Terceiro livro: Um Homem Chamado Ove / A Man Called Ove

Um Homem Chamado Ove - Fredrik Backman. Tradução por Paulo Chagas. Fonte da imagem: Grupo Companhia das Letras. Todos os direitos reservados aos responsáveis.
Um Homem Chamado Ove – Fredrik Backman. Tradução por Paulo Chagas. Fonte da imagem: Grupo Companhia das Letras Todos os direitos reservados aos responsáveis.

Como quem acompanha aqui já deve saber, eu me impus o desafio de ler 12 livros em inglês em 2019.

Fiz isso porque quero aprimorar minha habilidade com o idioma e também porque quero retomar um hábito que abandonei por muito tempo: leitura de livros. Leio notícias, fofocas, memes e tudo mais diariamente, mas deixei de lado a rotina diária da companhia de um bom livro. E me arrependo disso.

No papel, o desafio é lindo, mas na prática eu já percebi que há ainda muita ferrugem para remover até que eu pegue um ritmo mais legal. Logo, é bem provável que eu não cumpra a ideia de doze livros para este ano. Apesar disso, convenhamos, números não importam tanto quando se está iniciando um hábito novo.

Mais vale o progresso e persistência. Não adianta levantar 50 quilos na academia na primeira semana e ficar um ano com as costas deslocadas, por exemplo.

E o livro, Adriano?

Pois então…

Terminei a leitura no dia 19 de julho e tratei logo de me sentar e me concentrar na escrita deste texto, até para conseguir passar a emoção do momento, sem deixar esfriar o que o livro me transmitiu.

A Man Called Ove (Um Homem Chamado Ove, no Brasil, em uma tradução feita por Paulo Chagas para a Alfaguara/Companhia das Letras) é um livro de Fredrik Backman, escrito sueco nascido em Estocolmo.

O livro se tornou umas das obras literárias da Suécia de maior sucesso de vendas fora do país. Somando as vendas mundiais, para se ter uma noção, o New York Times contava 2,8 milhões de cópias até 2016. Segundo o mesmo jornal, o sucesso foi tanto na Coreia do Sul, particularmente, que o autor ganhou até fã-clube.

Basicamente, se fosse para eu resumir o livro (evitando spoilers), teríamos o seguinte:

Ove é daqueles meninos que se tornam homem cedo, pintam sua vida de uma lista de regras tradicionais, bem monocromáticas, e se apegam aos valores quase como uma criança se apega ao brinquedo favorito.

Tudo fica ainda pior com a solidão vivida por Ove por motivos que não contarei aqui, mas que o machucam um pouquinho mais.

Só que todo mundo, mesmo que se precise se ir muito a fundo, tem algo de bom.

Por de trás dos comentários dele, sempre ácidos e de julgamento fortíssimo, há um senhor que se apega a valores, a um trabalho com propósito bem definido e um pensamento de que todo mundo deve saber se virar na vida.

Como tudo no mundo, ele também tem sua dose de razão em vários momentos. EM sua essência, tudo aquilo em que ele se baseia são bons valores, mas que ficaram enraizados e rígidos demais com os machucados da vida.

Resta saber, porém, se as pessoas estão preparadas para lidar com isso de forma pacífica ou entrar no tapa com ele, especialmente a nova leva de vizinhos…

No começo, pela minha falta de hábito em reservar tempo para a leitura e pela forma como a história é iniciada, eu não dei muito pela obra.

Peguei pirraça pela personagem principal, homem ranzinza pra caramba! Só que o autor, não sei bem definir como, sabe conquistar seu coração e te colocar dentro da história.

São tantas reviravoltas, viagens entre passado e futuro e diferentes personagens (que Ove faz questão de categorizar) que você se senta onde estiver, entra no livro e esquece da vida.

Em 2017, um filme baseado no livro chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, tendo como diretor o sueco Hannes Holm.

Apesar da nota não muito alta para o filme, como na página dele no AdoroCinema, quero assisti-lo assim que possível. Filmes, pela restrição de tempo e formato, costumam descaracterizar histórias em que são baseados, mas gosto sempre de conferir o que é feito nesses casos, já que isso revela o olhar de outra pessoa sobre aquela história.

Se você tiver a chance, meu querido companheiro de cafezinho, vale a leitura!

Arrivederci! 🙂

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