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Roteiro de 1 dia em Toledo, Espanha

Viagens03/07/2022

Olá!

Hoje eu gostaria de apresentar a vocês a majestosa Toledo, uma cidade que possui, literalmente, muitas camadas em sua história. Até o fim deste roteiro, você vai entender o meu “trocadilho”.

Além da importância da cidade, que carrega influências de diferentes grupos que dominaram a região no decorrer da história, ela se torna ainda mais interessante quando se leva em consideração que ela pode ser visitada (majoritariamente) em um dia, estando a apenas 33 minutos de Madri.

Ah! Se ainda não te convenci, saiba que Toledo foi capital da Espanha do período gótico (por decisão dos Visigodos, então detentores do domínio da região) até 1561, quando o rei Felipe V instituiu Madri como a capital do império.

Sem mais delongas, então, vamos para o roteiro, que estruturei na ordem lógica de visita. Conforme sua preferência, elimine itens que não te gerem interesse, já que há bem mais pontos do que o necessário para um dia de viagem.

Ao final do texto, deixo o mapa completo do roteiro, com os itens que visitei e aqueles que não consegui ver, classificados em cores diferentes.

Em uma vista a partir do alto, temos uma série de telhados antigos. No meio da imagem, uma torre gótica de igreja; mais ao fundo, uma fortaleza militar com quatro torres.
Vista da cidade de Toledo a partir da Iglesia de los Jesuitas, com destaque para a catedral (torre à direita) e o alcázar (à esquerda).

Estação de Toledo

A cidade começa a surpreender já na chegada, se você decidir vir de trem a partir de Madri.

A linha ferroviária chegou à Toledo em 1858, em uma inauguração que contou com a rainha Isabel II. O prédio atual, porém, foi construído em 1919, tendo passado por uma reforma em 2005.

A construção possui estilo neomudéjar, arquitetura espanhola do final do século XIX. Ele faz um novo apanhado do mudéjar (séculos XII-XVI), estilo ibérico do período em que o território já estava sob domínio cristão, que incorpora elementos da comunidade muçulmana (mourisca) que havia anteriormente se estabelecido ali.

Mirador del Valle

A cerca de 32 minutos de caminhada a partir da estação de trem, o trajeto até este mirante já vai dando dicas do que está por vir: a deslumbrante Toledo, encrustada no topo de um morro, tem seu centro histórico quase totalmente circundado pelo rio Tejo, (em castelhano, Tagus; em espanhol, Tajo), o terceiro maior em extensão na Península Ibérica.

Curiosidade

*O rio Tejo conecta Espanha e Portugal. Ele nasce na serra de Albarracim, na Espanha, e desemboca no oceano Atlântico, em Lisboa.

Do ponto final, já no mirante, pode-se ver algumas das áreas mais famosas da cidade, incluindo o alcázar, a catedral e a Iglesia de los Jesuitas, entre outras.

Dica

Se for em época de dias quentes, priorize ir bem cedinho (pela questão da temperatura) ou perto do horário do pôr do sol, que te dará a oportunidade de tirar as melhores fotos da vista que o mirante oferece.

Puente de Alcántara

Construída no período sob domínio do Império Romano, possui dois arcos.

Durante a Idade Média, foi o único ponto de entrada para os peregrinos que visitassem a cidade.

No século X, foi refeita após ter sido danificada, mas perdeu um dos três arcos que tinha até então.

Monumento a Miguel de Cervantes

Inaugurada em 2006, esta estátua faz uma homenagem a Miguel de Cervantes, escritor conhecido, entre outras coisas, por ter escrito as histórias de Dom Quixote e Sancho Pança.

O escritor, aliás, nutria forte conexão com a cidade, tendo possuído casa por ali.

Na novela “A Ilustre Esfregadeira”, Cervantes chega a nomear Toledo 23 vezes.

Plaza de Zocodover

Atravessando o Arco de la Sangre, temos a praça de Zocodover, projetada e construída no século XVI e tida como a principal da cidade por boa parte de sua história.

Aqui, um mercado semanal costumava ocorrer, vendendo animais e outros produtos.

