Barcelona: um roteiro completo (parte 2/5)

Basilica de La Sagrada Familia, Barcelona. Basilica de La Sagrada Familia, Barcelona.

Após a primeira parte do roteiro em Barcelona, o segundo dia foi descontraído e mais leve.

O dia começou caminhando pelo Passeig de Gràcia, a rua onde fica a Casa Batlló e a Casa Amatller, que citei no texto anterior, mas também outras obras de grandes nomes do modernismo.

Além disso, é ali que se pode conferir algumas das lojas mais caras da cidade, como Dior, Gucci, Louis Vuitton, Tiffany e várias outras.

Saindo dali, peguei um ônibus e fui passear pelas praias mais famosas da capital catalã.

A primeira parada foi no bairro de La Barceloneta, o queridinho dos turistas que buscam um clima litorâneo.

Há diversas praias por ali, mas a mais famosa é a Platja de La Barceloneta. Além de muito conhecida, também é a mais concorrida. Se quiser ficar por aqui e escolher um lugarzinho sem stress, é bom chegar mais cedo.

Orla da Platja de La Barceloneta.
Orla da Platja de La Barceloneta.

Durante sua caminhada por lá, poderá se deparar com L’Estel Ferit (A Estrela Ferida),  da artista alemã Rebecca Horn. É um monumento que lembra um pequeno edifício, com seus andares em blocos desalinhados, quase desmontando. Foi uma das peças inseridas quando os jogos olímpicos de 1992 se aproximavam.

Também conhecida como “Os Cubos” pela população local, é uma homenagem aos chiringuitos, bares típicos daquela área que existiram antes do período de renovação da orla.

L’Estel Ferit - Rebecca Horn.
L’Estel Ferit – Rebecca Horn.

Há também por ali a Platja de Sant Sebastià, uma continuação da irmã mais famosa. Além dos restaurantes por toda a orla, esta praia também abriga em suas redondezas a sede mundial da Desigual, grife espanhola de vestuário e acessórios, com uma loja de tamanho razoável.

Quem estiver com um apetite para o luxo hoteleiro, aliás, pode se hospedar por aqui no icônico W Barcelona, edifício todo envidraçado que lembra o desenho de uma vela inflada pelo vento. Ali há um terraço onde são realizados eventos muito badalados, cuja lista de convidados é exclusiva.

Saindo da parte mais badalada, procurei a Platja del Somorrostro. Bem menos agitada do que as anteriores, você não terá problema para encontrar um lugar ao sol. Me senti também um pouco mais seguro, já que não tinha muita gente circulando na areia. Apesar disso, é bom ficar atento e vigilante quanto aos seus pertences. Há anúncios a todo instante orientando os turistas para que não levem objetos de valor para lá e para que não deixem nada longe dos olhos.

A manhã terminou por ali. Após o almoço, segui para a atração principal do dia.

 

Basílica de La Sagrada Família

Interior da Basílica de La Sagrada Família. As colunas imitam árvores. Desta forma, o interior parece um bosque.
Interior da Basílica de La Sagrada Família. As colunas imitam árvores. Desta forma, o interior parece um bosque.

Obra mais importante de Gaudí, a Basílica de La Sagrada Família é além de qualquer possibilidade de explicação.

Sua história começa em 1866, ano em que Josep Maria Bocabella i Verdaguer funda a Associação Espiritual dos Devotos de São José. Esta instituição começa a promover em 1874 a construção do templo, recolhendo muitas doações.

A primeira pedra é colocada em 19 de março de 1882, dia do padroeiro da associação.

De início, as obras da cripta seguem um desenho neogótico, como seria de todo o templo. O projeto era do arquiteto Francisco de Paula del Villar y Lozano.

Pouco tempo depois, porém, divergências entre o arquiteto e os membros da instituição patrocinadora fazem com que este desista da empreitada, que passa então ao jovem arquiteto Antoni Gaudí.

A cripta segue o desenho original, com conclusão das obras em 1889. Depois disso, porém, Gaudí propõe abandonar o desenho inicial do templo que abrigará a cripta e lança um novo projeto, que respeita a estrutura até então construída, mas sai totalmente do neogótico original, passando para uma visão modernista e repleta de inspiração na natureza.

A partir de 1914, o arquiteto se dedica exclusivamente à construção da basílica.

Infelizmente, seu falecimento ocorre poucos anos depois, em 10 de junho de 1926, três dias após ser atropelado por um tram (pequeno bonde elétrico). Dois dias depois, é enterrado onde sempre desejou, em uma das capelas da cripta.

Entre contratempos e atrasos, as obras seguem até hoje, com ajuda de outros arquitetos, sempre tentando seguir o mais fielmente possível aquilo que o gênio catalão havia idealizado.

O objetivo é terminar a construção do templo em 2026, na ocasião do centenário de sua morte.

Observação: É impossível descrever de forma completa ou justa a grandiosidade do que esta obra representa, ainda mais dentro de um roteiro. Por conta disso, entrarei em mais detalhes sobre a basílica em outra ocasião, em um texto somente sobre ela.

O ingresso custa entre 17 e 32 euros, indo desde a opção mais simples (sem audioguia) até o pacote que inclui também o acesso a uma das torres. Recomendo que compre pelo menos o ingresso que inclui a basílica, Casa Museu Gaudí (que fica dentro do Park Güell) e o audioguia. Foi esta a modalidade que comprei e, sinceramente, não é possível absorver tanta informação sem o auxílio do audioguia, disponível também em português (de Portugal).

Saindo da basílica, em uma visita que também incluiu a cripta e durou cerca de três horas no total, passei finalmente pela Plaça de Gaudí, que fica em frente à fachada do Nascimento, a única fachada da basílica que Gaudí conseguiu acompanhar até um estágio já bem avançado de construção.

Enquanto estiver pela praça, aproveite para tirar uma foto da face mais famosa da igreja, em um dos melhores pontos de apreciação a partir do solo. Com sorte, verá ainda o reflexo do templo no lago que fica no centro da praça. A foto de destaque do texto (com vista da basílica) foi feita a partir de lá.

E é isso! O passeio de hoje incluiu menos itens, mas por uma razão nobre. É muito difícil visitar a basílica e não gastar ali pelo menos duas horas.

E você, o que acha da obra mais imponente de Gaudí? Após a série de roteiros, farei alguns textos mais detalhados sobre suas obras mais famosas. Aguarde!

Arrivederci! 🙂

 

Roteiro completo de 5 dias por Barcelona

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