Viver em uma grande metrópole é ter acesso a mais postos de trabalho, remuneração melhor e mais opções para lazer e entretenimento, mas nem tudo são flores.

Um dos pontos não muito positivos, quase sempre, é a questão do custo de vida. Tudo tende a ser um pouco mais caro, então famílias menos favorecidas precisam fazer um malabarismo para pagar as contas, educar suas crianças e ainda ter algum trocado para uma atividade fora da rotina.

Quando eu ainda morava no Brasil, me lembro de pensar na Europa por conta de sua importância na história, principalmente se pensamos no Ocidente.

A ideia de um continente em que alguns países focavam no Estado de bem-estar social como política principal também me gerava interesse, mas tudo isso ainda parecia algo muito distante.

Com tudo o que foi acontecendo, porém, me mudei para o exterior, passei por Portugal e agora estou em Londres. Que jornada!

Tentando esclarecer e desmistificar um pouco da imagem que nós brasileiros geralmente temos sobre a capital britânica, gostaria de trazer um pouco do que tem sido a minha experiência por aqui.

Quem acompanha o blog deve se lembrar que há algum tempo decidi me mudar para Londres a trabalho.

Ao explicar para familiares e amigos, lembro-me de me deparar com uma série de dúvidas da parte deles sobre como funcionaria o Reino Unido. Muitas dessas dúvidas, aliás, eu também não havia resolvido até então.

Pensando nisso, decidi hoje explicar um pouco sobre como este reino funciona.

Quando se fala do Reino Unido, especialmente dos ingleses, uma das imagens que vêm mais frequentemente à mente dos brasileiros e do restante do mundo é a do chá servido à tarde, com senhoras britânicas simpáticas e, como sempre, muito ponderadas até em sua maneira de rir.

O estereótipo acima, como a maioria dos outros em nossas vidas, passa longe da realidade, mas guarda suas semelhanças com o que de fato envolve toda a cultura do chá por aqui.