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O que visitar em Edimburgo em 5 dias

Viagens22/07/2023

Olá!

No “cafezinho” de hoje, quero te trazer o roteiro que construí para Edimburgo, uma das cidades mais bonitas que já visitei no Reino Unido.

Aviso: o texto ficou bem longo, mas deixei tudo bem separado, então dá para ir pulando para seus pontos favoritos de interesse.

Boa leitura!

Sob um céu nublado, temos o panorama de uma cidade antiga bem cinza, com muitas construções com topo pontiagudo, como se fosse um cone.
Vista de Princes Street e Old Town a partir de Calton Hill.

Dia 1

St. Mary’s Episcopal Cathedral

A pedra fundamental desta catedral foi colocada em 21 de maio de 1874, tendo sido construída segundo o estilo arquitetônico neogótico Vitoriano. Sua consagração ocorreu em 30 de outubro de 1879.

Sua denominação é a da Igreja Episcopal Escocesa, que segue (sem filiação hierárquica) os princípios da Comunidade Anglicana.

Seu interior é lindo, além de toda a sua imponência exterior. Sua espiral principal, por exemplo, poscheg a 90 metros de altura.

Johnnie Walker Princes Street

Iniciada em 1820 como uma empresa de mercearia/mercado sob o comando de John Walker, se transformou em uma produtora de whisky em 1865.

Nesta “loja” na Princes Street, uma das principais vias comerciais de Edimburgo, o visitante tem a oportunidade de conhecer os produtos da marca, comprar souvenirs variados.

Além disso, há a chance de participar de experiências para descobrir, por exemplo, a versão de drink com Johnnie Walker que mais combina com cada pessoa, além de um “tour” pelo processo produtivo e história da marca.

The Vennel View Point

Sob um céu azul com nuvens, uma fortificação se apresenta sobre uma enorme colina de rochas. Abaixo, algumas construções cinzas e uma árvore.
Vista do Castelo de Edimburgo a partir da escadaria Vennel.

Quem começa a subir esta escadaria acha que não há muito para se ver.

O mais interessante, porém, está quando se vira para o que estava atrás de você durante o percurso: o Edinburgh Castle (Castelo de Edimburgo).

Esta imponente edificação fortificada, que fica no alto de uma colina rochosa, pode ser vista de diferentes pontos da cidade, mas é este um dos pontos de observação mais famosos.

Grassmarket

Esta via, famosa pelos comerciantes independentes, artesãos e bares, pega seu nome de alguns séculos atrás, quando diz-se que tinha metade do comprimento atual.

Em uma ponta, o “mercado” (feira de produtores); no outro extremo, uma pastagem/gramado (grass é “grama” em inglês), onde os animais descansavam e se alimentavam.

The Wee Pub

Considerado o “menor pub da Escócia”, este estabelecimento pode abrigar (com jeitinho) até 20 pessoas, mas há hoje uma extensão logo ao lado e, em meses menos frios, mesas no exterior.

Para quem gostar MUITO de pubs, há também a possibilidade de alugar o espaço para eventos.

Greyfriars Kirkyard

Greyfriars Kirk é uma igreja que faz parte da Igreja da Escócia, tendo sido fundada em 1620. Misturando os estilos gótico e barroco, ela é rodeada por um jardim/cemitério, o Greyfriars Kirkyard.

Cemitérios antigos no Reino Unido são muito interessantes, principalmente os Vitorianos, já que possuem uma geometria diferente da sequência de linhas paralelas ladeadas por túmulos que costumamos ver no Brasil.

Além disso, eles costumam ter muitos monumentos e túmulos ornados que conferem a eles um status de parque, sendo visitados por locais e “forasteiros”.

Além de abrigar personagens muito famosas da história escocesa, este cemitério é bem famoso por dois fatores em especial:

Nomes de personagens da saga Harry Potter

Diz-se que J.K. Rowling (autora da saga) escreveu parte das histórias em um café nas redondezas.

O estabelecimento (que cito mais tarde no roteiro) daria vista para este cemitério. Desta forma, muitas pessoas hoje pensam que o espaço foi uma das inspirações nomes de personagens dos diversos livros sobre o bruxo.

Abaixo, cito a lista para quem for se aventurar por lá:

  • Potter: Anne e Robert Potter, casal com o mesmo sobrenome do protagonista da saga;
  • Cruikshanks: embora tenha uma escrita diferente, a pronúncia lembra o nome em inglês do gato da personagem Hermione (Crookshanks, conhecido como Bichento no Brasil);
  • Daniel Scrymgeour: embora a grafia seja diferente, lembra o sobrenome do Ministro da Magia das histórias (Rufus Scrimgeour);
  • Mrs. Elizabeth Moodie: o sobrenome, mais uma vez, lembra o da personagem Alastor “Olho-Tonto” Moody;
  • Charles, Francis, Charles e Charles Black: mesmo sobrenome de Sirius Black, padrinho de Harry Potter;
  • Margaret Louisa Scrymgeour Wedderburn: sobrenome similar ao de Rufus Scrimgeour, Ministro da Magia;
  • Thomas Riddell: nome muito similar ao do vilão Voldemort (Thomas Marvolo Riddle). Este é, provavelmente, o túmulo mais famoso de todos para os fãs do bruxinho;
  • William McGonagall: mesmo sobrenome da professora Minerva (Minerva McGonagall).

Na ocasião da minha visita, acabei focando no túmulo de Voldemort, pois não sou um fã assíduo dos filmes, mas um guia excelente sobre estes diferentes pontos de parada pode ser conferido no blog The Happy Day Travels (em inglês).

