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Roma: roteiro completo

Viagens20/09/2022

Que a “cidade eterna” tem atrações para todos os gostos, não há dúvidas.

O problema (que qualquer um gostaria de ter) está em escolher o que se deve fazer pela cidade.

Eu também passei por isso quando estava montando o roteiro e já aviso de antemão: mesmo fazendo inúmeras viagens, você sempre terá algo novo para conhecer.

Neste texto, portanto, trago o roteiro que segui na minha primeira visita à cidade, que dividirei conforme ocorreu meu passeio por lá.

Analisando cada item, você conseguirá entender se ele faz sentido para você e, se quiser, montar sua própria versão.

Ci vediamo a Roma! (Nos vemos em Roma!)

Primeiro dia

Fontana di Trevi

Em primeiro plano, um espelho d'água azul claro. Logo atrás, uma fonte toda esculpida cobre a fachada de um prédio. Temos uma série de rochas brancas, com uma estátua clara ao centro e outras duas nas laterais. Elas estão posicionadas nos três arcos centrais da fachada de um prédio.
Fontana di Trevi, Roma.

A Fontana di Trevi foi construída no final do então Aqueduto de Acqua Vergine, tendo sido completada em 1762. Este aqueduto, aliás, é muito mais antigo do que a fonte, tendo sido destruído durante as chamadas Guerras Góticas. Em 1453, foi reconstruído a pedido do papa Nicolau II.

O nome da fonte vem de tre vie (três vias), já que originalmente ficava na interseção de três ruas.

É considerada a maior fonte barroca da Itália, sendo mundialmente conhecida.

Aqui, vale uma dica: para conseguir visitá-la de forma satisfatória (e evitar a multidão de sempre), vá sempre lá pela meia-noite ou antes das 8 da manhã.

Há duas tradições interessantes relacionadas à fonte que merecem sua atenção:

  • Jogar moedas na fonte: originada com o filme estadunidense “A Fonte dos Desejos” de 1954, criou-se o hábito de lançar moedas à fonte para realizar desejos. Conforme o costume, deve-se lançar a moeda de costas para a fonte e com a mão direita, jogando o objeto por cima do ombro esquerdo. Há três opções, conforme a vontade do “freguês”:
    • 1 moeda e você retornará à cidade;
    • 2 moedas e você se apaixonará por um(a) italiano(a);
    • 3 moedas e você se casará com seu novo amor.
  • Dentro do complexo da Fontana di Trevi, do lado direito do espelho d’água, mais ao fundo, há a Fontanella degli Innamorati (Fonte dos Apaixonados). Duas bicas d’água caem em formato de “X” sobre uma espécie de caixa de pedra. Diz a lenda que casais que bebem desta água permanecem apaixonados e confiantes na relação para sempre.
Aviso

Nas proximidades da fonte, há o Vicus Caprarius - La Città dell’Acqua, que dá acesso a uma antiga rede de apartamentos a cerca de 9 metros abaixo do nível atual da rua. Estas ruínas fazem parte de uma estrutura de residências construídas logo após o incêndio de 64 d.C., que havia danificado significativamente a cidade. É cobrada entrada.

Piazza di Spagna / Fontana della Barcaccia

A Piazza di Spagna (ou Praça da Espanha) é uma das mais famosas de Roma. Ficando aos pés da Escadaria da Espanha (Scalinata di Trinità dei Monti, que abordarei mais tarde), tem como principal atração a Fontana della Barcaccia (Fonte da “Canoa Velha”), uma fonte/escultura concluída entre 1627 e 1629, com projeto e execução de Pietro Bernini.

Ao redor desta praça, aliás, você verá lojas de algumas das grifes mais caras do mundo, mas também muitos restaurantes interessantes.

O nome da praça se deve por sua proximidade com o Palazzo di Spagna, que abriga a Embaixada Espanhola para a Santa Sé.