Desde a Idade Média, aquela área já recebeu execuções de prisioneiros, autos-da-fé (julgamentos da Inquisição Espanhola) e até as tradicionais touradas.

Alcázar de Toledo / Museo del Ejército

Suas origens remontam ao período romano, mas este prédio, originalmente pensado como uma fortaleza de grandes proporções, foi reconstruído algumas vezes no decorrer da história, tendo originalmente um formato diferente do atual.

O prédio que vemos hoje vem do século XVI, mas também sofreu danos após isso, incluindo durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), que causou uma destruição de parte dele.

Hoje, esta construção na área mais alta da cidade abriga o Museo del Ejército (Museu do Exército), a Biblioteca Pública Regional de Castile-La Mancha e a Academia de Infantaria.

Na data da escrita deste texto, a entrada para o museu custava 5 euros. O museu está fechado às segundas-feiras e possui dias de acesso gratuito à coleção permanente, como aos domingos e alguns dias especiais. Prepare-se para filas na entrada, em especial nos dias gratuitos.

Santa Iglesia Catedral Primada de Toledo

De estilo gótico, a catedral teve sua construção iniciada em 1227, mas passou por diversas fases que foram adicionando ao templo novos elementos.

Aliás, ali antes existiu uma catedral visigótica, do século IV, cuja fundação serviu de base para o templo atual.

Além de seu estilo deslumbrante, abriga em sua sacristia trabalhos de Caravaggio, El Grego, Goya e vários outros artistas famosos.

Durante sua visita, que custa 12,50 euros com o acesso à torre (e 10, sem), não deixe de conferir os elementos principais do local: a Sacristia, a Sala Capitular, o Coral, o Tesouro e El Transparente, um altar feito por Narciso Tomé em 1732, com esculturas representando passagens bíblicas.

É possível visitá-la gratuitamente, pela “Puerta del Reloj”, com acesso apenas às naves. Em algumas ocasiões, a catedral fecha para visitas turísticas, então é recomendável visitar o site oficial para ficar atualizado.

🍴 Pausa: Bateu uma fome? Na lanchonete/confeitaria Benipan, há itens bem saborosos!

Iglesia de Santas Justa y Rufina (Parroquia Mozárabe de las Santas Justa y Rufina)

Umas das muitas provas por toda Toledo de seu passado com camadas de história romana, visigótica, muçulmana e novamente cristã, esta igreja guarda em sua fachada um arco do período em que foi regida por Mouros, uma coluna visigoda e inscrições em árabe, além do restante da parede mais atual.

A igreja que podemos ver hoje, consta em registros desde 1156, mas este lugar já viu muito mais coisas antes disso.

Em uma fachada antiga de cor marrom, vemos parte de um arco mouro e uma coluna visigoda encrustados no meio da estrutura.
Fachada da Iglesia de Santas Justa y Rufina, em Toledo.

Cuevas de Hércules

Este local já teve diversos usos, como boa parte de Toledo.

Originalmente, foi ali construído um depósito de água para a cidade ainda no século I d.C., em período romano. Mais tarde, no período visigodo, construíram um templo cristão, depois uma mesquita e, por último, outra igreja cristã.

A entrada é gratuita, mas o local só abre de terça a sábado. Se possível, este é um local interessante para se visitar com guia, que lhe ajudará a desvendar mais segredos do espaço.

Calle Alfileritos / Virgen de Alfileritos

Nesta rua estreita, há diversos cafés e restaurantes bem interessantes.

Em uma das pontas da via, também temos a Virgen de Alfileritos, uma pequena capela com uma pintura/figura da Virgem Maria (pelo que entendi onde li, seria Nossa Senhora das Dores).

Segundo uma lenda/crença local, as jovens que querem encontrar um amor, oferecem um pequeno alfinete (”alfiler”, daí o nome da rua e o apelido da imagem) à Virgem, conseguindo êxito em pouco tempo.

A imagem é protegida por um vidro e uma grade de metal, mas há pequenos furos na parte inferior, por onde os alfinetes podem ser inseridos.

🍴 Pausa: No Alfileritos 24, há tapas saborosas e vinho bom.

