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Roteiro de dois dias em Bristol

Viagens13/06/2021

Olá!

Hoje eu gostaria de contar um pouco para você sobre Bristol, já deixando no formato de roteiro para que possa ajudar quem quiser visitar esta importante cidade universitária do sudoeste da Inglaterra, pertinho do País de Gales.

Sem mais delongas, então, aqui vai o meu passeio por lá…

Primeiro dia

Logo que cheguei à cidade de Bristol, me dirigi rapidamente ao hotel e deixei minhas malas na recepção para começar a desbravar a cidade.

Meu primeiro ponto de parada foi o Bristol Museum & Art Gallery, um museu bem interessante e completo na cidade. Me lembrou um pouco o Natural History Museum de Londres, mas diferente do exemplo da capital britânica, também se pode conferir muitas pinturas e outras peças de museus mais generalistas por aqui. A entrada é gratuita.

Ah! A galeria possui uma obra de Banksy logo no começo da visita. :)

Três animais que lembram antílopes, em um cenário de exibição que se parece com uma área mais seca de savana.
Entre os vários items em exibição, há diversos exemplares de animais na seção de História Natural.

Ainda na mesma região, aproveitei para conhecer duas obras de Banksy, artista famoso mundialmente e que é natural daqui:

  • “Well-Hung Lover” (algo como “Amante Pendurado”, mas há trocadilho na expressão), que mostra uma cena de traição, em que o amante está pendurado por apenas uma das mãos do lado de fora, com o marido e sua esposa olhando pela janela. Ela fica na via chamada Park Street, entre Frogmore Street e Unity Street (procure por uma parede afastada da rua). Mapa (aqui).
  • “You Don’t Need Planning Permission to Build Castles in The Sky” (algo como “você não precisa de permissão de projeto para construir castelos no céu”), que é basicamente esta sentença pintada em uma parede formando a boca em sorriso, com duas saídas de ar (uma delas, infelizmente, foi removida), formando os dois olhos. Mapa (aqui).
Grafite representando um homem de terno e sua esposa olhando pela janela, enquanto um homem nu está pendurado na mesma janela.
Well-Hung Lover", grafite de Banksy em Bristol.

Saindo dali, passei rapidamente pela Catedral de Bristol, um imponente templo construído em diferentes fases entre 1220 e 1877. Existiu antes dela uma abadia construída entre 1140 e 1148. Infelizmente, por conta da Covid-19, só pude conferir sua fachada.

Meu próximo destino foi a Millenium Square, uma praça super moderna com algumas estátuas de personalidades importantes para a história britânica, além de um espelho d’água e um imenso globo coberto de placas espelhadas.

Logo nas proximidades, passei pelo simpático Harbourside Street Food Market. Esta feira de comida de rua às margens do rio funciona apenas alguns dias por semana, reunindo diferentes tipos de culinária.

Voltando pela Park Street, decidi terminar o dia por um ponto com vista privilegiada da cidade: Brandon Hill, uma colina toda arborizada e com pequenas lagoas e flores de vários tipos.

Nesta colina, pude conferir também a Cabot Tower, uma torre construída por volta de 1898 para comemorar os 400 anos da viagem do navegador John Cabot (originalmente, Giovanni Caboto) de Bristol para o território onde hoje fica o Canadá.

Selfie de um rapaz moreno de cabelo encaracolado, vestindo camiseta azul e cinza. Ao fundo, uma torre antiga (Cabot Tower) e área verde com árvores (Brandon Hill).
Parei um pouco em Brandon Hill para relaxar e fazer esta selfie.

Descendo esta colina e subindo novamente outro morro, segui até o Royal Fort Gardens, jardim que faz parte da área da Universidade de Bristol. Por ali, além de relaxar um pouco, é possível conferir algumas instalações artísticas, como o “Labirinto de Espelhos” (Mirror Maze), que eu não pude registrar em foto porque havia um casal de universitários deitado e “bastante ocupado” no meio do monumento.

Para finalizar, já com o sol quase se pondo, passei rapidamente pelas escadarias chamadas de The Christimas Steps, que formam um beco de construções meio medievais muito simpáticas. Se você passar por lá no período da noite, o varal de luzes torna qualquer foto super “instagramável”.