Greyfriars Bobby’s Grave

Uma das personagens mais famosas da Escócia, ou pelo menos de Edimburgo, Bobby era um cão terrier (diz-se que era um Skye terrier ou um Dandie dinmont terrier), que ficou famoso na capital escocesa por ter guardado o túmulo de seu dono por 14 anos até sua morte, em 14 de janeiro de 1872.

Sua lealdade inspirou livros e filmes, além de um túmulo no mesmo cemitério onde seu dono repousa e uma fonte com sua estátua no topo, que fica em uma rua logo em frente ao cemitério.

Seu dono era John Gray, um fazendeiro escocês que se mudou posteriormente para Edimburgo. Na capital, trabalhou como uma espécie de guarda noturno, tendo Bobby como seu cão vigia por algum tempo.

Greyfriars Bobby Statue

Uma rua de prédios de pedra ao fundo. Em primeiro plano, uma fonte feita de um granito vermelho com uma escultura de um cachorro peludo no topo.
A estátua de Bobby, o famoso cãozinho de Greyfriars.

Um ano após a morte de Bobby, a filantropa Lady Burdett-Coutts encomendou ao escultor William Brodie uma fonte com a estátua do famoso cãozinho, colocando-a logo em frente a uma das entradas do cemitério.

Frankenstein

Auto denominado “pub de terror”, este bar possui uma temática inspirada em monstros diversos, mas focado principalmente neste que lhe empresta o nome.

Logo na porta, uma enorme escultura de Frankenstein dá as boas vindas aos visitantes.

The Elephant House

Em 1996 e 1997, diz-se que J.K. Rowling frequentou este café/casa de chá e era justamente em uma mesa de madeira nas suas dependências que ela escreveu parte dos livros da saga Harry Potter.

Infelizmente, o local foi um dos estabelecimentos envolvidos em um incêndio em agosto de 2021 no conjunto de prédios do qual faz parte. A mesa onde a autora das histórias do bruxo trabalhava foi recuperada, mas muita coisa foi destruída ou danificada.

O dono do estabelecimento hoje luta para reformar o local, mas uma briga entre membros da família dona do lugar atrapalha que se prossiga com os trabalhos.

Victoria Street / West Bow

Originalmente, esta via era chamada de West Bow, servindo como a entrada no centro de Edimburgo para aqueles que vinham do Oeste ou Norte.

Hoje, a porção mais elevada se chama Victoria Street.

É uma das vias mais famosas da cidade, tanto por suas curvas repletas de fachadas coloridas de restaurantes, cafés e outros estabelecimentos, como pelo boato de que teria servido como inspiração para o beco Diagonal (Diagonal Alley) da saga Harry Potter.

The Royal Mile

A “milha real”, na verdade, é o trecho que conecta de um lado o Castelo de Edimburgo e, no outro extremo, o Palácio de Holyroodhouse.

É, portando, a espinha dorsal daquilo que se conhece como “Old Town”, ou seja, a parte antiga (e histórica) da cidade.

Mesmo que você não vá conhecer todas as atrações, restaurantes e cafés desta área (o que seria quase impossível, de qualquer forma), vale a pena pegar algumas das atrações e fazer o percurso todo a pé, pois há muito a se descobrir por esta rua e a arquitetura é maravilhosa.

Heart of Midlothian Mosaic

Este coração feito de pequenos paralelepípedos de pedra é o alvo de todos os escoceses que o conhecem e passam por ali. Segundo a tradição, cuspir no marco traz boa sorte.

Este mosaico, porém, traz uma série de histórias macabras por trás, ficando no local onde antes já foi a entrada de uma terrível prisão escocesa, “The Old Tolbooth”, famosa mesmo fora dali pelos atos de crueldade, pela tortura e pelas péssimas condições que os detentos tinham.

Era também ali nos arredores que muitos foram executados, com suas cabeças (e outras partes) sendo exibidas como alerta para que outros não se aventurassem pelos mesmos caminhos na vida.

Curiosidade

Este símbolo é o mesmo utilizado pelo time de futebol escocês Heart of Midlothian F.C.

St. Giles’ Cathedral

Esta catedral foi fundada em 1124 pelo rei David I, em estilo românico, no local que seria o limite Leste da cidade à época. Neste período, a Igreja da Escócia e Roma eram bem mais próximas.

Na relação conflituosa entre Escócia e Inglaterra no século XIV, quando Escócia declarava sua independência, o então rei Edward II enviou tropas em 1322 que causaram grande destruição em várias partes do país, inclusive incêndio na catedral. O ato teria sido resultado da carta declarando a independência escocesa, enviada ao papa dois anos antes.

Novamente em 1385, agora sob o rei inglês Richard I, a aliança entre França e Escócia incomodou a Inglaterra, resultando em ataques a diversas igrejas escocesas, também atacando esta catedral com fogo.

Por volta de 1390, porém, ela já havia sido restaurada.

Em 1560, o Parlamento Escocês rompe com Roma e institui o presbiterianismo no país, mesmo que à época a rainha Mary (”Mary Queen of Scots”) fosse católica. Terminava aí o período de quatro séculos da catedral sob influência de Roma.

Passando por períodos de altos e baixos, até o quase total abandono, hoje a catedral, sob a Igreja da Escócia, ocupa um importante papel na cidade.

Seu estilo atual é considerado gótico, com 44 metros de altura (com a espiral) e 60 metros de comprimento. O prédio que vemos hoje, vale ressaltar, vem desde o século XIV, embora tenha sofrido sucessivas expansões.