Ermita “Mezquita” del Cristo de La Luz

Em uma rua de pedras em descida, um templo pequeno todo feito de tijolos vermelhos, com vários arcos entrelaçados em relevo na fachada.
Ermita 'Mezquita' del Cristo de La Luz

Construída como mesquita em 999 d.C. (uma das dez que a cidade possuiu), foi convertida em templo cristão no século XII, quando adicionaram uma abside (área semicircular onde fica o altar).

Por baixo do templo, há ainda parte de uma via ainda do período Romano, mais precisamente do século I a.C., que pode ser vista em uma área escavada durante a última restauração do local, em 2006.

Por dentro e por fora, apesar das modificações posteriores, pode-se ainda ver traços dos diferentes períodos que ela atravessou, sendo uma dos melhores exemplares da arquitetura mudéjar em Toledo.

O ingresso custava 3 euros na data da minha visita. Há um audioguia em português de Portugal, que pode ser acessado no próprio celular.

Bloco branco no pavimento em frente à mesquita (lenda/crença)

Quando os cristãos estavam tomando Toledo dos muçulmanos, devolvendo-a ao domínio cristão, o monarca da época, Alfonso VI, estava chegando na entrada da mesquita quando seu cavalo se curvou, o que era um comportamento incomum.

O rei viu isto como um sinal divino. Escavando uma parede, encontraram dentro um crucifixo e uma lâmpada de azeite, que estaria queimando por 300 anos. Estes dois itens teriam sido colocados ali para que os muçulmanos não destruíssem o crucifixo quando invadiram a cidade.

O bloco branco, portanto, teria sido o local onde o cavalo se curvou em frente à mesquita, posteriormente convertida em igreja cristã.

Puerta del Sol

Construído no século XIV, este portão possui no topo do arco uma medalha com uma imagem da ordenação de Santo Ildefonso de Toledo, patrono da cidade.

Fica logo ao lado da mesquita citada anteriormente, em um nível mais baixo, colado ao muro que sustenta o terreno do templo.

Puerta Antigua de Bisagra

É tida como a única porta do período muçulmano em Toledo a ter sobrevivido até hoje em boas condições, com construção completada por volta do século XI.

É composta de duas torres e dava acesso, originalmente, ao cemitério da cidade, do lado de fora das antigas muralhas.

O transporte de produtos, além do acesso ao cemitério, geravam pagamento de taxa, tornando este portão um dos mais rentáveis da cidade à época.

No interior, em uma espécie de pátio, há uma estátua de Carlos V, que foi rei da Espanha entre 1516 e 1556.

Iglesia de los Jesuitas (San Ildefonso)

Um longo corredor com piso de madeira avermelhada, ladeado por bancos de madeira, com um altar todo trabalhado e com peças douradas no fundo. Em volta, uma série de arcos em paredes brancas, com o topo todo trabalhado em relevo da mesma cor.
Vista do interior da Iglesia de los Jesuitas, em Toledo.

Diz-se que foi construída sobre o local da casa onde teria nascido Santo Ildefonso, padroeiro da cidade, tendo sido aberta ao público em 1718.

Seu interior possui uma série de pequenas capelas em estilo barroco, e a igreja conta também com duas torres de mais de 50 metros de altura, que oferecem uma vista fenomenal da cidade, também pelo fato da igreja estar em uma das áreas mais elevadas de Toledo.

A entrada custa 3 euros, dando acesso também à torre.

Monasterio de Santo Domingo el Antiguo (convento)

Datando do século VI, foi reconstruído no século XI, na ocasião da reconquista de Toledo pelos cristãos.

As primeiras pinturas foram feitas por El Greco, como ficou conhecido na Espanha o pintor Domḗnikos Theotokópoulos, que viveu por muitos anos na Espanha, tendo falecido em Toledo, aos 72 anos.

É aqui, inclusive, que ele foi sepultado, seguindo um pedido do próprio artista.

Toledo é muito famosa pelos mazapanes (marzipãs), sendo aqui um dos locais mais conhecidos para adquirir os doces feitos artesanalmente e da forma tradicional.

