Roteiro esperto por Paris – parte 1

Arco do Triunfo visto da Champs-Elysée

Bonjour, mes amis!

Hoje começaremos a nossa jornada por Paris, a minha segunda viagem internacional após a flexibilização da quarentena no Reino Unido e em vários outros países da Europa. A primeira foi por Amsterdã e você confere um roteiro completo aqui no blog.

Minha viagem foi feita sem muita correria, em três dias completos, além do dia da chegada e de partida. Em resumo, seria algo em torno de 4 dias completos.

Sem mais delongas, então, a primeira parte do roteiro…

Primeiro dia

Assim que cheguei ao centro de Paris, vindo do Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle, deixei minhas malas no hotel e segui de ônibus até a primeira atração do dia, a Place du Tertre, uma pracinha rodeada por restaurantes, onde um grande número de artistas vende suas obras, com alguns oferecendo para retratar os visitantes em pinturas e/ou desenhos.

A praça, assim como toda a vizinhança de Montmartre, é muito charmosa. Vale caminhar pelas ruas deste bairro e conferir a rotina e os costumes locais.

Saindo dali, o .passeio seguiu até a Basilique du Sacré-Cœur (“Basílica do Sagrado Coração”, em português). Com sua construção entre 1875 e 1914, é bem mais nova do que os outros templos mais famosos de Paris, gerando sentimentos opostos entre os parisienses.

É uma igreja bonita, imponente, no topo do monte Marte, oferecendo uma vista privilegiada da cidade logo em frente. A entrada é gratuita.

Descendo as ladeiras do bairro, segui em direção até Le mur des je t’aime, famoso mural que abriga a frase “eu te amo” em 250 línguas. Todo feito em azulejos azuis com escrita em branco, o mural também tem algumas formas em vermelho, representando partes de um coração.

Seguindo em frente, passei por um dos pontos mais famosos da cidade, o cabaré Moulin Rouge, conhecido por suas apresentações suntuosas e pela sua fachada, toda em vermelho, com um moinho de vento no topo.

Moulin Rouge - Paris. Se tiver chance, passe em frente ao local durante a noite.
Moulin Rouge – Paris. Se tiver chance, passe em frente ao local durante a noite.

Saindo dali, segui em direção às Galleries Lafayette Haussmann, uma imensa galeria com lojas de luxo. Em seu interior, olhe para cima. O teto na área central é de tirar o fôlego.

Se quiser aproveitar para ter mais uma vista fantástica de Paris, siga até o último andar de elevador e pegue as escadas até o terraço no topo. Você terá uma das melhores vistas da cidade!

Dando seguimento aos passeios do dia, segui de metrô até o Arco do Triunfo (ou Arc de Triomphe), podendo conferir toda a imponência de um dos principais monumentos da cidade.

Se você também quiser visitá-lo, aqui fica uma dica: a partir da avenida Champs-Élysées, siga até próximo do monumento. Por ali, verá duas entradas logo no fim da avenida, que permitem o acesso à área do entorno do monumento, que tem acesso gratuito. Para subir até o topo, somente pagando.

Se você, asim como eu, ainda tiver pique para esticar o passeio, poderá caminhar pela linda Avenue des Champs-Elysées (já citada) e chegar até os Jardins des Champs-Élysées, uma área arborizada muito bonita, ideal para um momento de descanso depois de gastar os sapatos na via mais famosa da cidade.

Esticando mais um pouco,conheci ainda a Place de La Concorde, com o enorme Obelisco Luxor e duas fontes belíssimas, ornamentadas em verde e dourado.

Segundo dia

No dia seguinte, mais uma vez, comecei vendo a cidade de cima.

O Parc des Buttes-Chaumont fica em outra das colinas da cidade, oferecendo uma vista interessante da capital francesa.

Se escolher passar por lá, atravesse a ponte que te leva a uma pequena ilha central, onde fica localizada uma estrutura que lembra um “coreto”, Temple de la Sybille. É de lá que você poderá contemplar os bairros à sua volta.

Deixando aquela área, peguei um ônibus até o Cemitério Père-Lachaise, local onde estão sepultadas algumas personalidades conhecidas no mundo todo, como Oscar Wilde, Edith Piaf, La Fontaine, Jim Morrison e Allan Kardec, só para citar alguns.

