Lisboa: segunda parte do passeio e bons locais para comer

Elétrico da Carris. O passeio vale a pena! Foto por Adriano Donato Couto.
Elétrico da Carris. O passeio vale a pena! Foto por Adriano Donato Couto.

E hoje chegamos ao segundo dia em Lisboa…

Se você não viu ainda a primeira parte, basta acessar aqui.

O dia começou com a Feira do Relógio, uma feira livre bem grande e tradicional da cidade. Uma amiga portuguesa nos levou até lá, mas não é muito difícil de visitá-la. Ela fica em uma área próxima das estações Chelas e Olivais do metrô (ou metro, como se diz em Portugal).

Não é das áreas mais seguras da cidade, então aproveite a feira, mas tome cuidado com seus pertences.

Foi interessante por conta da grande variedade de produtos tipicamente portugueses, além de barraquinhas de comidas tipicamente brasileiras, com pastel, coxinha e caldo de cana. Não diria que é um programa muito turístico, porém. Seria como uma visita à região da 25 de Março em São Paulo, se fosse fazer uma analogia. Por ser uma feira livre, possui uma grande variedade de vegetais, frutos do mar e salsichas portuguesas. Dá também para encontrar peças de vestuário, plantas e várias outras coisas.

Saindo dali, voltamos para o centro da cidade e passamos pela Igreja da Madalena. Não aparenta ser muito grande quando se olha por fora, mas a igreja tem um bonito trabalho no seu interior e vale dar uma conferida.

Igreja da Madalena. Lisboa, Portugal. Foto por Adriano Donato Couto.
Igreja da Madalena. Lisboa, Portugal. Foto por Adriano Donato Couto.

Seguindo nosso percurso de igrejas, passamos pela Igreja de Santo António de Lisboa, onde diz-se ter nascido Santo Antônio, que alguns chamam “de Pádua”, dada a região de sua morte, mas o santo nasceu em Lisboa. Passando por lá, não deixe de visitar o andar inferior, onde teria sido a casa da família de Santo António.

Se quiser saber mais detalhes, basta conferir meu texto sobre esta igreja e alguns outros pontos na região, como a Sé de Lisboa (Igreja de Santa Maria Maior), que visitamos novamente, e o Castelo de São Jorge.

Depois da Sé de Lisboa, nossa próxima parada foi o Miradouro de Santa Luzia. Acho que é o miradouro com a melhor vista entre os que já visitei na cidade.

Se decidir passar por lá também, não se esqueça de visitar os dois níveis. Um deles, o mais baixo, tem lindos trabalhos de azulejo e oferece uma vista interessante, mas a parte superior (sobre o restaurante) é ainda melhor. Através daquele ponto, pode-se ver ainda mais da cidade, em um espaço cheio de flores e um clima bem legal.

Miradouro de Santa Luzia. Lisboa, Portugal. Foto por Adriano Donato Couto.
Miradouro de Santa Luzia. Lisboa, Portugal. Foto por Adriano Donato Couto.

O próximo ponto de parada que também tem uma vista interessante, além do entorno charmoso da Lisboa antiga é o Largo Portas do Sol, com o Miradouro Portas do Sol pouco à frente. O local é bonito, mas o de Santa Luzia é, na minha opinião, imbatível!

Neste ponto, é muito importante fazer um adendo: enquanto caminha pela Sé e pelos demais miradouros e igrejas que citei, tome um tempinho, pegue mais um pouco de ar entre as subidas íngremes destas ruas e contemple as casas, cafés, lojas e restaurantes da região. Você está no bairro de Alfama, uma das zonas mais antigas e tradicionais de Lisboa.

Assim como em Faro, demos uma conferia na filial do Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa na capital.

Nossa última parada, já com um ar de saudade, foi na estação Santa Apolónia, onde embarcamos no comboio (trem) rumo à nossa próxima parada: cidade do Porto.

A estação é bonitinha por dentro, com arquitetura antiga e em uma região muito bonita. Tendo tempo para caminhadas, faça assim como nós: ande do Terreiro do Paço até Santa Apolónia. Você sai um pouco das áreas mais procuradas e curte um pouco da rotina portuguesa.

Onde comer?

Uma das nossas principais propostas quando chegamos em Portugal foi conhecer comidas e bebidas típicas da região.

Além da ginjinha e dos pastéis de Belém, ainda fomos em alguns restaurantes típicos da cidade, mas que não estouravam o orçamento dos mais desavisados.

  • Tasca Zé dos Cornos: aqui, temos um local pequeno (tasca), tipicamente português e super concorrido. Chegamos ao local graças à minha amiga portuguesa. O estabelecimento nos surpreendeu bastante, pois oferecia uma série de comidas regionais, daquelas que a minha amiga e outros portugueses estavam acostumados a comer em casa. Vale muito a visita! Leve dinheiro. A estação mais próxima é a Martim Moniz.
  • DOTE – Cervejaria Moderna: na área da Avenida da Liberdade, o restaurante e cervejaria é um espaço mais tranquilo do que a tasca que citei acima, com luz mais controlada e um ar gourmet. Um dos pontos fortes daqui é a francesinha, que eles apresentam em diversas variações. O prato não é típico de Lisboa, mas do Porto. Mesmo assim, vale experimentar! Eles possuem também uma boa variedade de vinhos e estão sempre prontos para recomendar alguma marca tendo em mente o prato que você pediu. Está localizado entre as estações Marquês de Pombal e Avenida.
  • Restaurante Pinóquio: este lugar fica em um hotel da cidade. Apesar disso, a qualidade é excelente, com uma boa variedade de pratos e vinhos. Testamos o arroz de mariscos e adoramos! Fica entre as estações Rossio e Baixa-Chiado.

Diferente de Faro e Porto, em Lisboa não ficamos em hotel, mas na casa de uma amiga. Sendo assim, não temos opções de hotel para citar/recomendar. Fica para a próxima!

Bônus: passeio de elétrico

No segundo dia de viagem, passeamos de bonde (ou elétrico, como dizem em Portugal) entre a estação Chiado e Martim Moniz, na linha 28E.

Se tiver a oportunidade, vale muito a pena tentar! O trecho desta linha passa por locais antigos e muito bonitos da cidade, em um bondinho antigo todo de madeira, que nos transporta para décadas atrás.

Interior de elétrico da Carris. Foto por Adriano Donato Couto.
Interior de elétrico da Carris. Foto por Adriano Donato Couto.
Anúncios