Curiosidade

Dentro da Thistle Chapel, uma das capelas menores que fazem parte de St. Giles’ Chapel, há anjos tocando gaita escocesa e vestindo kilts.

The Writer’s Museum

Este museu apresenta um pouco sobre a vida de três dos mais famosos escritores escoceses: Robert Burns, Walter Scott e Robet Louis Stevenson.

Em seu acervo, há vários retratos, trabalhos destes profissionais e objetos pessoais.

Nos arredores do prédio, mais precisamente no Makars’ Court (algo como “pátio dos poetas”), não deixe de conferir o piso repleto de placas com passagens interessantes que celebram diferentes escritores escoceses.

Dia 2

Princes Street

Atualmente, Princes Street é uma das vias mais vibrantes da cidade, com muitos restaurantes e lojas, além da estação de trem Edinburgh Waverley, os Princes Street Gardens (jardins/parque) e o icônico Scott Monument.

Por volta de 1767, esta avenida foi construída como parte da “New Town (cidade nova), uma área primariamente residencial.

The Red Cockerel Café

Logo embaixo da simpática St. John’s Scottish Episcopal Church (igreja), este café fica em meio a um antigo cemitério.

Não se assuste, porém. Cemitérios antigos como este são belos jardins, que nada têm de “fúnebres”.

Aliás, o interior possui uma série de placas dedicatórias, algo muito comum há alguns séculos atrás, quando famílias abastadas faziam doações suntuosas para ter o nome homenageado dentro de igrejas.

Princes Street Gardens

Se de um lado a Princes Street é coberta de lojas e prédios para diversos fins, boa parte da sua outra margem é ocupada pelos Princes Street Gardens.

Dividido em duas seções, estes jardins são separados por uma colina onde fica a via que conecta a cidade velha e a nova, além de ser o lar da Galeria Nacional da Escócia.

A área total destes jardins é de mais de 150 mil metros quadrados, ficando onde antigamente existia o maior lago da cidade, Nor Loch. Após a drenagem deste lago, o parque foi preparado e inaugurado em 1820.

Entre os muitos monumentos e pontos de interesse, destaco três que pesquisei com antecedência e adorei conhecer:

  • Ross Fountain: instalada em 1872, esta enorme fonte de ferro fundido foi originalmente parte da Exposição Internacional de 1862, em Londres.
  • Mortonhall Baby Ashes Memorial: um elefante de bronze com 2,5 toneladas, coberto por flores forget-me-not (não-me-esqueças). É um monumento lindo, mas a razão de sua construção é extremamente triste. Inaugurado em 2019, presta homenagem a 250 bebês que foram cremados em um período de 40 anos, mas cujos pais jamais tiveram acesso às suas cinzas. A desculpa era de que não havia material a ser coletado após a cremação, mas descobriu-se depois que o Mortonhall Crematorium estava enterrando as cinzas destes bebês nos jardins da instituição. O elefante, assim como a flor escolhida para “tatuar” o animal, faz alusão a que nunca se esqueça desta tragédia. Por mais que pareça algo longe da atualidade, o escândalo estourou em 2012, tendo o fato transcorrido até 2011.
  • Floral Clock: primeiro do seu tipo no mundo, este relógio floral foi inaugurado em 1903. Os ponteiros, os números e o desenho do relógio são compostos de plantas ornamentais. Ele foi transformado em um relógio elétrico em 1973, substituindo o mecanismo à corda original. Na ocasião da minha visita, o relógio estava passando pela renovação da cobertura de flores, em preparativos para o Jubileu de Platina da então rainha Elizabeth II.

Rose Street

Hoje majoritariamente povoada por pubs e bares, esta rua fez parte do projeto da “cidade nova” (junto com Princes Street).

Antigamente, ela era repleta de apartamentos, mas se transformou em uma via para pedestres em 1973, depois de iniciado um processo que a transformou em uma via essencialmente comercial.

The Scott Monument

Um dos maiores monumentos do mundo para um escritor, esta estrutura possui uma sala de museu na base, que conta a história do monumento, cuja construção se iniciou em 1840 e a inauguração ocorreu em 1846.

Como se pode deduzir pelo nome, ele homenageia Sir Walter Scott, um dos maiores nomes da literatura escocesa.

Logo no meio da parte vazada da “torre”, temos uma enorme escultura do escritor em mármore carrara, obra do escultor Sir John Steell. A escultura, aliás, foi trazida à vida a partir de uma peça de pedra de 30 toneladas.

Fornecendo uma linda vista da cidade, o topo da torre está a 287 degraus de distância. A altura do monumento, aliás, é de 61 metros.

Born in Scotland

Sempre que visito alguma cidade, tenho dois itens que gosto de levar como recordação: ímãs de geladeira e cartões-postais.

Apesar disso, gosto também de levar alguma coisa mais significativa e, preferencialmente, feita na região.

A Born in Scotland foi uma surpresa agradável. Eles possuem livros, peças de vestuário, artesanato e muito mais. As peças, além de terem sua produção nacional, carregam uma série de referências regionais, seja no idioma ou na cultura em geral. Para quem quer presentear, por exemplo, vale muito a pena.

The Witches Well

Quem caminha em direção ao Castelo de Edimburgo (item seguinte do roteiro) pode acabar nem percebendo que está pisando em um dos locais onde mais se matou pessoas acusadas de bruxaria em toda a Escócia.

Entre os séculos XV e XVIII, algumas milhares de pessoas foram mortas, principalmente queimadas (em outros casos, enforcadas) acusadas de bruxaria. Mulheres eram a esmagadora maioria e qualquer coisa poderia fazer com que alguém fosse acusado de tal atividade, seja pela especialização em ervas ou por ter cruzado o caminho da pessoa errada.