Vaticano

Passei a maior parte do dia no Vaticano. A localidade, dependendo do seu ritmo, toma facilmente um dia todo. Confira o roteiro: Vaticano: roteiro completo na Santa Sé.

Euroclero

Após passear pelo Vaticano, minha família e eu passamos nesta loja de artigos religiosos.

Focada em itens litúrgicos, como estola, cíngulo e batina, foi um local interessante para comprar um presente para um amigo da época da escola que hoje é padre.

Segundo dia

Scalinata di Trinità dei Monti / Trinità dei Monti (igreja e convento)

Esta escadaria de formato sinuoso foi construída entre 1723 e 1726, com projeto de Francesco de Sanctis.

Conecta a Piazza di Spagna à Piazza della Trinità dei Monti, que abriga a igreja di Trinità dei Monti.

Esta igreja renascentista do século XVI abriga também um convento. O templo pode ser visitado gratuitamente, exceto em período em que alguma celebração estiver em curso.

Ah! Para quem gosta de francês, saiba que ela é uma das cinco igrejas francófonas da capital italiana.

Em frente à igreja, você poderá conferir também o Obelisco Sallustiano, um obelisco egípcio dos séculos II ou III d.C., cujos hieróglifos foram adicionados após sua chegada à Roma.

Piazza Mignanelli / Colonna dell’Immacolata

Anexa à Piazza di Spagna, o destaque desta pequena praça é a Colonna dell’Immacolata.

A coluna possui uma estátua no topo, em homenagem à Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Feita no fim do século XIX, foi projetada por Luigi Poletti.

Basilica di San Clemente al Laterano

Há menções e registros que mencionam atividade religiosa e outros fins neste local desde o século I d.C., sendo a basílica atual a segunda existente no local.

Esta teria sido completada por volta do ano de 1120 d.C. Seu estilo é uma mistura de paleocristão e romanesco.

Embora seu exterior faça crer que se trate de um templo mais simples e bem deteriorado, é em seu interior que se revela uma basílica repleta de detalhes, com teto trabalhado em madeira e todo coberto de pinturas.

Colosseo (Coliseu)

Maior anfiteatro construído durante o Império Romano, o Coliseu foi finalizado no ano 80 d.C., quando a região estava sob o governo de Tito Flávio César Vespasiano Augusto (ou “Tito”, para os íntimos).

Seu nome original era Anfiteatro Flaviano, mas seu nome foi alterado para “Colosseo” (Coliseu) devido a uma grande estátua que existia por ali, o “Colosso de Nero”.

Passeando pelo monumento, que possui 188 metros em seu “diâmetro maior” e 57 de altura, podemos conferir alguns materiais que abordam parte da história da construção, desde os seus cerca de 500 anos de fato em atividade até as diferentes intervenções posteriores no decorrer da sua história.

O ingresso para adultos, incluindo Coliseu, Fórum Romano e Palatino, custava 16 euros em junho/2022, sem acesso à área subterrânea do Coliseu. Há opções com descontos e até mesmo gratuitas.

É extremamente aconselhável que se adquira as entradas pela internet, com antecedência.

Arco di Constantino

Arco triunfal inaugurado no ano 315 d.C. em homenagem ao Imperador Constantino O Grande, sendo uma comemoração encomendada pelo Senado Romano pela vitória contra Magêncio na Batalha da Ponte Mílvia.

Construído de concreto (em blocos) e coberto de mármore, possui 21 metros de altura e 21,9 metros de largura, tendo 3 arcos internos.

Foro Romano

Em uma planície gramada em tons amarelados, temos uma série de ruínas, entre colunas, paredes e caminhos. Ao fundo, algumas construções mais preservadas, todas em tons de bege.
Vista parcial do Foro Romano, Roma.

O Foro Romano (Fórum Romano) é uma grande área retangular totalmente ladeada por diversas construções antigas do período do Império Romano, majoritariamente em ruínas.