A visita à abadia é permitida, mediante pagamento, mas é possível comprar os marzipãs sem visitar a igreja, bastando bater na porta e aguardar. O horário de funcionamento é de 11:00 às 13:30 e das 16:00 às 19:00 e deve-se respeitar este horário, pois no restante do período elas estarão produzindo os doces, descansando ou em oração.

Monasterio de San Juan de los Reyes (convento)

Foi encomendado pelos reis católicos espanhóis (Fernando II de Aragão e Isabela I de Castela) em 1476, tendo sido completado em 1504.

Este monastério foi erguido em comemoração à vitória da Batalha de Toro, entre tropas castelhanas e portuguesas. Curiosamente, os portugueses também promoveram comemorações para a mesma batalha, pois o resultado foi bastante confuso, com ganhos e perdas de ambos os lados.

Foi construído em estilo gótico isabelino, um estilo desenvolvido principalmente em Castela pelos monarcas já mencionados. Seus claustros possuem trabalhos em estilo mudéjar.

Um elemento curioso é a presença de muitas correntes penduradas em um dos lados de sua fachada. Estas correntes foram retiradas dos cristãos libertos após a reconquista de Granada, última região ainda sob domínio muçulmano na península ibérica.

O monastério, segundo apurei, cobra atualmente por volta de 3 euros para a entrada.

Puente de San Martín

Foi construída no século XIV para tornar mais fácil a travessia do rio, até então feita em barcos de madeira.

Foi quase totalmente destruída na Guerra Civil Espanhola, sendo reconstruída posteriormente.

Possui cinco arcos, de diferentes comprimentos, com o maior de cerca de 40 metros de alcance.

Sinagoga de Santa María la Blanca (Sinagoga Ben Shoshan)

Foi construída entre o final do século XII e início do século XIII como uma sinagoga. É outro importante exemplo de arquitetura mudéjar na cidade.

Posteriormente, durante um período de forte influência antissemita no fim do século XIV, foi tomada para a Igreja Católica e consagrada como templo cristão no início do século seguinte.

Mais tarde, o prédio foi usado como acampamento militar, depósito e até como salão de dança, sendo declarado memorial nacional em 1856.

Atualmente, está sob a custódia da Igreja Católica, funcionando como um museu. A entrada custa 2,80 euros e é outra atração que recomendo a visita com guia, pois foi muito modificada no decorrer da história e exige um olhar mais apurado.

La Judería

Neste distrito da cidade de Toledo, temos a região onde a grande maioria dos integrantes da comunidade judia toledense na Idade Média residia.

Em certo momento, chegou a ser a área mais próspera de toda Castela.

Por ali, além da Sinagoga de Santa María la Blanca e Sinagoga del Tránsito, temos outros pontos de interesse que podem ser conhecidos:

  • La Casa del Judío: casa de um rico judeu que ali teria vivido entre os séculos XIV e XV, é hoje uma espécie de museu. No porão, há um Miqvé, estrutura para o ritual de banho de purificação. Esta parte, porém, só pode ser visitada com guia. Acredita-se que o morador tenha sido Ishah, que emprestou dinheiro à rainha Isabela I de Castela em troca de suas joias, recurso este que seria usado para as navegações que culminaram no Descobrimento da América.
  • Azulejos: por toda a extensão do antigo distrito judeu, há marcações de azulejos no chão e luzes nos muros que delimitam sua antiga área.

Dependendo do período do ano, há alguns eventos judaicos tradicionais que são comemorados, como Rosh Hashaná (ano novo) e Hannukah (festa das luzes).

Sinagoga del Tránsito / Museo Sefardí

A sinagoga foi construída entre 1355 e 1357, inicialmente como templo privado pertencente ao palácio de Samuel ben Meir Ha-Levi Abulafia, que era tesoureiro do rei Pedro I de Castela. Hoje, é a única parte do complexo original que sobreviveu.

O exterior mais simples da sinagoga esconde seu interior rebuscado, com detalhes em gesso e teto de madeira muito bem trabalhado.

O Museo Sefardí funciona em outro local na mesma área, tendo sido criado em 1964 e aberto ao público somente em 1971. Neste mesmo local, funcionavam antes os arquivos da ordem militar de Calatrava e Alcântara.