Em 1894, o filantropo Sir Patrick Geddes solicitou que fosse feita uma fonte em uma parede perto do castelo, com uma placa de bronze que apresenta os perfis de Esculápio, deus grego/romano da medicina, e sua filha Hígia, deusa grega/romana da saúde, além de flores e alguns outros elementos. As duas divindades são rodeadas por uma serpente, em uma dualidade entre o bem e o mal.

Além disso, a placa apresenta os anos 1479 e 1722, que delimita o período mais ativo das execuções.

Se você quiser conferir a fonte, verifique o lado direito da via que leva à primeira portaria do castelo, na parede de uma loja de souvenirs.

Edinburgh Castle

O Castelo de Edimburgo, uma estrutura fortificada de pedra no topo de uma colina da capital escocesa, existe pelo menos desde o período do rei David I, no século XII.

Apesar disso, a “Castle Rock”, colina de rocha vulcânica onde ele foi construído, possui traços de civilização que datam da Idade do Bronze.

Além de residência real fortificada, possuiu vários usos no decorrer da história, com uma série de construções nos domínios protegidos por suas muralhas.

Hoje, é uma atração turística, mas também funciona como uma das representações das forças armadas britânicas, com ocupação permanente.

Há uma série de pontos que merecem sua visita no local e dá para gastar facilmente umas 4 horas por ali, mas hoje cito o que eu visitei na ocasião:

One O’Clock Gun

Este canhão é acionado todos os dias (exceto domingos, Sexta-Feira Santa e Natal) às 13 horas.

Este procedimento foi iniciado em 1861 como uma referência de tempo para embarcações na cidade.

Atualmente, apesar de não servir ao objetivo original, a tradição é mantida pelo 105th Regiment Royal Artillery (Regimento 105 da Artilharia Real).

National War Museum of Scotland

Este museu foi aberto em 1933 em um antigo armazém militar.

A Escócia possui uma tradição de diferentes forças militares que se estende por cerca de 400 anos de história, cobertas de forma bem interessante por aqui.

Aliás, não deixe de conferir os vídeos que contam um pouco desta história. Muito interessantes!

The Royal Scots Dragoon Guards Museum

Um dos regimentos mais antigos das cavalarias britânicas, os Royal Scots Dragoon Guards foram formados em 1971 pela mescla de forças anteriores.

Considerando os Royal Scots Greys, um dos antigos regimentos que se uniram e formaram este novo, é a mais antiga cavalaria ainda ativa nas forças armadas britânicas.

No museu que leva seu nome, são apresentados armamentos, uniformes e até itens coletados em batalhas.

Um item curioso é um retrato do Tsar Nicholas II da Rússia, que foi nomeado Colonel-in-Chief dos Royal Scots Greys em 1894. Este título, vale destacar, é mais cerimonial.

St. Margaret’s Chapel

Capela em estilo românico, foi construída no século XII. É considerada a construção mais antiga da cidade.

Royal Palace / The Scottish Crown Jewels

O Palácio Real, também conhecido como apartamentos reais, teve sua construção iniciada no século XV.

Entre outras coisas, é aqui que se pode conferir a sala onde nasceu o rei James VI, filho de Mary, Queen of Scots.

Entre os destaques, temos as antigas joias da coroa escocesa, que incluem a coroa, o cetro e a espada “de Estado”. Aqui também se encontra a Scone of Stone (ou Stone of Destiny), uma pedra utilizada originalmente em cerimônias de coroação da monarquia escocesa, mas que foi eventualmente tomada pelo rei inglês Edward I em 1296, durante a Primeira Guerra Escocesa de Independência, levando-a para a Abadia de Westminster (roteiro aqui).

Um trono foi confeccionado com uma área exclusiva para colocação daquele grande bloco de pedra, como forma de demonstrar superioridade em relação à Escócia. A partir daí, era neste trono que as futuras coroações britânicas seriam feitas.

Em 1996, a monarquia aceita que a pedra seja devolvida à Escócia, chegando pela primeira vez ao local onde se encontra hoje. Há, entretanto, uma condição: sempre que há uma coroação em Londres, esta é momentaneamente movida e colocada no trono que fica na Abadia de Westminster.

Na primavera de 2024, o item será relocado para o Perth Museum, novo museu sendo construído na cidade de Perth, que fica na região de onde a pedra teria originalmente saído quando levada pelas tropas do rei James VI.

David’s Tower

A construção desta torre ocorreu entre 1367, sob o reinado de David II e 1870, já sob o sucessor, Robert II.

Ela já teve conexão com o palácio real, além de ter sofrido danos nos múltiplos ataques promovidos por oponentes, incluindo nesta lista aqueles encampados pelos ingleses.

Em 1479, Alexander Stewart, Duque de Albany (um termo usado antigamente para uma região escocesa), irmão do rei James III, foi preso nesta torre após por ter tentado um golpe contra o rei.

The Scottish National War Memorial

Este memorial foi encomendado em 1919 e aberto ao público em 1927, homenageando os militares e civis escoceses que perderam suas vidas nas duas Guerras Mundiais e em outros conflitos.

Great Hall

Embora tenha sido finalizado no início do século XVI como o salão principal para o parlamento, diz-se que jamais houve uma reunião deste órgão estatal em suas instalações.

Seu teto de madeira suportado por mísulas (suportes que lembram mãos francesas) de pedra de estilo renascentista são um dos detalhes que chamam a atenção.

Já foi usado como acampamento de soldados depois da tomada do espaço por Oliver Cromwell em 1650, sendo mais tarde convertido em hospital militar.