Em seu período de atividade, que durou séculos, esta área funcionava como centro comercial, local de julgamentos e até mesmo como via para desfiles triunfais (Lembra do arco que citamos acima? Vizinho do foro!).

Palatino (colina)

Esta colina central em Roma (das sete da cidade), abrigava os palácios do Império, sendo considerada o primeiro núcleo deste.

Além disso, diz-se que foi na colina que Roma começou, com estudos mostrando que já existiam pessoas ali desde pelo menos o século X a.C.

Em uma caverna nesta mesma colina (ainda não localizada), temos também o ponto de partida para a história mítica da criação da cidade.

A caverna, chamada de Lupercal, é onde a loba (Lupa Capitolina) teria encontrado os gêmeos Rômulo e Remo, dando a eles de mamar para que sobrevivessem. Pouco depois, um pastor (Fáustulo) encontra os irmãos e, depois de muitas reviravoltas, Rômulo se torna o primeiro rei da cidade.

Terceiro dia

Villa Borghese / Galleria Borghese

Em uma sala cheia de detalhes de cores, entalhes e pedras diferentes, temos uma escultura central em pedra branca. Ê retratado um homem barbudo (o deus romano Plutão), que tenta agarrar uma moça à força (Proserpina).
O Rapto de Proserpina (1621-1622), de Bernini. Galleria Borghese, Roma.

Os jardins da Villa Borghese são um jardim inglês, sendo o terceiro maior parque público de Roma.

Possui diferentes museus e atrações, sendo a Galleria Borghese a mais conhecida.

A Galleria Borghese é uma galeria de arte que abriga um número considerável de esculturas, pinturas e artigos de antiguidade.

Entre os destaques, podemos citar importantes obras de Raffaello, Leonardo da Vinci, Caravaggio e vários outros. Cito aqui, apenas a título de exemplo, algumas obras lá exibidas:

  • Rapaz com Cesto de Frutas (circa 1593), pintura de Caravaggio;
  • Deposição [Borghese] (1507), pintura de Raffaello;
  • Amor Sacro e Amor Profano (circa 1515), pintura de Tiziano;
  • O Rapto de Proserpina (1621-1622), de Bernini.

O ingresso custava (junho/2022) 15 euros, mas há formas de desconto e até mesmo gratuidade disponíveis.

Chiesa di San’Ignazio di Loyola [in Campo Marzio]

Vê-se um grupo de pessoas no corredor central de uma igreja com ricos detalhes esculpidos na paderes, arcos de mármore nas laterais, um domo escuro mais ao fundo e, mais distante, um altar com esculturas e detalhes dourados.
Chiesa di San'Ignazio di Loyola, Roma.

A história desta igreja titular se conecta com a do Collegio Romano (em português, Universidade Romana), o mais famoso seminário de Roma, fundado em 1551 por Santo Inácio de Loyola.

Mais tarde, com o crescimento do seminário, o papa Gregório XV encomendou a construção de uma igreja dedicada a Santo Inácio de Loyola, que foi consagrada em 1722.

De estilo barroco, a igreja possui um rico telhado pintado, que inclui, entre outros elementos de destaque, uma pintura que simula o interior de um domo, feita por Andrea Pozzo.

Curiosidade

Igreja titular é cada uma das igrejas primitivas de Roma, que receberam como nome aquele do proprietário/fundador deste templo, que exercia esta posição a partir da autorização da Igreja Católica.

Altare della Patria / Basilica di Santa Maria in Ara Coeli

Em primeiro plano, um gramado com a bandeira tricolor italiana feita de flores Ao fundo, uma grandiosa construção bege, com esculturas escuras ornamentando as laterais e o centro. Em um nível superior da construção, a fachada é toda de colunas.
Altare della Patria, Roma.

O Altare della Patria, oficialmente Monumento a Vittorio Emanuele II (primeiro rei da Itália unificada), é um gigantesco prédio/monumento em homenagem ao rei já citado, construído entre 1885 e 1935.

