Roteiro esperto por Paris – Parte 2

Torre Eiffel a partir do Camps de Mars.

Hoje continuaremos nosso passeio por Paris, a cidade luz (ou “La Ville Lumière“).

Depois de passar pelo Arco do Triunfo e Moulin Rouge, entre outras atrações dos primeiros dois dias, hoje passearemos pelas demais paradas obrigatórias da cidade. Espero que goste! 🙂

Terceiro dia

Saí bem cedinho do hotel, pois o nosso dia começaria naquela que é uma das principais atrações da cidade: o Museu do Louvre.

Pirâmides do Museu do Louvre.
Pirâmides do Museu do Louvre.

Comprei meu ingresso no próprio site oficial da instituição, ao custo de 17 euros. Se preferir, poderá levar o bilhete no celular (sem imprimi-lo). As máquinas lêem o código de barras na tela sem problema.

Como não tive tempo de comer nada, passei logo antes no Le Café Marly. Este local é, segundo uma amiga parisiense, um dos cafés/restaurantes mais famosos da cidade, onde vez ou outra se encontra alguma celebridade.

Eu não tive tanta sorte, porém. Ao chegar, o estabelecimento já estava aberto, mas uma atendente pouco simpática (não sei o motivo, então não julgo) me disse que o cozinheiro não estava por ali, então eu poderia apenas tomar um café, caso estivesse tudo bem para mim.

Tomei um cappuccino, morri em 8 euros e não consegui comer algo típico, que era meu objetivo. Talvez você dê mais sorte. O lugar é lindo, por sinal!

Saindo dali, cerca de 40 minutos antes da entrada mencionada no meu bilhete, me dirigi à pirâmide do museu e entrei na fila. E que fila! Mesmo em período de restrições de viagem por conta da pandemia, havia bastante gente.

Falarei mais sobre o museu em um texto separado, já que há várias dicas, informações e fotos para compartilhar contigo. Demorei mais de 4 horas por lá, sendo bem objetivo!

Saindo do museu, segui em direção ao Arc du Triomphe du Carrousel, uma “pequena” versão de um arco do triunfo perto de uma grande rotatória ao lado do museu.

Seguindo adiante, os Jardins das Tulherias, um belo jardim/parque à francesa, decorado com várias estátuas. O nome se deve ao seu entorno, onde antes havia o Palácio das Tulherias, que por sua vez havia sido construído onde antes havia uma fábrica de telhas (“tuiles“, em francês).

Como não havia tomado café da manhã, parei no La Terrasse de Pomone para um almoço rápido. As mesas são ali mesmo na área do parque, em um ambiente bem agradável. Recomendo! Mas oh: precinho Paris, okay? Não sai baratíssimo.

Continuei caminhando pelo jardim até a área da Place de la Concorde, que já te apresentei no texto anterior. De lá, segui até a Ponte Alexandre III, talvez a mais bonita da cidade.

Ponte Alexandre III
Ponte Alexandre III

Ela foi construída no final do século XIX, com seu nome homenageando o czar Alexandre III da Rússia. Possui o estilo Beaux-Arts (“Belas Artes”), tendo ccor predominantemente branca, com estátuas douradas e muitos detalhes.

Saindo dali, peguei o metrô e atravessei a cidade, para dar uma passada rápida pela Place de la Bastille (Praça da Bastilha), conhecida mundialmente por conta da Queda da Bastilha.

Explico: antigamente, existia uma prisão neste lugar, dentro de uma fortaleza chamada Bastilha. Durante a Revolução Francesa, esta prisão foi invadida e destruída, tendo se tornado um dos episódios mais conhecidos deste período na França.

Hoje, é uma praça bem simples, com uma grande coluna esverdeada no centro, a Coluna de Julho, que homenageia os três dias no mês de julho de 1830 que determinaram a queda do rei Carlos X e o início do reinado de Luís Felipe I, “rei do povo”, o último rei da França.

Saindo de lá, fui direto para a Place du Trocadéro, no alto de uma colina, que oferece uma ótima vista da queridinha da cidade, a Torre Eiffel. É daqui boa parte das fotos que se tira do famoso monumento parisiense.

