Roteiro esperto por Paris – Palácio e Jardins de Versalhes

Jardins de Versalhes - Palácio de Versalhes.

Hoje eu gostaria de te apresentar um pouco do Palácio de Versalhes, seus jardins e algumas outras estruturas na cidade de Versalhes, na França.

Embora o título possa dar a entender que Versalhes é parte de Paris, não se engane: Versalhes é uma cidade independente, mas que acaba fazendo parte dos roteiros de quem visita Paris por ser super próxima da capital francesa.

O que visitar

Logo na chegada aos domínios do Palácio de Versalhes, chama a atenção a imponência de seus portões.

O rei Luís XIV, que mandou construir este palácio e suas dependências para sair da agitação da capital francesa, era chamado também de Rei Sol.

Isto fica claro quando se chega na entrada do palácio (após o primeiro portão): em vários pontos da grade, imponentes emblemas com seu rosto representando o sol ornamentam os portões e demais grades dali. Muita autoestima, né?

Detalhe do símbolo do Rei Sol - Versalhes
Detalhe do símbolo do Rei Sol – Versalhes

Principal construção de todo o complexo, o Palácio de Versalhes recebeu Luís XIV e sua esposa, rainha Maria Teresa da Espanha, além de futuramente receber alguns outros sucessores na monarquia francesa.

Um dos objetivos, quando sua construção foi iniciada, era possibilitar que a sede do poder do monarca francês fosse transferida para fora da cidade de Paris, que sofria com doenças e superpopulação no período. Era, portanto, uma forma de proteger o rei.

Galeria das Grandes Batalhas - Palácio de Versalhes
Galeria das Grandes Batalhas – Palácio de Versalhes

Além disso, era neste palácio que festas de proporções homéricas aconteciam, muitas vezes durando por volta de uma semana.

Entre as estruturas do palácio, as que mais me chamaram a atenção foram quatro:

  • Aposentos do rei: quarto do rei, salas para recepção de visitantes e demais estruturas que possibilitavam a corte ao rei, seu descanso ou mesmo a socialização com membros da corte e/ou visitantes ilustres.
  • Aposentos da rainha: o quarto da rainha, antessalas e outras estruturas direcionadas à esposa do rei da França.
  • Galeria dos Espelhos: naquela época, espelhos eram caríssimos. Sendo assim, a construção de um cômodo gigante cheio de espelhos nas paredes era uma forma de demonstrar o poderio da família real e da própria França. Muitos eventos e festas importantes aconteceram aqui, incluindo a assinatura do Tratado de Versalhes. Estando aqui, não deixe de checar as janelas, pois a vista dos jardins a partir daqui é privilegiada.
  • Galeria das Grandes Batalhas: um dos últimos cômodos do passeio, a longa sala possui uma série de pinturas em escala impressionante, cada uma retratando alguma batalha importante na história militar francesa, cobrindo quase 15 séculos, de Clóvis a Napoleão.

Além destas partes em específico, a arquitetura e as obras de arte chamam a atenção durante a visita.

Galeria dos Espelhos - Palácio de Versalhes, local onde o Tratado de Versalhes foi assinado.
Galeria dos Espelhos – Palácio de Versalhes, local onde o Tratado de Versalhes foi assinado.

Muito da mobília original não está ali, pois elas foram removidas do lugar original quando da invasão ocorrida na época da Revolução Francesa, mas até hoje eles investigam sobre o mobiliário da época tentando reposicionar aquilo que descobrem.

Saindo do palácio, o trecho dos Jardins de Versalhes é impressionante. Primeiramente, os jardins à francesa, com vários setores de vegetação bem alinhada, posicionada com simetria e em formato geométrico.

Saindo do palácio, não deixe de olhar à esquerda, a partir de uma área de observação com duas escadas laterais. Por ali, em um nível abaixo do nível do palácio, há um trecho que eu considero o mais bonito entre os jardins geométricos do palácio (veja a imagem de destaque deste texto).

Bassin de Latone, com o Grand Canal ao fundo - Jardins de Versalhes
Bassin de Latone, com o Grand Canal ao fundo – Jardins de Versalhes

Logo em frente ao palácio, segui em direção à Fonte de Apolo, em um trecho que lembra uma série de labirintos, os bosques dos Jardins Formais. Basicamente, são uma série de blocos de vegetação cercados por gradil de madeira, com algumas áreas de fonte.

Logo após a Fonte de Apolo, que representa o rei, temos um enorme canal de água em formato de cruz, o Grand Canal, que é rodeado pelo Parque do Palácio. Por aqui, é possível alugar um dos pequenos barcos e curtir um passeio por toda a área, ou então fazer um piquenique, programa típico dos parisienses e da população de Versalhes, principalmente aos domingos.

Lembre-se: só é permitido fazer piquenique na área do parque; nos jardins, não é autorizado.

Saindo daquela área, aproveitei para conferir o Grand Trianon, uma espécie de residência extra e refúgio do rei, onde ele poderia se distanciar da agitação e dos festejos da corte no palácio principal, além de local estratégico para receber suas amantes.

Local para cortejo do rei no Grand Trianon - Versalhes
Local para cortejo do rei no Grand Trianon – Versalhes

Por ali, pode-se conferir algumas pinturas interessantes, alguma mobília da época e um outro conjunto de jardins, específico daquele palácio.