De estilo neoclássico, está localizado em parte da colina Capitolina, fazendo frente para a Piazza Venezia (bom lugar se quiser tirar uma foto do monumento).

Além de uma estátua equestre de Vittorio Emanuele II e de uma tumba de um militar desconhecido, este espaço abriga ainda um museu da Itália unificada e outras estruturas.

Logo atrás, em um nível superior, temos ainda a Basilica di Santa Maria in Ara coeli (algo como “Santa Maria do Altar Celeste”), uma igreja titular, cuja construção teria ocorrido entre os séculos XIII e XVIII, misturando barroco e gótico. A primeira igreja ali construída, porém, remonta ao século VI.

É muito famosa pela imagem do menino Jesus (Il Bambinello dell’Aracoeli), escultura talhada em madeira de oliveira do Jardim Getsêmani (Jesuralém) no século XV. Dotada de poderes miraculosos, pessoas vinham até ela para receber a cura de doenças.

Em 1994, a escultura original foi furtada, jamais sendo reencontrada. Em seu lugar, existe uma cópia.

Pantheon

O Pantheon foi “inaugurado” por volta de 126 d.C., como um templo romano, passando a ser uma igreja católica (Basilica di Santa Maria ad Martyres) no ano de 609 d.C.

A estrutura possui um formato cilíndrico, com um pórtico repleto de colunas na sua fachada. O círculo interior do monumento possui um diâmetro de 43 metros, mesma medida da altura da construção.

Como o nome sugere, o “panteão” romano foi o local escolhido para os túmulos de muitas pessoas importantes. Só para citar alguns, é aqui que estão enterrados o pintor Raffaello; o rei Vittorio Emanuele II; o rei Umberto I, filho de Vittorio Emanuele II; e a rainha Margherita (esposa de Umberto I);

Piazza della Minerva / Elefantino e Obelisco della Minerva

Esta praça recebe tal nome por ter existido ali um templo em homenagem a Minerva, deusa romana da sabedoria, justiça [… e muitas outras coisas].

Em um dos seus lados, temos a igreja gótica de “Santa Maria sopra Minerva” (Santa Maria sobre [por cima de] Minerva), consagrada em 1370.

Em outra borda da praça, temos um convento de Dominicanos, que foi usado no século XVII como sede para as Inquisições Romanas. Galileo Galilei, por exemplo, teria sido julgado aqui.

Na meio da praça, temos ainda o Elefantino e Obelisco della Minerva, obra de Bernini de 1667. A escultura exibe um elefante carregando um obelisco. Este obelisco, aliás, teria sido retirado de um antigo templo romano à Isis.

Chiesa di San Luigi dei Francesi

A “Igreja de São Luís dos Franceses” é uma das igrejas nacionais de Roma. Ela foi completada em 1589.

De estilo barroco, destaca-se, entre outras coisas, por abrigar trabalhos importantes de Caravaggio e vários outros pintores e artistas italianos.

Curiosidade

Igrejas nacionais são instituições criadas durante a Idade Média em Roma, que tinham como propósito atender fiéis de um local específico. Não necessariamente seriam uma igreja, podendo ser ainda um hospital ou local de hospedagem.

Piazza Navona

Uma das principais praças de estilo barroco da capital italiana, a Piazza Navona foi construída onde antes existiu o Estádio de Domiciano, cujas ruínas ficam no subterrâneo e podem ser visitadas. O estádio, aliás, data do ano 86 d.C.

A praça conserva o formato do antigo estádio, que originalmente servia para competições entre atletas.

Em seu formato atual, a praça abriga três fontes: Fontana del Moro (obra de Giacomo della Porta), Fontana del Nettuno (também de Della Porta) e Fontana dei Quattri Fiumi (“Fonte dos Quatro Rios”, de Bernini), com um obelisco no centro e quatro estátuas (representando 4 grandes rios).