Segui, então, rumo à torre, onde minha visita estava programada para as 8:30 da noite. Passei pela checagem inicial e fiquei aguardando logo na região sob o arco inferior da torre.

Para o meu azar, logo na entrada, já fiquei sabendo que o topo do monumento estava fechado, provavelmente devido à forte chuva que ocorreu logo antes do horário marcado. Sendo assim, eu só teria acesso até o segundo nível e seria reembolsado pela diferença de valor no mesmo cartão que usei para comprar o ingresso.

Comprei o ingresso no site oficial, a um custo de 25,90 euros, com acesso de elevador até o topo. Com parte do percurso de escada, sairia por 19,70 euros; com acesso apenas até o segundo nível, sairia por 16,60€ ou 10, 40€, respectivamente, para acesso através de elevador e para ida pela escada.

A vista da cidade a partir da torre é maravilhosa, dando acesso a um panorama de 360 graus. Por ali, há também restaurantes e outros estabelecimentos menores, incluindo um “bar de champanhe” no topo.

Esperei até o anoitecer para sair da torre, podendo conferir de perto todo o esplendor da cidade luz quando as luzes, de fato, estão acesas. 😀

Saindo de lá, fui novamente caminhando até a Place du Trocadéro, tendo a oportunidade de ter a mesma vista, desta vez com milhares de pontos de luz piscando por todo o monumento. Deslumbrante!

Quarto dia

O dia seguinte foi dedicado ao Palácio de Versalhes, seus jardins e todas as demais estruturas do local.

Por se tratar de um passeio bem longo, farei um texto dedicado, com dicas de transporte, de ordem de percurso e do que você encontrará em cada seção.

Voltando de Versalhes, depois de um dia inteiro na região, voltei à capital francesa e segui até o Breizh Café, um café/restaurante que oferece uma das melhores crêpes e galettes da cidade.

A unidade que fui, a principal, fica na Rue Vieille du Temple, número 109, mas há outras unidades pela cidade. Se você tiver a chance, teste a “Complète”, que é uma opção mais tradicional da típica crêpe francesa. Para “galette”, pedi uma de chocolate 70% cacau. Ah! E para degustar tudo bem à francesa, não deixe de pedir uma cidra! Sim, é costume dos franceses saborear uma crêpe com um copo de cidra francesa de acompanhamento.

Quinto dia

No último dia, já com aquela sensação triste de final de viagem, acordei cedo, fiz meu checkout e segui para o itinerário do dia.

A primeira parada foi no La Terrasse, um restaurante francês. Por lá, comi um croissant, uma fatia de baguete com geleia e manteiga, tomei um suco de laranja e finalizei com uma boa xícara de chocolate quente, que por sinal estava ótima!

Já com mais energia, andei mais um pouco até o Champ de Mars, um parque muito lindo aos pés da Torre Eiffel. Arrisco dizer que dali se tem a melhor visão da atração.

Mais adiante, fui até o tão conhecido Jardim de Luxemburgo, uma imensa área arborizada, logo ao lado do Palácio de Luxemburgo, sede do Senado francês.

Palácio de Luxemburgo e Jardim de Luxemburgo

Passei ainda pela Estátua da Liberdade, ali mesmo no jardim. Originalmente, ali havia uma cópia feita pelo próprio escultor que projetou a Estátua da Liberdade que existe em Nova Iorque, Frédéric Auguste Bartholdi, mas ela foi removida e levada para o Museu d’ Orsay em 2011, pois o Senado (então responsável pela obra) temia a ação de vândalos. Com isto, uma nova cópia foi feita e colocada por ali, que nós podemos conferir atualmente.

Deixando aquela área, continuei meu percurso e, no meio do caminho, parei um pouco em frente ao Pantheón (ou Panteão), que inicialmente havia sido construído para servir como Abadia de Santa Genoveva, mas foi transformado em edifício laico e, posteriormente, Panteão nacional, abrigando os restos mortais de muitas figuras importantes do país.