Atualmente, é vez ou outra utilizado para eventos cerimoniais importantes.

Military Prison

No setor militar do Castelo de Edimburgo, a prisão militar é uma instalação construída em 1842 para este fim.

Atualmente, funciona como uma espécie de museu, com dormitórios e demais estruturas que demonstram como era a vida para quem ficou confinado por ali.

Makars Mash Bar

Este restaurante apresenta diferentes opções típicas da Escócia, sendo uma boa opção para aqueles que querem conhecer algum prato mais específico da região.

Uma das iguarias mais famosas da Escócia, haggis, consiste no bucho da ovelha recheado com vísceras e farinha de aveia, com um tempero marcante.

Sendo um prato um pouco peculiar demais para o meu paladar, acabei optando pela versão feita de carne bovina, com mel e purê de nabo.

Para acompanhar, um suco de cranberry (também conhecido como oxicoco, airela ou arando em português).

Quer conhecer este e outros pratos típicos do Reino Unido? Temos um guia especial que vai além do peixe com fritas.

Dia 3

National Galleries of Scotland: National

As Galerias Nacionais da Escócia englobam mais de uma instituição do tipo.

Na unidade perto da estação de trem em Princes Street, chamada The National (antigamente, Scottish National Gallery), temos uma boa coleção de Belas Artes, com trabalhos de artistas escoceses e de vários outros países, cobrindo do período Renascentista ao século XX.

Para te dar uma ideia, além de nomes escoceses bastante importantes, por aqui temos trabalhos de Velázquez, Botticelli, El Greco, Francisco de Goya, Rembrandt e muitos outros.

Esta galeria foi aberta pela primeira vez ao público em 1859, sendo hospedada em um prédio neoclássico projetado por William Henry Playfair.

Dicas

Esta instituição tem acesso gratuito. Além disso, vale destacar a compatibilidade com o aplicativo Smartify, uma aplicação que reconhece uma pintura pela imagem e te dá muitos detalhes sobre o trabalho em questão. O app é compatível com Android e iOS.

National Museum of Scotland

Outra instituição com acesso gratuito, o Museu Nacional da Escócia foi aberto em 2006 a partir da mescla do acervo do Museum of Scotland com coleções de antiguidades, artigos históricos e outros conteúdos diversos, além do Royal Scottish Museum.

Espere ver muita história sobre o desenvolvimento industrial escocês, conteúdos de história natural, atividades interativas e a mais famosa atração dali: a ovelha Dolly empalhada.

Em uma sala, dentro de uma caixa de vidro em cima de uma plataforma, temos uma ovelha branca empalhada.
A ovelha Dolly.

Para quem não se lembra, a ovelha Dolly foi o primeiro mamífero clonado de forma bem sucedida a partir de uma célula adulta. Ela viveu de 1996 a 2003.

A clonagem de Dolly, aliás, foi feita por Keith Campbell, Ian Wilmut e outros colegas no Roslin Institute, da Universidade de Edimburgo, em parceria com PPL Therapeutics, também sediada na Escócia.

Wings

Este fantástico restaurante, bem informal, serve uma série de petiscos e uma boa variedade de bebidas, com foco em asinhas fritas de frango.

Cockburn Street

Junto de Victoria Street e outras vias famosas que já citei, Cockburn Street (que faz referência a um lord escocês), é outra via charmosa da cidade, muito interessante para aqueles que gostariam de ver um trecho com arquitetura bem preservada.

No filme “Vingadores: Guerra Infinita”, há uma cena filmada nesta via.

Scottish-American Soldiers Monument (ou The American Civil War Memorial)

Dentro do cemitério de Old Calton, um monumento imponente inaugurado em 1893 chama a atenção.

No topo de uma base de granito, temos uma escultura em bronze do ex-presidente Abraham Lincoln. Na base, a bandeira antiga dos Estados Unidos, além de um homem negro, representando um antigo escravizado, agora liberto, que segura um livro em sinal de que teve enfim acesso aos estudos.

Faz homenagem a todos os soldados escoceses que lutaram e morreram na Guerra Civil Americana, que tinha como uma das suas principais razões do conflito entre União (também conhecida como “Norte”) e os Estados Confederados da América (o “Sul”) a expansão (defendida pelos confederados) ou não da permissão para emprego da escravidão nos estados do oeste estadunidense.

Old Calton Cemetery

Fundado em 1718, o cemitério de Old Calton possui, além do monumento citado acima, uma série de outras instalações interessantes.

Além disso, abriga os túmulos de muitas personalidades do passado, como William Woods (ator), John Haig e familiares (da destilaria de Whisky Haig), entre outros.

Calton Hill

Em um campo verde, temos uma área coberta de pedras com um canhão. À esquerda, uma construção parcial composta de várias colunas; à direita, uma torre de pedra.
Calton Hill, com o canhão português, o Monumento de Nelson e o Monumento Nacional da Escócia (à esquerda).

Considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, esta colina abriga vários monumentos e construções muito importantes da cidade, além de uma das melhores vistas do pôr do sol que se tem por aqui.

A seguir, listo alguns dos pontos que merecem sua visita:

Dugald Stewart Monument

Este monumento, que lembra um coreto ou um templo pequeno grego, é um memorial ao filósofo escocês Dugald Stewart.

Completado em 1831, suas redondezas proporcionam uma das melhores vistas da parte antiga da cidade.

The Portuguese Cannon

Mais viajado do que muita gente, este canhão “português” pertenceu aos espanhóis, sendo do período em que a Espanha comandava Portugal.