Logo ao lado do Grand Trianon, o Petit Trianon, nos domínios de Maria Antonieta, onde ela podia ter momentos mais reservados sozinha e com seus filhos, além de ser mais livre de toda a etiqueta da corte.

Aposentos da rainha no Petit Trianon - Versalhes
Aposentos da rainha no Petit Trianon – Versalhes

Por ali, há também uma área simpática de jardim, além do Templo do Amor (Temple de l’Amour), estrutura construída em 1778 a mando de Maria Antonieta.

Templo do Amor - domínios de Maria Antonieta - Versalhes
Templo do Amor – domínios de Maria Antonieta – Versalhes

Uma das estruturas que mais encantou na área da rainha foi, no entanto, o vilarejo (ou aldeia) construído a pedido dela, Le Hameau de La Reine, uma vila inaugurada em 1781, reproduzindo o estilo de vilas típicas da época.

Vila da Rainha - Versalhes
Vila da Rainha – Versalhes

Por ali, pude conferir animais típicos de fazenda, casas antigas, um caminho coberto por vinhas, lagos, torres e algumas outras estruturas que nos transportam para outra época.

Ah! Se por este momento você já quiser fazer uma parada para um chichi rápido, passe pela La maison du jardinieur, que possui banheiros no seu interior.

E é isso! Depois de andar muito, e já com meus pés doloridos, peguei um trenzinho até o prédio principal do palácio e segui até a estação de trem para retornar à Paris.

Como ir de Paris a Versalhes

Há várias maneiras de seguir de Paris até Versalhes, mas a mais prática parece ser de trem. No meu caso, peguei o trem em Gare de Javel e segui até a estação Versailles-Château – Rive Gauche, a mais próxima do palácio (10 minutos de caminhada). A linha utilizada foi a RER C.

Você pode adquirir o bilhete de trem individual, que custará menos de 8 euros para a ida e a volta, incluindo o metrô, já que Versalhes está conectada à rede de transporte de Paris.

Outra opção mais econômica, especialmente para viagens de 4 dias ou mais por Paris, é comprar um bilhete semanal, como eu explico na segunda parte do roteiro pela capital (seção de dicas úteis). Ele já incluirá a zona de transporte onde Versalhes está localizada.

Dicas úteis

Quem visita o Palácio de Versalhes deve adquirir o bilhete, mas não é sempre que você consegue comprar o ingresso a tempo ou talvez simplesmente não esteja no orçamento incluir mais um tíquete. Se este for o seu caso, saiba que os jardins e o parque (em volta do Grand Canal) são de acesso gratuito (quando não há apresentação musical nos jardins). Passando o primeiro bloqueio da entrada, onde eles verificam sua bagagem, entre pelo vão que fica à esquerda da recepção de quem tem bilhete.

Se você quiser evitar o fluxo de turistas, recomendo seguir o conselho do blog Conexão Paris (um dos vários sites que utilizei para planejar a minha viagem): visite primeiro os jardins geométricos e a área do parque, depois visite o Grand Trianon e o Petit Trianon; por último, visite o palácio. Desta forma, você visita cada parte do complexo quando há um menor número de pessoas. Eu não segui esta ordem e acabei encontrando um grupo grande de pessoas em algumas áreas.

Obviamente, separe um tempo específico para cada trecho, pois há diferentes horários de abertura e fechamento.

Há inúmeros restaurantes no palácio e nas demais atrações. Entre eles, escolhi tomar um café da manhã no Angelina, ainda no Palácio de Versalhes. Ah! E eles são muito conhecidos pelo chocolate quente. Se preferir, também pode visitá-los em Paris.

Além disso, experimentei (pela segunda vez) alguns macarons do Ladurée, em um quiosque que eles têm perto da saída do palácio. São divinos!

Cansou as pernas? Há diferentes meios de transporte no interior do complexo, inclusive carrinhos de golfe, mas o trajeto entre os Trianons e o palácio podem ser feitos de trenzinho, por menos de 5 euros (o percurso). Há paradas no Grand Trianon e no Petit Trianon, começando ou terminando na área ao lado do palácio.

Durante as noites de sábado, em um período específico do ano, há uma apresentação musical com luzes e efeitos visuais nas fontes por toda a propriedade. É possível adquirir o ingresso específico para este evento.

Durante alguns dias da semana, há também apresentações musicais e as fontes ficam ligadas. Por conta disso, os ingressos para o palácio se tornam mais caros e o acesso ao jardim passa a ser restrito. Verifique com antecedência.

Ingressos

Comprei os ingressos no GetYourGuide. Para acessar a atração e escolher o pacote que mais te agrada, basta acessar a página da modalidade que eu comprei (link patrocinado*), que inclui o palácio, os jardins, o Grand Trianon e o Petit Trianon. É também possível comprar só o ingresso do palácio, por exemplo, entre outras opções.

O preço no período em que visitei era de 20 euros, com acesso a todas as estruturas, em dia sem espetáculo das águas.

Mapa de atrações

O mapa é o mesmo do nosso roteiro por Paris, pra já facilitar o seu trabalho:

E é isso aí! Espero que você tenha gostado de passear comigo por Versalhes. Com o texto de hoje, encerramos nosso passeio por Paris e região. Se você ainda não conferiu o restante do roteiro, basta acessar a página com todos eles.

Arrivederci! 🙂

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