Roteiro completo em Amsterdã (2/2)

Vista de um dos canais com a torre da Westerkerk ao fundo - Amsterdã

Olá!

Continuando a primeira parte do roteiro completo por Amsterdã, hoje apresento a vocês o restante da viagem. Se ainda não conferiu a primeira parte, não perca!

Terceiro dia

No terceiro dia, minha parada começou no Rijksmuseum, museu nacional dedicado à história e artes em geral. Diferente do museu sobre Van Gogh, este é mais generalista, apresentando modelos de navios; obras de Van Gogh, Rembrandt e vários outros pintores, além de muitos outros itens.

Fachada do Rijksmuseum - Amsterdã
Fachada do Rijksmuseum – Amsterdã

Fica próximo do Van Gogh Museum, que visitei no segundo dia, mas preferi dividir os passeios em museus em diferentes ocasiões para não sobrecarregar minha cabeça e acabar por não absorver muita coisa.

Aqui, acho interessante deixar uma dica: se você for levar seu smartphone e fones de ouvido, já baixe previamente o aplicativo do museu. Com ele, você tem acesso gratuito ao audioguia em vários idiomas de graça (não tem em português)! Se preferir, pode pegar um dos aparelhos do museu, ao custo de 5 euros (agosto/2020).

Para adquirir um ingresso, basta acessar o site oficial do museu. Na ocasião da minha visita, o custo para adultos era de 19 euros.

Saindo de lá, já depois de umas três horas de visita, passei no popular Albert Cuyp Market, uma mistura de mercado de pulgas com feira livre super inteessante. Por lá, pare no quiosque de stroopwafel, um wafer recheado de caramelo típico de lá, e compre uma unidade feita na hora e ainda morna. É de comer rezando!

Para quem curte, também dá para comprar pacotes de stroopwafel em latas decorativas.

Com meu quitute em mãos, fui direto para o Sarphatipark, parque com uma cara mais local, para me sentar em um banco e comer com calma.

Como a sobremesa não enchia tão bem a barriga, parei logo ao lado no Café Sarphaat e comi alguma coisa mais aleatória mesmo (comida de pub).

Com o estômago cheio, fui caminhando na vizinhança, do charmoso bairro De Pijp, um dos cantos boêmios da cidade.

Estiquei um pouco minha caminhada e segui para um passeio para quem gosta de história: Rivierenbuurt, o bairro onde Anne Frank viveu antes de morar no esconderijo hoje mundialmente conhecido.

É um bairro simples, mas que dá uma ideia do que é a vida local fora dos canais. Para ser sincero, arrisco dizer que estes bairros são bem mais a cara da vida cotidiana do que a região dos canais, muito cara para se alugar algo.

Por ali, resolvi visitar alguns pontos famosos, começando pela Boekhandel Jimmink, livraria onde o pai de Anne, Otto Frank, teria comprado o famoso diário da filha.

Logo em frente, a Merwedeplein, praça logo em frente à antiga residência da menina judia que comoveu o mundo com sua história. Logo no centro, se você procurar com calma, há uma estátua em homenagem à Anne.

Dali da praça, olhe ao redor, para um prédio de cor amarelada. É ali, no segundo andar do número 37, que Anne Frank morou. É inclusive daquela varanda que se vê Anne no único vídeo conhecido da menina, quando ela confere da sacada as comemorações do casamento de um casal de vizinhos. Confira:

Repararam na menina na sacada? É a querida Anne Frank!

O apartamento não pode ser visitado, pois ali hoje funciona uma associação que abriga escritores perseguidos em seus países de origem.

Repare, porém, na calçada em frente ao local. Há quatro placas douradas afixadas no chão, uma para cada membro da família, com a data de falecimento.

Para entender um pouco da casa e do que é feito naquele endereço, recomendo outro vídeo (legendas em inglês).

Saindo dali, já com as pernas doces de tanto andar, fui até o hotel e descansei um pouco. Meu próximo destino precisa ser visitado durante a noite e os dias são bem longos nos Países Baixos em julho e agosto.

Saindo do hotel, segui minha caminhada pelo Red Light District, a famosa região das vitrines/janelas com luzes avermelhadas, onde mulheres oferecem serviços sexuais.

Red Light District - Amsterdã
Red Light District – Amsterdã

É estranho para muita gente, inclusive para mim, mas faz parte da cultura local, já que a atividade é legalizada nos Países Baixos. Por mais que não seja um lugar que me deixa confortável, já que sou avesso à exploração sexual de qualquer pessoa, resolvi visitar para entender um pouco da mentalidade local.

Aqui, vale um adendo: acredito que cada um é dono do próprio corpo. O que não me agrada na atividade de prostituição é o fato de que muitas mulheres não o fazem de fato por escolha, mas por falta dela.

Se você quiser conferir o lugar, procure por De Wallen. Há três bairros considerados “distritos vermelhos” na cidade, mas este é o mais famoso.

E tome cuidado: lugares lotados são prato cheio para batedores de carteira e similares.

Além disso, tenha em mente que você JAMAIS deve tirar foto das janelas. Se o fizer, corre o risco de apanhar feio de alguém que trabalha por ali.

Quarto dia

Meu dia começou em um dos locais mais famosos (para o estômago) da cidade: Winkel 43.