Túmulo de Oscar Wilde - Cemitério de Père Lachaise - Paris
Túmulo de Oscar Wilde – Cemitério de Père Lachaise – Paris

Já com bastante fome, segui até a Fonte Stravinsky, que fica em uma área bem frequentada por parisienses. O espelho d’água abriga várias esculturas e intervenções artísticas que se movimentam em diferentes formas.

Quando visitei, infelizmente, a estrutura estava sob reforma, mas o ponto principal da parada estava logo ao lado: o restaurante Dame Tartine.

Neste local, provei uma das várias opções do cardápio, uma tartine. Se você não conhece a iguaria, explico: tartine é uma espécie de prima francesa da bruschetta italiana, ou seja, uma fatia de pão (preparada de maneira específica) com cobertura de alguns ingredientes. No meu caso, a tartine era de carne de pato, cebola e outros ingredientes secundários.

Pude observar também dali o Centro Georges-Pompidou, que abriga o Museu Nacional de Arte Moderna, uma biblioteca e várias outras organizações culturais. De arquitetura brutalista e pós-moderna, o prédio gera estranhamento sob um olhar mais apressado.

Logo ao lado, a Église Saint-Eustache chama a atenção. Com uma estrutura gigante, rodeada de arcos externos, seu interior é ainda mais interessante. Uma série de pequenas seções laterais (capelas), com pinturas e mosaicos impressionantes.

Interior da Église Saint-Eustache - Paris
Interior da Église Saint-Eustache – Paris

Surpreendentemente, encontrei por ali também um trabalho do artista Keith Haring. Se você não conhece, é o mesmo que fez um mural em Pisa, que você pode conferir no nosso roteiro da cidade.

Seguindo em frente, passei pelo Jardin du Palais Royal, um jardim tipicamente francês, ou seja, bem simétrico, geométrico e com extensas áreas de cobertura em areia entre as partes de vegetação. Por ali, é fácil encontrar cadeiras móveis e bancos para dar uma descansada. E eu precisei, já que visitei a cidade no escaldante mês de agosto.

Para me refrescar e descansar um pouco frente ao calor escaldante da capital, saí da parte principal e fui até a Île Saint-Louis, uma ilha em pleno rio Sena, nas redondezas do Louvre e de outros pontos importantes da cidade.

É por ali que você poderá visitar o Berthillon e o Pain d’Épices, dois lugares que servem o sorvete Berthillon, feito por uma família francesa com frutos que eles mesmos plantam e materiais muito bem escolhidos.

Por ser um produto feito quase artesanalmente pela família, só se encontra este sorvete nesta ilha. E é algo que você precisa experimentar! Fui ao Pain d’Épices pelo menos 3 vezes durante a minha estadia em Paris. 😀

Para saborear meu sorvete (ou glace), desci até as margens do rio Sena e me sentei por ali, em um típico programa parisiense.

Saindo desta área, atravessei uma ponte até a ilha vizinha, onde se encontra a Cathédrale Notre-Dame de Paris. Atualmente, ela está cercada por tapumes enquanto trabalhadores atuam na remoção de entulhos e restauração da igreja após o incêndio de abril de 2019.

Embora a estrutura pontiaguda central tenha sido destruída no incêndio, observar suas duas torres frontais e o restante da estrutura ainda é algo que vale a pena.

De lá, seguimos até Le Marais, o recanto “gay” de Paris. Ele é por muitos mencionado como o primo francês do Soho, bairro igualmente liberal de Londres.

Se você observar atentamente, encontrará uma boulangerie/patisserie “diferente” no bairro. Ao invés das tradicionais baguetes em formato cilíndrico, tudo na Legay Choc tem formato fálico, de tortas e doces às baguetes do dia a dia.

Logo ali ao lado, também na mesma vizinhança, passei pela Rue des Rosiers, que abriga uma vibrante comunidade judaica, com estabelecimentos comerciais característicos.

Já cansado e precisando de um descanso, decidi parar um pouco na Place des Vosges, praça rodeada de prédios onde vivem/viveram muitas personalidades francesas.

Por fim, para provar de um dos melhores macarons da cidade, segui até o Ladurée (na Rue de Bretagne), local antigo e bem tradicional da capital.

Se você quiser, poderá também passar na mesma rua pelo Pierre Hermé, outro dos mais famosos estabelecimentos do tipo, mais recente do que o Ladurée.

E é isso! Espero que tenha gostado da primeira parte do nosso passeio por Paris. 🙂

A segunda parte do passeio você pode conferir aqui.