Curiosidade

Os quatro grandes rios representados na Fontana dei Quattri Fiumi, dos 4 continentes cuja influência papal já existia, são: Ganges, Nilo, La Plata e Danúbio.

Esta praça é uma das mais famosas da cidade, tendo já aparecido em diversos filmes, como Anjos e Demônios (de Dan Brown) e “Ontem, Hoje e Amanhã”, estrelado por Sophia Loren.

Piazza del Campidoglio

Uma rampa leva a uma passagem ladeada por duas esculturas masculinas, cada uma com um cavalo de pedra ao lado. Ao fundo, uma construção de paredes alaranjadas.
Piazza del Campidoglio, Roma.

Localizada no topo da Colina Capitolina, tida como a principal de Roma, esta praça foi projetada por Michelangelo entre 1534 e 1538. Infelizmente, Michelangelo não pôde ver sua conclusão, já que a praça teve sua construção finalizada somente no século XVII.

Diz-se que o projeto da praça se deu, principalmente, depois da visita de Carlos V, líder do Sacro Império Romano, em 1536. O papa Paulo III, governante dos Estados papais à época, sentiu imenso constrangimento pela procissão que teria passado por ali, que expôs o estado deplorável que aquela parte da cidade demonstrava já há alguns séculos, inclusive servindo como campo de pastagem de cabras.

Repleta de estátuas e monumentos, parte de seus trabalhos, seguindo os projetos originais de Michelangelo, foram executados por Giacomo della Porta.

Ao redor da praça, temos algumas construções muito importantes da cidade, como o “Palazzo dei Conservatori”, os Museus Capitolinos, o “Palazzo Nuovo” e “Palazzo Senatorio” (sede da administração da cidade).

Lupa Romana (ou Lupa Capitolina)

Muitos podem passar sem perceber por esta escultura de uma loba amamentando dois meninos, que fica no topo de uma coluna do lado esquerdo do Palazzo Senatorio.

Esta é uma réplica da estátua de bronze original que está nos Museus Capitolinos (Musei Capitolini), também na área da Piazza del Campidoglio.

Na escultura, temos a Loba Capitolina (ou Lupa, em italiano), uma das três personagens principais na lenda da criação de Roma.

A escultura original, porém, foi doação do Papa Sisto IV, fazendo originalmente parte da fachada do palácio do museu, sendo guardada em seu interior quando Michelangelo iniciou seus trabalhos na praça. De início, ela não possuía os gêmeos, adicionados posteriormente. Acredita-se que a obra date do século V a.C., não tendo originalmente relação com a lenda em si.

Basilica di Santa Maria in Cosmedin / Bocca della Verità

Esta basílica medieval foi fundada no século VI d.C., sobre as ruínas de um antigo templo dedicado a Hércules. Sua construção, porém, se deu no século VIII, tendo sido concluída no século XI. Seu estilo é romanesco.

Em um altar do lado esquerdo desta basílica, repousa um crânio ornado com flores, que diz-se ser de São Valentim.

Apesar de “simples” se comparada com outras igrejas mais conhecidas, destacam-se seu telhado de estrutura em madeira, seu piso de ladrilhos super detalhado e alguns afrescos ainda bem preservados.

Outro fator que tornou este templo muito conhecido é a Bocca della Verità.

Em um formato que lembra uma moeda, a escultura antiga de uma face é provavelmente uma antiga tampa de bueiro.

Segundo uma lenda largamente conhecida, ela pode verificar se o visitante está mentindo: se alguém coloca sua mão na boca da escultura e depois diz alguma mentira, receberá como resposta uma mordida, machucando-se gravemente.

Trastevere

Conhecido bairro boêmio de Roma, é repleto de cafés e restaurantes. Vale passar por aqui para aproveitar um pouco da vida noturna local.

Quarto dia

Piazza della Repubblica

Esta praça circular é do fim do século XIX e abriga a Fontana delle Naiadi, uma fonte lindíssima, que é “vigiada” por quatro ninfas montadas cada uma em um animal diferente. No centro, temos ainda um tritão e um golfinho.