Ali nas redondezas, segui caminhando e olhando ao meu redor, indo em direção ao rio Sena. É nesta área o famoso Quartier Latin (“bairro latino”), um dos bairros mais charmosos da cidade, com muitos cafés e restaurantes interessantes.

Chegando às margens do rio, parei na Square René-Viviani, uma pequena praça com vista privilegiada da Catedral de Notre-Dame. Ali, você poderá encontrar aquela que é considerada a árvore mais antiga da cidade.

Catedral de Notre-Dame vista da Square René-Viviani.
Catedral de Notre-Dame vista da Square René-Viviani.

Atravessando a ponte até a ilha da catedral, passei pela capela que é considerada por muitos como a mais linda da França, Sainte-Chapelle, nos domínios do Palácio da Justiça de Paris.

Sainte-Chapelle - Paris.
Sainte-Chapelle – Paris.

De estilo gótico, com vitrais impressionantes e repleto de imagens coloridas, é de se tirar um momento para contemplar com calma. Se quiser entender melhor seus vitrais, aliás, há um aplicativo que conta o significado deles. Basta apontar a câmera com o aplicativo aberto! Está disponível para Android e iOS.

Comprei o ingresso através do site GetYourGuide (link patrocinado*), com opção de panfleto com informações em português.

Quando comprar o ingresso, se for do seu desejo, há também a opção de incluir a Conciergerie no bilhete. O local foi palácio real francês no passado e também serviu de prisão. Foi ali que Maria Antonieta ficou presa em 1793, de onde saiu direto para a guilhotina. Por conta do tempo restante até o meu voo, acabei optando pelo bilhete que incluía somente a capela, por 11,50 euros.

Dicas úteis

Transporte

Do Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle, há trens que atendem vários pontos de Paris. O bilhete, em agosto de 2020, custava 10,30 euros. O percurso mais comum vai até Gare du Nord, seguindo de metrô a partir dali (linha RER B).

Para economizar no transporte pela cidade, há duas opções interessantes:

  • Pacote de 10 bilhetes: carnet de 10, a um custo de 16,90 euros. Válido para trajetos pela zona 1 do metrô, onde estão os principais pontos de interesse.
  • Pacote semanal: Chamado de Forfait Navigo Semaine, cobre todas as zonas de Paris, de metrô, ônibus e trem da cidade. Neste pacote, você também pode acessar o aeroporto e o Palácio de Versalhes. Em agosto de 2020, custava 22,80 euros, além de 5 euros para o cartão físico onde será feita a recarga. Leve uma foto pequena (menor um pouco que a 3×4) para colar no bilhete ou tire na própria estação, por mais 5 euros a cartela. As fotos da estação têm adesivo no verso.

No meu caso, como eu permaneceria na cidade por 5 dias e utilizaria o trajeto entre e o aeroporto e o centro da capital duas vezes, além do trajeto até o Palácio de Versalhes, o bilhete semanal foi a melhor escolha.

Os bilhetes podem ser adquiridos em máquinas automáticas de bilhete e/ou nos guichês de atendimento.

Hospedagem

Me hospedei no Hôtel Mogador (51 Rue de la Victoire, 75009 Paris), um hotel 3 estrelas simples, mas organizado e limpo, com equipe simpática de atendimento.

Fica próximo das Galeries Lafayette, que eu citei na primeira parte do roteiro, além de ter várias opções de transporte nas proximidades. Para reservar, basta acessar o Booking.com (link patrocinado*).

Mapa

Como já se tornou costume, nosso habitual mapa do tesouro, com as principais atrações da cidade. Não deixe de conferir os extras, onde cito a Torre Saint-Jacques, considerada como o ponto com a melhor vista da cidade (superando a vista da Torre Eiffel), por se localizar em um ponto mais central de Paris.

E é isso! Espero que tenham gostado da segunda parte do nosso roteiro. Os nossos próximos textos serão sobre o Museu do Louvre e o Palácio de Versalhes.

Sentiu falta de algo? Me conte nos comentários que eu tento te ajudar.

Arrivederci! 🙂

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