Foi enviado para os territórios nas chamadas Índias Portuguesas. Eventualmente, foi tomado pelos governantes de Arakan (parte dos atuais Burma e Myanmar).

Em 1885, os britânicos tomaram esta região, trazendo este e outros canhões para o país.

Este exemplar veio para Edimburgo e é o único do tipo ainda existente na cidade.

Nelson Monument

Construído entre 1807 e 1816 em homenagem ao Vice-Almirante Horatio Nelson, oferece uma bela vista com destaque para Princes Street.

Comemora a vitória de Nelson na Batalha de Trafalgar contra franceses e espanhóis.

No topo, há uma bola, colocada pela primeira vez em 1853, que sobe por um mastro pouco antes das 13 horas, descendo ao mesmo tempo que o One O’Clock Gun (citado acima) ocorre.

A torre lembra um telescópio com a lente para baixo, objeto que faz conexão com Nelson e seu trabalho na Marinha.

Normalmente, é possível subir a torre (a pagamento), mas esta estava fechada na época da minha visita à cidade.

National Monument of Scotland

Este monumento possui uma história que intriga até hoje, criando simpatia em alguns e um pouco de constrangimento em outros.

Ele foi idealizado como um memorial aos soldados e marinheiros escoceses que morreram em combate durante as Guerras Napoleônicas.

Baseado no Partenon de Atenas, foi projetado por Charles Robert Cockerel e William Henry Playfair, tendo sua construção sido iniciada em 1826, mas interrompida por falta de recursos em 1829.

Apesar disso, sua posição no topo da colina e sua imponência traz muitos visitantes, sendo um ponto de encontro na cidade, principalmente ao fim do dia.

Collective Gallery / Old City Observatory

Construído em 1776 como observatório astronômico, passou por diversos administradores, encerrando suas atividades de fato em 2009, após atos de vandalismo e de terem furtado parte do telhado.

A partir daquele ano, ele foi progressivamente sendo restaurado, com parte de suas instalações tendo sido convertida em acomodação temporária.

Em 2014, Collective, uma instituição artística sem fins lucrativos, ocupou o restante do lugar, que hoje funciona como uma espécie de galeria de arte.

Alguns dos antigos instrumentos do observatório foram restaurados e podem ser conferidos no local.

Parliament Cairn

Este “moledro” (pilha artificial de pedras) foi erguido em 1998 para comemorar a restituição do Parlamento Escocês, devolvendo à Escócia um status consolidado de nação auto regulável em algumas áreas, aumentando sua autonomia em relação ao governo central (e ao Parlamento Britânico), em Westminster.

Em especial, este monumento marca a vigília de 1980 dias feita pelos cidadãos escoceses em Calton Hill, indo de abril de 1992 (logo após a quarta vitória seguida do Partido Conservador, ou Tories para o governo central) até 11 de setembro de 1997. Um referendo na Escócia deu vitória à criação do parlamento local, um marco para os escoceses.

Além de placas de metal com informações e frases emblemáticas, a pilha de pedras foi construída com alguns fragmentos de diversos locais diferentes, entre peças de localidades importantes para a história escocesa e até mesmo uma rocha trazida de Auschwitz (Polônia) em memória de um missionário escocês.

Dia 4

Coro The Chocolate Café

Neste café, há uma boa variedade de waffles e panquecas, entre outras opções, para aqueles que estão querendo pausar a correria da viagem e dar aquela chutada de balde merecida de todas férias que se prezem.

Museum of Edinburgh

De entrada gratuita, este pequeno museu traz mobília, vestuário, peças de decoraçāo, utilizades domésticas, documentos e muitos outros objetos que contam a história da cidade.

O prédio, aliás, já é bonito por si só.

Dica

Se sobrar tempo para mais um museu pequeno, vale dar uma passada no The People’s Story Museum. Focado na classe trabalhadora do século XVIII até os dias de hoje, apresenta ao visitante um pouco de como era a vida do trabalhador na cidade através de narrações, documentos, objetos e muito mais. Ah! E também é gratuito.

Bakehouse Close

A partir de Canongate, lodo ao lado do Museu de Edimburgo, entre no “túnel” da via chamada Bakehouse Close. Assim que passar este pequeno arco da entrada, olhe por toda a área aberta.

Na série Outlander, aqui era Carfax Close, local em que as personagens Claire e Jamie se reúnem novamente.

Holyrood Abbey

As ruínas desta abadia fundada em 1128 pelo rei David I da Escócia impressionam e ainda conseguem dar uma boa ideia do seu papel importante no passado da cidade.

Seu telhado, originalmente de estrutura de madeira, foi substituído entre 1758 e 1760 por abóbodas de pedra, que sobrecarregaram a estrutura geral da abadia. O teto viria a cair em 1768.

Curioso sobre o nome? Rood é uma das palavras para cruz, especialmente aquela onde Jesus foi crucificado. Holy é “sagrado”, ou seja, Holyrood Abbey seria algo como “Abadia da Cruz Sagrada”.

Holyrood Palace

Fundado originalmente em 1128 pelo rei David I como um monastério agostiniano, a área vizinha à Abadia de Holyrood foi limpa em 1501, onde foi construído um palácio para o rei James IV e sua espoa, Margaret Tudor (irmã do rei Henrique VIII).

Sucessivas renovações e expansões foram promovidas nos séculos seguintes, chegando ao palácio que vimos hoje, que serve ainda nos tempos atuais como a residência oficial do monarca britânico na Escócia.

A visita a algumas áreas do palácio é permitida via compra de um ingresso de 18 libras (para adultos, em valor para compras antecipadas na data de publicação deste texto). A abadia, aliás, está inclusa neste valor.

