Londres: como funciona o zoneamento de transporte público

Recorte do mapa de transporte de Londres. Fonte: Transport for London. Recorte do mapa de transporte de Londres. Fonte: Transport for London.

Quem passeia por Londres nem sempre entende bem a lógica de tarifas de transporte público e/ou quais as opções disponíveis na cidade.

Apesar de ser uma metrópole muito bem conectada e com serviços que funcionam satisfatoriamente, o grande número de meios de transporte, os tipos de tarifação e a possibilidade de integração pode deixar até mesmo os residentes um pouco perdidos.

No texto de hoje, quero te ajudar a entender melhor sobre o tema.

Quem administra a rede?

No ano 2000, a Transport for London (TfL) foi criada, com o intuito de administrar todo o transporte público na cidade. A partir daí, pouco a pouco a entidade foi incorporando outras empresas e órgãos gestores de cada modal de transporte.

Quais os meios de transporte?

Ônibus de Londres em Oxford Street. Dezembro de 2019.
Ônibus de Londres em Oxford Street. Dezembro de 2019.

Primeiramente, é bom compreender que a capital do Reino Unido oferece, de uma forma geral, as seguintes opções:

  • Metrô: conhecido por aqui como Tube ou Underground, é o mesmo tipo de trem subterrâneo que a gente está acostumado a ver em algumas capitais do Brasil. Em Londres, é dividido por linhas que possuem nomes e cores específicos, como Picadilly (azul escuro), Victoria (azul claro), Circle (amarelo), etc.
  • Overground: similar ao metrô, mas seus trens geralmente andam sobre a superfície. Possui diferentes trajetos, mas sem diferenciação por cores.
  • Tram: um tipo de “bonde” (ou elétrico, como dizem em Portugal). Sua malha é bem menor do que aquelas do Underground e do Overground.
  • Ônibus: famosos por sua cor vermelha, em muitas linhas são do tipo double decker (dois decks, ou “andares”).
  • DLR: Docklands Light Railway (DLR) são trens suspensos leves que circulam na região de Docklands, em Londres. A região tem seu nome por ser uma área onde barcos vindo pelo rio Tâmisa se atracavam.
  • Trem metropolitano: trens normais de superfície, distribuídos em duas rotas principais, uma delas envolvendo o Aeroporto Heathrow em Londres. Nomeados pela empresa gestora de transportes na cidade como TfL Rail.
  • National Rail: similares ao TfL Rail, mas geridos pela National Rail, que também cuida das demais ferrovias do Reino Unido.
  • Barcos: como os demais modais de transporte, barcos atendem diversas rotas, neste caso utilizando o rio Tâmisa (ou rio Thames) como via de transporte.

Como são calculadas as tarifas no transporte?

Como citei no texto sobre travelcard, Londres é dividida em zonas de tarifação.

De uma forma simples, as zonas podem ser entendidas como anéis partindo do centro da cidade (Central London) e indo até regiões mais distantes. No caso da capital britânica, as zonas vão de 1 a 9.

Como informado no site da TfL, as regras de zoneamento se aplicam da seguinte forma:

  • Metrô, DLR, Overground e National Rail são divididos em zonas de cobrança.
  • A maioria dos serviços opera nas zonas de 1 a 6.
  • Metrô, National Rail e Overground atendem ainda zonas de 7 a 9.
  • Para os serviços já citados, você deve ter bilhete (ou crédito) que cubra as zonas transitadas.
  • Ônibus não operam baseados em zonas, cobrando tarifa fixa independente da distância percorrida (em janeiro de 2020, 1,50 libra).
  • Se alguém adquirir travelcard que inclua zonas 3, 4, 5 ou 6, também pode utilizar o tram livremente.
Parte do mapa de zonas de trem e metrô em Londres. No exemplo acima, a diferença entre zonas se dá pela cor do fundo (cinza ou branca). A zona 1 cobre boa parte do centro da cidade. Fonte: Transport for London.
Parte do mapa de zonas de trem e metrô em Londres. No exemplo acima, a diferença entre zonas se dá pela cor do fundo (cinza ou branca). A zona 1 cobre boa parte do centro da cidade. Fonte: Transport for London.

Como pode-se ver acima na pequena parte extraída do mapa de transporte da cidade, as áreas começam do centro de Londres e seguem até áreas mais distantes, indo de 0 a 9. Para o mapa completo, recomendo acessar o site da entidade.

Como saber o valor da tarifa?

Na página Find fares (descubra as tarifas) da TfL, é relativamente fácil calcular o quanto será cobrado entre dois trechos, dependendo do meio de transporte utilizado.

Entre os blocos disponíveis, clique naquele correspondente ao meio de transporte a ser utilizado, dividido por idade (crianças, por exemplo, não pagam ônibus e tram).

No caso de trens e metrô, que seguem a lógica de zonas de tarifa, basta informar a estação de origem e destino para saber o valor, também dividido por idade.

O Oyster card e os cartões contactless possuem limites diários e semanais de cobrança. Depois que você atinge este valor, a cobrança entre as mesmas zonas deixa de ser feita dentro do período de tempo respectivo. Para o valor exato, acesse esta página.

Em um texto futuro, falarei sobre o Oyster card. Fique de olho!

Dica extra: como planejar rotas

Para decidir o meio de transporte mais rápido ou conveniente para chegar ao meu destino, no dia a dia, uso dois aplicativos:

  • Google Maps: disponível no site ou em aplicativos para Android e iOS (iPhone/iPad), oferece informações bem completas sobre transporte público em Londres.
  • Citymapper (meu preferido): também em site ou aplicativos, a empresa tem sede em Londres e oferece um nível de detalhes que as demais aplicações não conseguem.

E por hoje é só…

Ficou com alguma dúvida? Escreva nos comentários que eu tentarei te ajudar.

Arrivederci! 🙂