Roteiro completo em Amsterdã (1/2)

Um dos vários canais de Amsterdã, a "Veneza do Norte".

Como já comentei para vocês no texto anterior sobre voar em tempos de quarentena, após muito tempo de isolamento social, decidi viajar pela primeira vez (tomando todos os cuidados possíveis.

No texto de hoje, trago a primeira parte do roteiro que criei após muita pesquisa e que segui durante toda a viagem. Nos meus dias por lá, ele também foi adaptado, removendo locais que não faziam sentido e incluindo novas opções.

Se você me perguntar quantos dias este roteiro irá cobrir, acredito que seriam três dias completos e bem movimentados. Eu fiz as atividades em mais dias, mas isto ocorreu porque eu precisava mesmo fazer as coisas em um ritmo que também me permitisse descansar.

Sendo assim, contarei aqui sobre a viagem em cinco blocos (divididos em dois textos), da forma que aconteceu comigo. Baseado no seu ritmo, você pode rearranjar as atrações como preferir.

Primeiro dia (parte da tarde)

Cheguei à Amsterdã por volta das duas da tarde.

De lá, fui direto para o hotel para deixar minhas malas e fazer o check-in.

Finalizada a formalidade, saí dando algumas voltas pelas diferentes ruas da cidade para entender um pouco da dinâmica dali.

O centro da cidade é repleto de construções mais antigas, canais e MUITAS bicicletas. Lindo demais!

Meu trajeto, porém, era até a primeira atração do dia: tour em grupo de barco pelos canais.

Há inúmeras empresas que atuam com este tipo de serviço, mas escolhi a Lovers e não me arrependo. Se você também quiser tentar, aqui está o link para agendamento através do site GetYourGuide (link patrocinado*).

O percurso dura cerca de uma hora, com opção de áudio em português (brasileiro). Durante o trajeto, são contados vários fatos e curiosidades sobre a cidade, seus bairros, canais e algumas construções famosas. Para mim, valeu muito a pena. A opção que escolhi começa e termina perto da Estação Amsterdam Centraal de trem (que fica em um prédio lindo).

Um dos pontos mais legais foi o das casas inclinadas (“sete irmãs”), que sofreram inclinação devido ao solo antes pantanoso onde a cidade foi construída. Por serem tombadas como patrimônio histórico, não se pode alterar muita coisa nelas, permanecendo com este aspecto charmoso.

Vista das "Sete Irmãs, Casinhas Inclinadas" a partir do barco.
Vista das “Sete Irmãs, Casinhas Inclinadas” a partir do barco.

Saindo de lá, resolvi terminar o dia em um dos muitos “cafés marrons” da cidade (bruine kroeg, em holandês). O termo é quase sempre o equivalente para os pubs do Reino Unido, mas também podem ser mais voltados para os serviços dos tradicionais cafés que a gente conhece.

O nome provavelmente vem de suas típicas paredes escuras de madeira, geralmente envelhecidas pela fumaça de cigarro de outrora.

Meu escolhido foi o Café Chris, um espaço pequeno e bem agradável. Há mesas do lado de fora, mas é em seu interior que você consegue absorver um pouco mais da energia do lugar. O proprietário é super simpático, mas com o humor peculiar típico destes locais.

Na ocasião da minha visita, perguntei se havia lugares no andar superior. Prontamente, o senhor me respondeu: “Sim, lá em cima fica meu quarto, mas você não está convidado”. 😀

Segundo dia

O segundo dia começou no Blushing, um café/restaurante focado em comidas saudáveis. O preço é razoável, mas também não se pode esperar pechinchas nesta área da cidade. Por aqui, estamos cercados por alguns dos principais museus de Amsterdã.

Saindo de lá, fui direto para o Van Gogh Museum, o museu de um dos pintores cujo trabalho mais me encanta. Para adquirir o ingresso, há uma página oficial de compra em português.

Preferi utilizar o audioguia, que custa (em agosto/2020) 3 euros. Em português brasileiro, me ajudou a entender muito melhor tudo aquilo que visitei.

Ah! Infelizmente, fotos das obras não são permitidas, okay?

Aliás, adorei a forma como o museu foi organizado. Muito além de categorizar e apresentar as peças em exposição, eles estruturaram uma narrativa que também acompanha a vida do pintor, se transformando em uma biografia visual. É emocionante!

Se você for só conferir as peças, umas duas horas são suficientes. Com acompanhamento do audioguia e sem pressa, três horas devem bastar.

