto.
The Temple Bar, Dublin, Irlanda. Foto por Adriano Donato Couto.

Eu passei por lá no período do dia, mas ele é ainda mais bonito à noite. Dá só uma olhadinha na foto divulgada pelo próprio pessoal do pub, por exemplo:

Saindo dali, segui minha amiga viciada em café até o Caffè Cagliostro. Localizado em Bloom’s Lane, o espaço é ao mesmo tempo um café e um exemplar da experiência dos aperitivos italianos em Dublin.

Não sei se os atendentes são fixos, mas os três italianos que comandavam o local no dia que passei por lá eram muito simpáticos e divertidos, puxando assunto e interagindo com todo mundo.

O café é uma delícia, as sobremesas são divinas e o Aperol Spritz tava ótimo!

Entre uma travessia e outra do rio Liffey, passamos pela ponte Liffey, conhecida como Ha’penny Bridge. A história desta ponte é curiosa e merece ser citada aqui. Além disso, seu desenho é bem bonito.

Aberta em 1816, a ponte viria a substituir o serviço de ferries que existia para facilitar a travessia do rio à época. O serviço de ferries era operado por William Walsh. O problema é que os barquinhos estavam em péssimas condições, então ele foi notificado de que deveria restaurar as embarcações ou construir uma ponte.

Escolhendo a segunda opção, Walsh encomendou e montou a ponte em ferro fundido com a garantia de que poderia cobrar de cada um o valor de ha’penny (halfpenny, ou meia penny) pela travessia. Este era o antigo valor da travessia por ferry. A autorização lhe proporcionava este direito de cobrança por cem anos. Ficou curioso? O site Bridges of Dublin tem um texto bacana sobre o tema (em inglês).

Curiosidade: a halfpenny, ou meia penny, era uma moeda anterior ao sistema decimal das moedas britânicas. Equivalia a meia penny, ou 1/480 do valor de uma libra. E sim, a Irlanda já pertenceu ao Reino Unido! Desconsidere, obviamente, a Irlanda do Norte, que ainda faz parte das terras da rainha.

Terminando o dia em grande estilo, voltei ao hostel rapidinho para um merecido banho e fui para a região de Temple Bar novamente, mas desta vez para visitar o Bad Bobs Temple Bar, um pub muito bacana e de ambiente estiloso.

Localizado na Essex Street, East, o pub tem três andares, sendo que o último só abre após umas nove da noite, quando ele deixa de aceitar contas de mesa e cobra instantaneamente todas as bebidas, se transformando em um night club descoladinho e de gente bonita pra caramba! 😀

E é isso…

E aí, gostou do primeiro dia de passeio? No próximo post, conto sobre o segundo (e último) dia do fim de semana em terras dublinenses.

Arrivederci! 🙂

 

Este é o segundo de três textos sobre o meu final de semana em Dublin.
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