O ingresso custa 3 euros, mas há dias e horários de gratuidade.

Iglesia de Santo Tomé

Mencionada historicamente desde o século XII, foi reconstruída no século XIV sob o pedido do Conde de Orgaz.

Por ali, entre outras coisas, pode-se conferir um trabalho de El Greco, “O Enterro do Conde de Orgaz”.

A entrada custa 2,80 euros.

Museo del Greco

O museu foi inaugurado em 1912, em um prédio que foi erguido utilizando partes da estrutura de outras edificações anteriores, de séculos atrás.

O responsável pela aquisição do espaço e sua estrutura inicial foi Benigno de la Vega-Inclán, Marquês de la Vega-Inclán, militar e político espanhol tido como grande contribuidor nas áreas do turismo, arte e cultura na Espanha.

Um dos principais objetivos da instituição, como o próprio nome já indica, é o de reunir trabalhos de “El Greco” (como Domḗnikos Theotokópoulos era conhecido), um pintor, arquiteto e escultor nascido na Ilha de Creta, mas que passou boa parte de sua vida na cidade de Toledo, onde veio a falecer.

Além de obras deste artista, o museu traz trabalhos de mais figuras importantes, como Luis Tristán e Juan de Valdés Leal.

A entrada custa 3 euros.

Onde comer

Benipan

Um local pequeno, como uma mini padaria, oferece uma seleção bacana de doces, pães e salgados para levar (sem mesas). Fica bem perto da catedral.

Alfileritos 24

Logo ao fim da Calle Alfileritos, o restaurante oferece tapas e outros pratos bem saborosos.

Os funcionários não falam inglês, então é necessário arranhar um “portunhol” e caprichar na mímica, mas vale a pena!

Como chegar à Toledo

Antigamente, uma linha de trem passava por Toledo, fazendo conexões com mais regiões. Atualmente, porém, a linha começa na cidade, sem trecho anterior, indo até Madri.

O percurso, sem paradas intermediárias, dura cerca de 33 minutos e custa por volta de 22 euros (incluindo ida e volta). A estação de partida é Madrid-Puerta De Atocha.

Aliás, recomendo fortemente que se compre os bilhetes com antecedência, seja pelo site da Renfe (operador nacional de trem) ou um revendedor oficial, pois os bilhetes se esgotam rapidamente. Vi uma família que perdeu o horário da volta e não conseguia retornar de Toledo, pois os trens estavam lotados.

Curiosidades

  • Em 193 a.C., Toledo já existia, tendo sido conquistada pelo general Romano Marcus Fulvius Nobilio neste ano. Era conhecida pelos romanos como Toletum.
  • Como dito anteriormente, Toledo já foi capital do Reino Vizigodo (cobrindo a atual Espanha e algumas outras áreas).
  • É chamada “Cidade das Três Culturas”, tendo em vista as três principais religiões que por ali viveram no decorrer de sua história: cristãos, muçulmanos e judeus. Esta influência pode ser percebida, entre outras coisas, na sua arquitetura.
  • A cidade é bastante conhecida pelas suas inúmeras lojas/casas de artesãos que confeccionam espadas e outros equipamentos medievais, tendo já sido fonte de material para algumas obras famosas do cinema e da TV.

Dica de economia

As atrações de Toledo possuem, no geral, valores baixos de ingresso, mas há uma opção interessante e econômica, dependendo de quais locais quiser visitar: Pulsera de Toledo.

Custando 10 euros (julho/2022), engloba as seguintes atrações: Real Colegio de Doncellas Nobles, Iglesia de los Jesuitas, San Juan de los Reyes, Antigua Mezquita del Cristo de la Luz, Iglesia de Santo Tomé, Iglesia del Salvador e Antigua Sinagoga de Santa María la Blanca.

Para maiores informações, recomendo acessar o site oficial.

Mapa do tesouro

Para facilitar, dividi as atrações por cores: os itens em vinho e amarelo (restaurantes), foram visitados; os itens verde claro, não.

Até a próxima! :)


Imagem de destaque:
Vista da cidade a partir do Mirador del Valle, em Toledo, Espanha.
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