Santa Maria degli Angeli e dei Martiri

Logo em frente à praça que acabei de mencionar, temos esta lindíssima basílica.

Na antiguidade, eram as Termas de Diocleciano que existiam por ali, tendo sido construídas entre 298 e 306 d.C. Em seu lugar, existem hoje três estruturas: San Bernardo alle Terme (igreja), a Basilica di Santa Maria degli Angeli e dei Martiri e um dos prédios do Museo Nazionale Romano.

Aproveitando as estruturas das termas, o projeto desta igreja é de Michelangelo, quando este já estava com 86 anos. A igreja havia sido encomendada pelo papa Pio IV, ouvindo incentivos de Antonio Lo Duca, um padre da Sicília. Os trabalhos começaram em 1562.

Com a morte de Michelangelo, em 1564, Jacopo Del Duca (aprendiz de Michelangelo e sobrinho de Lo Duca), continuou os projetos.

A construção, porém, passou por muitas modificações no decorrer do tempo. Uma das mais significativas foi de Luigi Vanvitelli que, entre outras coisas, projetou uma fachada voltada para a Praça da República em 1750, que acabou por ser demolida em 1911.

Passando por lá, olhe com calma. A fachada atual mostra as ruínas das termas originais, quase fazendo com que se pense que por ali não existe um templo.

Castel Sant’Angelo

Conhecido como o Mausoléu de Adriano, este local foi construído a partir de 135 d.C. para servir como local de sepultamento para o imperador que lhe empresta o nome e sua família.

No topo, vê-se um anjo. O item foi adicionado a pedido do papa Gregório I em 590 d.C., durante um período em que a cidade sofria com uma epidemia da “Peste”. Em um sonho, o Arcanjo São Miguel teria anunciado o fim da epidemia. Daí a homenagem.

Por volta de 1277, uma conexão entre o Vaticano e esta fortaleza teria sendo construída, proporcionando aos papas um refúgio em caso de revoltas.

Hoje em dia, porém, o local é um museu. Leve em consideração, porém, que este não é um museu prioritário para quem visita a cidade.

Onde se hospedar

Nesta viagem, fiquei em uma hospedagem e minha irmã e meu cunhado ficaram em outro local.

Ambos são lugares simples, daqueles que não oferecem café da manhã, mas apenas a hospedagem. Além disso, o local não possui recepção, sendo o atendimento por e-mail/telefone.

Se quiser, poderá dar uma olhada na ”My Spanish Steps Guest House” e na ”Spagna Secret Rooms” no Mapas do Google, onde poderá escolher qual site utilizar para se hospedar.

A localização de ambos os estabelecimentos é fenomenal, nos arredores da Praça da Espanha, a menos de 10 minutos da Fontana di Trevi, por exemplo.

Onde comer

Se tem uma coisa que pratiquei MUITO em Roma foi o ato de comer.

Não sou muito vislumbrado com locais de luxo. Em vez disso, costumo procurar por locais interessantes a um preço justo ou, melhor ainda, endereços que locais frequentem.

Comer barato em Roma não é algo tão fácil, principalmente se for próximo de locais turísticos, mas a lista abaixo ajuda bastante neste sentido.

L’antica Birreria Peroni

Lugar bastante concorrido, o atendimento aqui é acelerado, mas simpático.

Além de pratos tradicionais italianos (era de se imaginar), servem cerveja (daí o nome), vinho e bebidas não alcoólicas diversas.

Aberta desde 1906, foi uma das melhores opções de restaurante que visitei na cidade.

Antica Osteria Croce

Como se espera de uma boa osteria italiana, servem pastas saborosas, além de pizza e outros pratos.

La Buvette

Este bistrô não é definitivamente uma pechincha, mas a experiência é bacana e a comida, saborosa.

O croissant recheado e o espresso estavam muito bons.