Por ali, provei da torta de maçã com chantilly que fez a fama do lugar. Divina! Doce na medida, com um toque de canela e massa bem macia. Não é à toa que dizem ser a melhor torta de maçã!

Andando pelas margens dos canais, passei pelo Houseboat Museum, um barco que apresenta um pouco do que é a vida para aqueles que escolheram os canais. Como estava fechado, acabei não entrando e só conferi o exterior do lugar.

Dali, segui pelas 9 Straatjes (9 ruas), uma área na região dos canais com 9 ruinhas repletas de lojas locais, com itens de vestuário, por exemplo, que você não vai ver replicados milhares de vezes nas ruas. Para visitar, siga o link do Google Mapas. Há também indicação nas placas das ruas.

Aproveitei e também conheci um pouco mais das demais ruas ao redor. Estamos no Jordaan, o bairro mais charmoso de Amsterdã!

Com o dia apenas começando, resolvi seguir até o NDSM-Werf, antigo região de um estaleiro, que passou por reurbanização e hoje se transformou em uma espécie de bairro “descolado”. Para chegar até lá, basta ir à estação Amsterdam Centraal e pegar a balsa 906 (gratuita).

Nas redondezas, você pode conferir muitos trabalhos interessantes de grafite, com um especial me chamando a atenção: o rosto de Anne Frank feito pelo artista brasileiro Eduardo Kobra, “Let me be myself” (em tradução livre, “permita-me ser eu mesma”).

Perto deste local, parei para almoçar. A escolha foi o IJver, um restaurante com ar bem alternativo e moderno. Recomendo! Por ali, experimentei novamente bitterballen (que já te apresentei no primeiro texto) e palitos de queijo.

Voltando deste bairro ao Norte da cidade, decidi voltar ao hotel por um outro caminho, passando novamente perto do Winkel 43. Na mesma rua do café (Westerstraat), verá que há um “pulo” do número 54 para o número 70, faltando atribuir 7 números pares a casas dali.

No espaço entre os números 54 e 70, porém, observe com calma e você poderá encontrar algo interessante. Se observar com cuidado, verá uma série de casinhas em miniaturas, que foram inseridas ali por uma agência de marketing holandês. Exatamente 7!

Te explico o motivo: antigamente, havia sete casinhas em uma área atrás destes dois prédios, numerados com os valores faltantes. Depois de um tempo, elas foram demolidas ou mescladas com outras construções ao redor.

Depois desta grata surpresa, resolvi voltar ao hotel e pedir à atendente uma dica de café/restaurante. Sem hesitar, ela me recomendou o Café Sonnerveld, que segundo ela reune bastante da energia do bairro Jordaan, onde fica o hotel.

Sem surpresa, adorei o lugar! Um estilo mais antigo, com uma senhora (talvez proprietária do lugar) que esbanja simpatia. Após experimentar um prato com frango e legumes e curtir os arredores às margens do canal, segui novamente até o hotel e me preparei (triste) para meu último dia na cidade.

Quinto dia

Como esperado, fiz o checkout e deixei minha mala com o pessoal do hotel. Bora aproveitar este último dia de viagem!

Minha primeira parada foi novamente a estação Amsterdam Centraal, desta vez para pegar a balsa 901 (também gratuita), que me leva a uma das vistas mais privilegiadas da cidade A’DAM Lookout.

A viagem não deve dar nem 5 minutos, já que fica bem em frente à estação (do outro lado do rio).

Vista de Amsterdã a partir do A'DAM Lookout
Vista de Amsterdã a partir do A’DAM Lookout

Agendei o ingresso através do site oficial, a um custo (agosto/2020) de 12,50 euros.

Chegando lá, você tem acesso ao topo do prédio (todo aberto) e também ao andar inferior, onde fica um restaurante. Ambos oferecem uma vista privilegiada!

Se quiser, pode também pagar para experimentar um balanço acoplado à beira do edifício (5 euros). Eu não tive coragem! 😀

Voltando dali, já com bastante fome, decidi seguir até o Moeders, um restaurante com comida tipicamente holandesa. Experimentei o stamppot, que consiste em batata amassada com vegetais e verduras (no meu caso, espinafre), acompanhado de salsicha, bacon e almôndega de carne.

Os atendentes são muito simpáticos! Não é um local super barato, mas achei que vale a pena.

Para encerrar, visitei a última atração programada: Anne Frank Huis (ou “Anne Frank House“, em inglês), museu no edifício onde Anne Frank permaneceu escondida durante cerca de dois anos no período da ocupação nazista da cidade.

Por ali, em um anexo de uma fábrica de temperos onde o pai de Anne havia antes trabalhado, Anne e mais sete pessoas se esconderam até que o exército alemão lhes encontrasse, capturasse e enviasse para um dos campos de concentração.

Foi também ali que Anne Frank escreveu a maior parte do seu diário, em diferentes cadernos.

Embora o “anexo secreto” esteja sem móveis, os relatos e a explicação presente no audioguia são muito impactantes. O áudio está em português de Portugal, mas é simples de entender.

Além disso, em um prédio ao lado, há objetos, relatos e vários outros elementos que ajudam a contar esta história. Tudo muito interessante!

Mapa esperto

Além dos itens que citei nas duas partes do roteiro, há outros itens no mapa abaixo que podem ser do seu interesse, dependendo do que você prioriza em uma viagem.

Espero que goste!

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