Aviso

Em ocasiões especiais, como quando líderes religiosos ou o próprio monarca estão nas dependências do palácio, as visitas podem ser canceladas. Na ocasião da minha visita, por exemplo, não consegui entrar.

Arthur’s Seat

Acima, um céu cheio de nuvens, abaixo, muitas casas. No meio da imagem, vemos uma cadeira de morros, cobertos de vegetação verde e flores amarelas.
Vista de Holyrood Park e Arthur's Seat a partir de Calton Hill.

Ao lado do palácio, passando por uma praça com espelho d’água, vemos um morro imponente. É a colina do Holyrood Park, que tem como ponto mais alto Arthur’s Seat.

O tempo do percurso varia conforme a rota que você pegar, mas pode-se separar cerca de duas horas, somando a ida e a volta.

A vista de lá é deslumbrante, apresentando a cidade de Edimburgo e, de outro ângulo, a foz do rio Forth.

Arthur’s Seat fica no topo de um antigo vulcão, onde há um tipo de refúgio fortificado de colina, um de 4 existentes que remontam a uma história de 2 milênios.

O local fica a 251 metros acima do nível do mar.

St James Quarter / LEGO Store

Este shopping centre apresenta aquilo que se espera se uma boa galleria no Reino Unido.

O destaque, porém, vai para a loja da LEGO que eles têm aqui, em especial ao mural que fizeram, que engloba alguns elementos típicos escoceses.

Obviamente, tenha em mente que a loja pode ser alterada de tempos em tempos, então pode não ter mais o painel do monstro do Lago Ness que encontrei em 2022.

Dia 5

Dean Village

A vila de Dean empresta seu nome de dene (algo como “vale profundo”).

Antigamente chamada de Vila de Water of Leith, fazendo menção ao rio vizinho, foi conhecida por vários séculos pelos seus moinhos para processamento de grãos, todos movidos pelas águas daquele curso d’água.

Hoje, apesar de conter elementos modernos, como iluminação e sinais de trânsito, proporciona uma imersão quase perfeita nos seus muitos séculos de história.

Water of Leith Walkway

Water of Leith é o principal rio que atravessa Edimburgo.

Há um percurso de caminhada que segue parcialmente este rio em um corredor verde muito agradável.

O percurso começa em Balerno, uma vila nas bordas da capital escocesa, indo até Leith, bairro de Edimburgo, onde o rio se encontra com o rio Forth em sua foz. O total do trajeto é de 12 milhas (cerca de 19,3 km).

Por limitação de tempo e coragem (sejamos realistas), fiz apenas parte do trajeto, começando em Dean Village e indo até os arredores do Stockbridge Market.

No site oficial, é possível conferir o audioguia gratuito (“audio trail”) e um PDF com o mapa simplificado do percurso total.

Durante o trajeto, há vários pontos de interesse. A seguir, incluo alguns do que observei.

Bell’s Brae Bridge

Esta pequena ponte oferece uma vista privilegiada para o rio Leith, ladeada por construções antigas, incluindo de Dean Village.

Dean Bridge

Finalizada em 1831, esta ponte possui 136 metros de comprimento e 32 metros de altura, com quatro arcos.

Contemplá-la a partir da margem do rio é fascinante!

St. Bernard’s Well

Em 1760, uma nascente foi descoberta às margens do rio (e logo ao lado do trajeto de Water of Leith), se transformando numa atração em pouco tempo.

À época, acreditava-se que a água de fontes naturais era portadora de propriedades medicinais/curativas.

Em 1789, um poço com uma casa de bomba e uma cobertura com um círculo de colunas e uma abóbada foi construído.

Na parte superior, logo abaixo do teto, temos uma escultura da deusa grega da saúde, Hígia.

Logo abaixo, temos a sala da bomba, que fica fechada para o público a maior parte do tempo, mas que diz-se ter um teto coberto com um lindo mosaico.

Stockbridge Bridge / 6 TIMES

Quem passa por esta ponte na vizinhança de Stockbridge pode pensar que não há nada demais.

Observe, porém, o lado em direção à parte superior do curso do rio e verá uma interessante escultura de uma pessoa de pé, como se estivesse flutuando ao nível da água.

Trata-se de uma de 6 esculturas criadas por Antony Gormley, um escultor britânico natural de Londres. A série, compreensivelmente chamada de 6 TIMES (“6 vezes”) retrata 6 esculturas humanas em escala real em uma pose parecida, sempre eretas e com um semblante enigmático.

Esta ao lado da ponte em Stockbridge é a de número 3, mas o percurso vai dos arredores de Modern One (outra das National Galleries of Scotland) e segue até a foz do rio Forth, seguindo quase completamente o percurso de Water of Leith (para o mapa, siga esta página).

The Howdah Tea and Coffee Company

Sempre que posso, gosto de parar em algum café local e experimentar alguma coisa.

The Howdah Tea and Coffee Company foi uma grata surpresa. Apesar da pequena fachada, seu interior guarda uma rica seleção de grãos de café e variedades de chá.

Tomei um café rapidinho e belisquei qualquer coisa enquanto me sentava no longo banco de madeira que segue da entrada da loja até o final.

Um charme de lugar e o dono, pura simpatia.

Georgian House

Para quem gosta de arquitetura e decoração, esta casa pode ser um deleite.

Toda restaurada, abriga mobiliário e decoração que representam de forma muito fiel a vida daqueles que viveram e moraram aqui entre o final do século XVIII e início do século XIX.

Infelizmente, não consegui fazer a minha visita (parecia estar fechada), mas ouvi boas recomendações do local.

