Roteiro esperto por Paris – Museu do louvre

Pirâmides do Museu do Louvre.

Hoje eu gostaria de trazer pra você um pouco do passeio que fiz pelo Museu do Louvre e algumas dicas que podem tornar a sua experiência por lá mais tranquila.

Quanto tempo para a visita?

A tão famosa Monalisa, depois de enfrentar uma fila enorme.
A tão famosa Monalisa, depois de enfrentar uma fila enorme.

Esta é uma pergunta dificílima, pois é tranquilamente possível passar dias por lá e não ver em detalhe nem 10% do que o museu tem.

Sabendo disso, e também devido à política de sentido único em alguns corredores que foi implementada por conta da Covid-19, decidi mapear o que eles possuíam no acervo e construir um percurso que otimizasse a minha visita.

É claro que eu não deixei de ver obras extras pelo caminho, já que o acervo deles é maravilhoso, mas esta “rota” me ajudou a não andar pelo museu mil vezes sem conseguir ver pelo menos o mínimo do que eu queria.

Com isso em mente, baixei o mapa válido para a época (eles podem fechar algumas seções ou mudar o fluxo, por exemplo), pesquisei no site onde cada obra ficava e desenhei meu caminho pelos diferentes blocos e andares da instituição.

Demorei, no dia, por volta de 4 horas e meia para fazer todo o percurso que queria, tendo em mente que o segundo andar estava fechado no período. Se ele também estiver aberto, portanto, recomendaria reservar 5 horas e meia.

Localizando as obras

O museu possui um sistema excelente (apesar de lento) para buscar pelas obras do acervo.

Com ela, você pode pesquisar por nome da obra, nome do artista ou palavras-chave e encontrará, para a maioria dos itens, a atual localização, com andar e sala.

O que visitei

Se "perder" pelo museu não é algo desagradável. Durante meu trajeto, encontrei esta escultura representando o rio Tiber com os gêmeos Rômulo e Remo, "fundadores de Roma".
Se “perder” pelo museu não é algo desagradável. Durante meu trajeto, encontrei esta escultura representando o rio Tiber com os gêmeos Rômulo e Remo, “fundadores de Roma”.

Seguindo o percurso permitido à época, montei uma lista com 16 itens, sendo que o último eu não poderia visitar, já que o segundo andar estava fechado.

Na lista a seguir, junto do nome em português, colocarei o nome que encontrei no site do Louvre (em inglês ou francês).