Aliás, aqui gostaria de fazer uma menção rápida à região. Você está nos arredores da Museumplein (Praça dos Museus), região com vários estabelecimentos do tipo. Se museus são o tipo de atividade que você gosta, dá para aproveitar e ir ao Moco Museum, de arte moderna e surrealista; ou então conferir o Stedelijk Museum, museu municipal de arte moderna e contemporânea.

Saindo dali, decidi almoçar. A escolha foi o Vondelpark3, restaurante onde experimentei as deliciosas bitterballen, bolinhas de uma massa à base de caldo de carne, farinha e pedaços de carne, que é então coberta com farinha de rosca e frita. Uma delícia!

O restaurante fica no Vondelpark, um parque muito charmoso da cidade. Aproveitei o tempo ensolarado para andar um pouco por ali, já que é um dos programas favoritos dos holandeses. De fato, o parque é lindo!

Uma das muitas vistas agradáveis do Vondelpark.
Uma das muitas vistas agradáveis do Vondelpark.

Depois dali, dei uma rápida passada pela Pieter Cornelisz Hooftstraat (ou PC Hooftstraat), rua das lojas de luxo na cidade. Passei pela rua apenas para conferir a área, já que não é, digamos, “minha praia”. Para quem curte este tipo de mercado, vale a pena!

Pertinho desta rua, conferi a Brandmeester’s, uma loja muito interessante com quase tudo que amantes de café gostam. De maquinário a variedades de grão especiais, dá também pra parar e tomar um xícara rápida antes de seguir o passeio.

Deixando a região dos museus, resolvi “subir” novamente no mapa e ir até o Begijnhof, uma praça/jardim que promete ser super interessante. Nem tudo ali tem visita permitida, mas o interessante é a história por trás do local.

É por ali que antigamente viviam as beguinas (por isso o nome, que significa “Jardim das Beguinas”), mulheres que viviam uma vida de desapego da vida mundana e dos bens materiais e se dedicavam à caridade. Eram como freiras, mas sem terem feito o voto padrão destas.

Infelizmente, o local estava fechado temporariamente por conta da pandemia. Com certeza, em outra oportunidade, passarei por lá. Se você quiser visitar a área quando estiver na cidade, basta ir até a Spui, uma praça que tem um mercado de pulgas em alguns dias da semana. Por ali, uma discreta plaquinha em uma porta de madeira dá o acesso à região das beguinas.

Em seguida, passei pela Praça Dam, que abriga um monumento nacional em homenagem às vítimas da Segunda Guerra Mundial.

Se para os doentes de amor, o remédio está na vida noturna 😂, minha decepção com o fechamento do Begijnhof foi curado com um bom cone de batata na Manneken Pis. Eles dizem que já foram até premiados como a melhor batata. Verdade? Não faço ideia, mas é uma delícia mesmo.

E é isso! Já super cansado de tanto caminhar, fui de barriga cheia para o hotel.

Informações úteis

Hospedagem

Quem me acompanha por aqui sabe que eu sempre procuro os hotéis (razoáveis) mais baratinhos, porque não acho que compensa gastar demais com hospedagem se você não vai ficar boa parte do tempo nas instalações deles.

Bairro Jordaan - Amsterdã. O humor melhora rapidinho com uma vista dessas!
Bairro Jordaan – Amsterdã. O humor melhora rapidinho com uma vista dessas!

Em Amsterdã, porém, eu quis ter a verdadeira experiência dos canais todas as manhãs, me hospedando no bairro Jordaan, o mais charmoso da cidade. Para isto, escolhi o Mr. Jordaan, um hotel em um prédio do século XVII, com colaboradores muito simpáticos. Adorei a experiência! Se você quiser se hospedar no mesmo local, pode usar este link patrocinado* de hospedagem.

Trajeto Aeroporto de Schiphol-Amsterdã

O aeroporto de Amsterdã (Schiphol), um dos principais da Europa, é muito bem conectado com a cidade. A opção mais fácil (que eu prefiro) é o trajeto de trem.

Siga as placas pelo aeroporto até a estação de trem, compre o bilhete para “Amsterdam Centraal” apenas de ida e valide-o na máquina logo antes da esteira que leva para a plataforma. O trajeto dura cerca de 15 minutos.

Na saída, valide novamente o bilhete. Desta vez, é provável que isto aconteça utilizando uma catraca/barreira. Não fazer a validação na entrada e na saída pode te fazer pagar multa!

O valor do bilhete é de 5,50 euros (agosto/2020), incluindo 1 euro da emissão do bilhete em papel.

E é isso! Espero que tenha gostado do começo do nosso passeio.

Editado: A segunda parte do roteiro por Amsterdã já está publicada!

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