Burgers and Beers Grillhouse

Esta hamburgueria é conhecida por seu cardápio com opções de carne Angus da cidade de Aberdeen, mas também apresenta várias alternativas.

O local é bem estiloso e agradável.

Ah! Nem todo mundo sabe, mas Angus é uma raça de gado originária do nordeste da Escócia, ou seja, você está em boas mãos por aqui. :)

Scottish Parliament

Como já disse anteriormente, a Escócia conseguiu em 1998 a aprovação para a restituição de um parlamento local.

Fundado em 12 de maio de 1999, é composto de 129 membros em um prédio moderno e estiloso, que foi inaugurado em 2004.

A visita é gratuita e acontecem tours guiados em intervalos fixos.

Segui um dos guias e consegui conhecer mais das regras e curiosidades sobre o local. Pude também sentir o orgulho e alegria dos escoceses pela conquista.

Entre os fatos inusitados que aprendi, descobri que há colmeias em uma parte das dependências, cuja cera é utilizada para selar cada lei aprovada na instituição.

As abelhas produzem entre 36,2 e 54,4 litros de mel, que são vendidos na lojinha de souvenirs do local.

Extras

Por conta do clima nos dias da minha visita e por restrição de tempo, acabei não fazendo tours guiados por outras regiões escocesas a partir da capital, mas há opções bem interessantes.

Antes da sua visita, não deixe de conferir, por exemplo, um trajeto de quase um dia completo que faz algumas paradas rumo ao Norte e tem como principal atração o Lago Ness, do famoso monstro escocês.

Há também passeios que incluem percursos por regiões onde há a criação das vacas Highland, as simpáticas vacas “ruivas” das Terras Altas da Escócia.

Dependendo da época do ano, vale conferir também o Edinburgh Festival Fringe, o maior festival de artes do mundo.

Em 1947, ele foi criado como alternativa ao Edinburgh International Festival, também um festival de artes que acontece na mesma época, em agosto de cada ano.

Para se ter uma ideia, o Edinburgh Festival Fringe durou 25 dias em 2019, com 59600 apresentações de 3841 espetáculos diferentes. Entre as opções, comédia (a principal), danças, circo, cabaré, musicais e até ópera.

Para que você tenha uma ideia, a série Fleabag (do canal BBC Three e da Amazon Studios), nasceu como um show de apenas uma mulher escrito (e encenado) pela atriz inglesa Phoebe Waller-Bridge. A primeira apresentação do show original ocorreu na edição de 2013 do festival.

Outro dos festivais que acontecem em agosto todos os anos é o Royal Edinburgh Military Tattoo, uma série de apresentações das Forças Armadas Britânicas, da Commonwealth e de vários outros países.

As apresentações vão desde bandas militares a grupos de dança.

Onde se hospedar

Edimburgo apresenta uma boa oferta de hotéis, para diferentes públicos.

Na ocasião da minha visita, optei pela unidade Travelodge Edinburgh Haymarket (da rede acessível Travelodge). Sendo bem sincero, não recomendo esta unidade. Tive problemas com o chuveiro, excesso de barulho nos corredores e o prédio não me pareceu bem conservado.

Por outro lado, e também para não te deixar sem opção, consultei uma amiga que também viaja a um orçamento similar e ela me recomendou outro hotel da mesma faixa de público e preço: Haymarket Hotel. Explico: Haymarket é o nome da vizinhanca, por isso a semelhança no nome de ambos os hotéis.

Como chegar à Edimburgo

Há diversas forma de chegar à Edimburgo, dependendo da cidade de origem. Eu, por exemplo, saí de Londres e fui de trem, em percurso de pouco mais de 4 horas e com poucas paradas, usando o serviço da empresa Lumo. Eles são uma espécie de empresa “low-cost” de trens. Em 2022, o percurso de ida e volta custou um total de 47,60 libras, em uma campanha de lançamento.

Com a inflação que atingiu o Reino Unido desde então, estes preços devem ser quase impossíveis de achar, mas com boa antecedência e aproveitando promoções, ela ainda tende a ser mais barata do que sua principal concorrente, LNER (estatal), que também possui serviços rápidos entre Londres e Edimburgo.

Lumo e LNER operam entre as estações London King’s Cross e Edinburgh (Waverley). No caso da Avanti West Coast, há uma linha entre London Euston e Edinburgh (Waverley), mas que dura 6 horas e faz inúmeras paradas.

Uma das vantagens de se viajar de trem até lá é o conforto, o fato de tanto a saída quanto a chegada ocorrer em estações bem centrais (economizando o tempo de deslocamento até o meio de transporte) e a paisagem, que é particularmente linda nas últimas horas da viagem, já na Escócia.

Há ainda voos entre Londres e Edimburgo, que duram entre 1 hora e 1 hora e meia. Sinceramente, dado o tempo de deslocamento até o aeroporto de Londres e, em Edimburgo, do aeroporto até o centro da cidade, acho que raramente vale a pena (exceto pelos preços em alguns contextos).

Por último, e talvez a opção mais acessível em viagens mais em cima da hora, temos os trajetos de ônibus. Há percursos diretos e com paradas. No caso da viagem contínua, o percurso dura cerca de 10 horas.

Mapa do tesouro

Conclusão

Edimburgo é uma cidade que merece muitas visitas e é de longe uma das minhas preferidas no Reino Unido até agora.

Espero que o roteiro da capital escocesa tenha te inspirado a conhecê-la também. Não irá se arrepender!

Até a próxima! :)


Imagem de destaque:
Vista do Castelo de Edimburgo e de Castle Rock, com Princes Gardens logo abaixo.
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