Oppio Caffè

Este café/restaurante se destaca (sem querer menosprezá-lo) pela vista privilegiada do Coliseu.

A pasta e o Aperol daqui, porém, estavam excelentes!

Gelateria La Strega Nocciola

Para os fãs do sorvete artesanal italiano, este local é uma ótima pedida. Local pequeno, sem espaço para sentar.

Sugo d’Oro

Nas proximidades da Piazza di Spagna, este restaurante serve pizzas, pasta e frutos do mar excelentes.

Gelateria Elisa

Na Via di Propaganda, esta gelateria é outro local repleto de opções excelentes.

La Casa del Caffè Tazza d’Oro (na Via degli Orfani)

Este charmoso café serve boas sobremesas italianas, além de itens para café da manhã.

Pompi

Na Via della Croce, este é um dos locais mais famosos de Roma para quem procura um bom tiramisù. Além do tradicional, eles servem algumas variações bem interessantes.

Dicas

Quando for comprar bilhetes para museus e construções históricas, como o Coliseu, verifique todas as categorias de bilhete.

Algumas atrações possuem dias gratuitos, além de perfis de clientes com desconto ou gratuidade, como cidadãos italianos residentes no exterior (registrados no AIRE).

Além das estações de metrô, há alguns postos onde você pode comprar os bilhetes de transporte, como alguma tabaccheria (loja de cigarros, bilhetes de loteria, etc).

Além disso, é possível utilizar o aplicativo myCicero (iPhone/Android). Nele, você adquire bilhetes individuais, que podem ser apresentadosao motorista no momento do embarque no ônibus. Se for de metrô, basta ler o qr-code da tela.

Atenção: no transporte público, sempre valide seu bilhete ao entrar, seja passando na catraca, fazendo o “controllo” em uma das máquinas dentro do ônibus ou iniciando o bilhete no celular.

Se for adquirido o bilhete individual de ônibus, este vale por 100 minutos e poderá ser utilizado também no metrô, tram e trens urbanos. O custo é de 1,50 €.

Há também bilhetes de 24 horas, 72 horas e semanais, mas verifique o custo antes para saber se compensa.

As fontes de Roma, incluindo as de parede, possuem água própria para o consumo. Ao invés de comprar água mineral toda hora, leve uma garrafinha contigo e recarregue sempre que preciso. Nem todas as fontes estão em bom estado, claro, mas consumi água de lá sem problemas.

As fontes em formato de “torre” no chão são chamadas de nasoni (no singular, nasone), “narigões”. Para localizar a fonte mais próxima, vale utilizar o aplicativo colaborativo Waidy Wow, que mostra todos os pontos disponíveis em um mapa. Para baixar o aplicativo, basta ver a opção compatível com o seu celular no site oficial.

Como chegar ao centro de Roma a partir do aeroporto

Há mais de um aeroporto próximo de Roma, mas o principal é o Fiumicino (Aeroporto Internazionale Leonardo Da Vinci).

Por ficar fora da cidade, sua opção mais interessante em termos de transporte até a capital será por trem até a estação Roma Termini. De lá, poderá procurar a estação Termini de metrô e seguir até o ponto específico da cidade onde ficará hospedado.

O bilhete do Leonardo Express, trem direto até Roma, custa 14 euros e o percurso dura 32 minutos. Há também trens regionais partindo do aeroporto, mas demoram mais do que o dobro do tempo. Neste caso, custam 8 euros por pessoa.

Se estiver em um grupo, o pacote “Minigruppi” de 4 pessoas tem desconto, custando 40 euros.

O trem parte, nos horários de pico, a cada 15 minutos.

Mapa do tesouro

No mapa abaixo, além do roteiro completo, adicionei alguns pontos extras que não consegui visitar, mas que devo incluir em futuras visitas à cidade.

Até a próxima! :)


Imagem de destaque:
Vista de uma das faces do Coliseu, em Roma.
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