  1. Grande Esfinge de Tanis (Great Sphinx of Tanis): esfinge que remonta a 2600 a.C.(Antigo Império).
  2. Hermafrodito Dormindo (Sleeping Hermaphroditos): retrata Hermafrodito, filho de Hermes e Afrodite, durante o sono. Em tamanho natural, é obra do artista italiano Gian Lorenzo Bernini, feita em 1620.
  3. Vênus de Milo (Aphrodite, known as the “Venus de Milo”): obra atribuída a Alexandre de Antioquia, foi feita provavelmente no século II a.C.
  4. Escravo morrendo (Dying Slave) e Escravo rebelde (Rebellious Slave): obras de Michelangelo, começaram a ser esculpidas em 1513.
  5. Psique reanimada pelo beijo do amor/cupido (Psyche Revived by Cupid’s Kiss): obra de Antonio Canova, feita em 1793.
  6. Vitória de Samotrácia/Nice de Samotrácia (The Winged Victory of Samothrace): obra de 190 a.C.
  7. Código de Hamurabi (Law Code of Hammurabi): feita a pedido do rei Hamurabi, da Babilônia, apresenta escritos cuneiformes (e em língua acádia). Data de 190 a.C.
  8. Lamassus (Winged human-headed bull): touros alados com cabeça humana, eram considerados guardiões contra o inimigo e colocados em pares em portões de cidades e/ou palácios. Estes remontam ao período por volta de 713 a.C.
  9. A Virgem e o Menino com Santa Ana (The Virgin and Child with Saint Anne): pintura de Leonardo Da Vinci, foi finalizada em 1513.
  10. A liberdade guiando o povo (Liberty Leading the People): obra de 1830 de Eugène Delacroix. É, provavelmente, uma das obras mais lembradas quando se fala de Revolução Francesa.
  11. A Balsa da Medusa (The Raft of the Medusa): uma das obras que se tornaram ícone do romantismo, este trabalho de Théodore Géricault, confecionado em 1818, apresenta uma versão do naufrágio da Fragata da Medusa, ocorrido em 1816, em uma viagem entre a França e o Senegal.
  12. A Coroação de Napoleão/A Consagração de Napoleão e a Coroação da Imperatriz Joséphine (The Consecration of the Emperor Napoleon and the Coronation of Empress Joséphine): obra de 1807 de Jacques-Louis David.
  13. Monalisa (Mona Lisa/La Gioconda): de 1503, esta obra de Leonardo Da Vinci é a principal razão para muitas das visitas que o Museu do Louvre recebe todos os anos. Filas imensas se formam em sua sala. Se você também tiver a oportunidade de visitá-la, não se esqueça de olhar ao seu redor! Na mesma sala, há dezenas de outras obras maravilhosas, que até chamam mais a atenção se você não ficar focado apenas na “queridinha” do espaço.
  14. O Escriba Sentado (The Seated Scribe): datada de 2600 a 2350 a.C, representa um escriba sentado durante seu trabalho.
  15. Faraó Aménophis IV-Akhénaton (Le roi Aménophis IV-Akhénaton/Amenophis IV): obra datada por volta de 1350 a.C. Fazia parte de um pilar de um edifício de Carnaque. Representa o faraó Amenophis IV-Akhenaten.
  16. Retrato de Gabrielle d’Estrées e uma de suas irmãs (Gabrielle d’Estrées and One of Her Sisters): retrato de Gabrielle d’Estrées, marquesa de Montceaux e a amante mais conhecida do rei Henrique IV da França. Na cena, ela está ao lado de uma de suas irmãs. O autor é desconhecido, mas a obra tem estilo do segundo período da escola Fontainebleau. Na ocasião da minha visita, infelizmente, o segundo andar (onde a obra fica) estava fechado.
Liberdade guiando o povo - Eugène Delacroix. Acervo do Museu do Louvre, Paris, França.
Liberdade guiando o povo – Eugène Delacroix. Acervo do Museu do Louvre, Paris, França.

Dicas úteis

O Escriba Sentado - Louvre.
O Escriba Sentado – Louvre.
  • Ingressos: Adquira o ingresso online e com antecedência, pois há filas no Louvre para tudo e é melhor não arriscar perder a chance de conferir seu acervo. Para comprar o ingresso, utilizei o site oficial. Em agosto/2020, o valor era de 17 euros. Menores de 18 anos não pagam; residentes do Espaço Econômico Europeu entre 18-25 anos, também não.
  • Fuja das filas: a área das pirâmides do Louvre é linda e é na pirâmide maior onde fica a entrada principal do museu. Como esperado, por ali se formam filas gigantescas, então você pode tentar a Porte de Richelieu, que fica na Passage Richilieu, que conecta a Rua de Rivoli com a área das pirâmides do Louvre. Para seguir o mapa do Google, siga este destino.
  • Chegue cedo: cada um demora um tempo diferente para visitar o museu, então o ideal é comprar os ingressos para o primeiro horário da manhã (9 horas) e chegar, pelo menos, meia hora mais cedo (principalmente se for entrar pela pirâmide).
  • Se perdeu? Não está sozinho! Respire e volte alguns passos até o caminho que você pretendia. O Louvre é cheio de acessos com descidas seguidas de subidas de escada, corredores múltiplos para o mesmo destino e infinitas portas. Se perder ou sair da rota é muito comum e pode te trazer boas surpresas do acervo.
  • Use o mapa: como já avisei acima, não deixe de pesquisar suas obras preferidas com antecedência, anotar o número do andar e da sala onde elas estão e montar um roteiro que otimize sua visita. O mapa do museu é o seu melhor amigo!
  • Como chegar: as estações mais próximas do metrô são Louvre – Rivoli, Palais Royal Musée du Louvre e Tuileries.

E é isso! Espero que tenha gostado das dicas de hoje sobre o Museu do Louvre.

É, definitivamente, parada obrigatória para qualquer pessoa que visite Paris pela primeira vez!

Sentiu falta de alguma informação? Me conte nos comentários que eu tento te ajudar.

Arrivederci! 🙂

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