Barcelona: um roteiro completo (parte 5/5)

Arc de Triomf. Foto por Adriano Donato Couto. Arc de Triomf. Foto por Adriano Donato Couto.

Já no quinto dia pela cidade, o passeio foi de bastante caminhada, mas sem pressa.

O primeiro ponto de parada foi o Arc de Triomf (Arco do Triunfo, em bom português). Por mais que isto seja quase um item básico de quase toda capital europeia, acredite: a versão catalã é deslumbrante!

Rico em detalhes, com um tom vermelho bem marcante e muito fora do estilo romano da maioria dos equivalentes nas outras cidades. Isto é, em resumo, o que este monumento representa.

Foi idealizado pelo arquiteto Josep Vilaseca i Casanovas e inaugurado para servir como porta de entrada para a Exposição Universal em Barcelona em 1888.

A poucos passos dali, a próxima parada foi o Parc de La Ciutadella, onde a exposição citada acima ocorreu. O espaço é enorme, com muitas áreas de descanso e lazer.

Como fui à Barcelona no escaldante mês de agosto, o clima era quase desértico nas áreas sem sombra, então um passeio por áreas arborizadas era bem-vindo.

Diz-se que o parque foi por muito tempo o único da cidade, tendo sido erguido à imagem e semelhança do Jardin du Luxembourg, em Paris.

Chique de doer!

O início do passeio pelo parque foi em frente ao Castell de Tres Dragons, um edifício criado para ser um café-restaurante durante a Exposição Universal de 1888. Foi idealizado pelo arquiteto Lluís Domènech i Montaner e hoje funciona como o Museu de Ciências Naturais (Museu de Ciències Naturals).

Pouco à frente, em uma área de destaque, vê-se a imponente Cascada Monumental.

Cascada Monumental
Cascada Monumental

Trata-se de uma cascata com diversas estátuas, divididas em vários níveis. Idealizada pelo arquiteto Josep Fontseré, a estrutura foi construída entre 1875 e 1881. À época, o ainda estudante Antoni Gaudí participou do projeto ao lado do arquiteto principal, mais especificamente no sistema hidráulico da estrutura. Seu estilo é o Art Noveau.

Bem ao lado, mas quase escondido em meio à vegetação, a escultura do Mamut (mamute) captura a atenção de muitas crianças. Feita em 1907 por membros da Junta de Ciències Naturals de Barcelona, a ideia original era a criação de diversos outros grandes animais do passado em tamanho natural, mas a ideia não parece ter seguido adiante.

Para finalizar as andanças pelo parque, passei pela região do Palau del Parlament de Catalunya, uma construção realizada entre 1716 e 1748 por Joris Prosper Van Verboom.

Inicialmente, o edifício servia como abrigo para o arsenal da fortaleza que se estabelecia na região do atual parque. Para quem quiser fazer uma visita também na área interna, o acesso é gratuito, mas exige-se marcação prévia pela internet.

Se desejar passar por ali, aliás, não deixe de conferir também a praça em frente, Plaça de Joan Fiveller. Apesar de pequena, é bem simpática.

Para quem gosta de arte fúnebre, pode também conhecer o Cementiri del Poblenou. Apesar de menor e muito mais simples do que o Cementiri de Montjuïc, que citei na quarta parte do roteiro pela cidade, é ali que está a famosa escultura El Petó de La Mort (O Beijo da Morte, em português).

El Petó de La Mort
El Petó de La Mort

 

Ainda na região, após cerca de vinte minutos de caminhada, passei pela icônica Torre Agbar (ou Torre Glòries). Em formato de gêiser (ou para os mais práticos, de um pepino), foi inaugurada em 2003.

Sendo um dos ícones da Barcelona contemporânea, a superfície envidraçada de seus 144 metros de altura impressiona. É conhecida por Agbar por ter sido ali a sede do grupo de mesmo nome, especializado na distribuição e tratamento de água. Apesar de bonita por si só, é durante o período da noite, toda iluminada, que a torre mostra o máximo de sua beleza.

Quase já no fim do dia, resolvi passar pelo Mercat Fira de Bellcaire Els Encants, uma espécie de mercado das pulgas na capital, com todo tipo de artigos usados e artesanato à venda. O destaque vai para o telhado todo espelhado, que me chamou a atenção já de longe.

Apesar do telhado todo irregular e muito bonito, o local não agradaria a todos. Meio bagunçado, como é típico deste tipo de local, também não dava a sensação de ser muito seguro.

Saindo do mercado, fui até o destaque daquela área, La Monumental. Antiga arena de tourada, o prédio de 1914 não recebe mais este tipo de evento (que bom!), já que a Catalunha aprovou uma proibição para esse tipo de atividade em 2010.

Atualmente, o local é palco de diversos eventos e concertos, além de abrigar um museu sobre a antiga atividade principal do lugar.

Como última atividade do dia, passei por um dos edifícios mais charmosos da cidade, cujo interior certamente visitarei em uma visita futura à capital catalã: Palau de La Música Catalana.

 

Palau De La Música Catalana
Palau De La Música Catalana

Se trata de um auditório musical, com acesso mediante compra de entrada. As visitações são feitas em grupos limitados, então é recomendável que se adquira o ingresso com antecedência.

De autoria de Lluís Domènech i Montaner, foi contruído entre 1905 e 1908 para servir como local de referência para a música típica da região.

Apesar da visita virtual disponível no site da administração da cidade (precisa ter o plugin Flash atividado no navegador, o que não é muito aconselhável), recomendo este texto do blog Passaporte BCN, rico em detalhes e imagens. Lá eles dão, inclusive, informações sobre onde comprar as entradas.

E é isso… Assim terminamos o último dia pela cidade.

Espero que tenha gostado do passeio até aqui!

A cidade é linda, rica em cultura, arquitetura e história. Tendo a chance de visitar, não deixe de fazê-lo. Vai voltar para casa já querendo planejar a próxima visita! 😀

Arrivederci!

 

Roteiro completo de 5 dias por Barcelona

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