Segundo dia

Depois de tomar um café da manhã reforçado, decidi ir a pé até uma das atrações mais conhecidas de Bristol: Clifton Suspension Bridge (imagem de destaque deste roteiro). Como o nome já diz, é uma ponte suspensa (ou “pênsil”).

Para isto, coloquei no Google Maps o Clifton Observatory, uma construção de 1766 que originalmente era um moinho de vento, posteriormente convertido em observatório.

É dali uma das melhores vistas da ponte, incluindo uma vista interessante da cidade ao fundo.

Se for do seu interesse, o observatório cobra entrada, mas oferece uma vista privilegiada da cidade e, se seu ingresso permitir, também dá acesso à “Caverna do Gigante” (Giant’s Cave), uma caverna acessada pelo observatório que te leva até uma “varanda” no penhasco onde a ponte se apoia, com uma vista peculiar da cidade. No meu caso, porém, preferi ficar apenas na área verde ao redor do antigo moinho.

A ponte foi aberta em 1864 e desde então funciona como uma ponte com “pedágio”, que é utilizado para sua manutenção.

A partir do nível médio do rio Avon, a ponte tem cerca de 101 metros de altura; 26 metros, se considerado a partir de seu deck.

No perfil do blog no Instagram, temos um vídeo rápido (reels) da vista da ponte através dos arredores do Clifton Observatory, uma construção de 1766 que originalmente era um moinho de vento, posteriormente convertido em observatório.

Descendo a colina colina do observatório, passei pelos arredores do Brunel’s SS Great Britain, um navio transformado em museu. Imponente, ele foi o mais longo navio de passageiros entre 1845 e 1854. É necessário ingresso para entrar na embarcação.

Pertinho dali, passei por mais um grafite de Banksy, “Girl with the Pierced Eardrum”, uma interpretação da famosa pintura “Moça com o Brinco de Pérola”, do artista holandês Johaness Vermeer. No lugar do brinco, porém, foi aproveitado um aparelho amarelo de alarme do prédio.

Para finalizar naquela área, caminhei, então até o M Shed, um museu sobre Bristol com muitos itens sobre o passado da cidade, seu período importante para as navegações e vários outros assuntos. A entrada é gratuita.

Em destaque na imagem, um ônibus verde antigo.
Quem esperaria ver um ônibus completo dentro de um museu?

Razoavelmente perto dali, visitei também a região conhecida como “Old City”, que engloba uma série de construções antigas e um clima super agitado, com bares, restaurantes e cafés.

Para finalizar, passei ainda pelo Castle Park, um parque muito simpático com as ruínas de uma igreja (St Peter’s Church) e ruínas do Bristol Castle, um castelo do século XI.

Extras

Por conta da pandemia, alguns locais não estavam abertos, como a catedral, que já mencionei acima.

Um deles é o Georgian House Museum, uma casa da era georgiana, trazendo uma ideia de como seriam o mobiliário e decoração típicos da casa de um homem rico escravagista dono de fazendas de cana de açúcar por volta de 1790.

Pelo que pesquisei, é uma casa muito rica em detalhes e cuja visita deve fazer parte do roteiro de quem passar por Bristol.

Outro museu que acabou ficando fora da minha lista por estar fechado é The Red Lodge Museum, museu que abriga cerca de 400 anos de história. O prédio, originalmente construído a partir de ~1580, já foi casa de festas real e até escola para meninas.

Também não consegui visitar a St Mary Redcliffe Church, enorme templo anglicano que foi construído em diferentes etapas entre os séculos XII e XV.

Além disso, você verá no mapa no fim deste texto duas obras de Banksy, “The Mild Mild West” e “Cat and Dog”, que deixei para uma próxima visita. Estes dois trabalhos ficavam mais distantes do restante do roteiro e meu trem de volta à Londres no último dia era às 17 horas, sem muito tempo para atrações distantes.

Onde comer

Durante a minha estadia em Bristol, comi em três locais interessantes, que merecem citação:

  • Molto Buono (ou Moltobuono!59): restaurante italiano conduzido por uma família natural da terra de Dante. Pratos muito saborosos e bem feitos e, de brinde, um monte de palavras em italiano ditas durante seu atendimento. A pasta com ragu que provei aqui era excelente.
  • Boston Tea Party (unidade na Park Street): simpático café tipicamente britânico, com uma área aberta nos fundos que vale a visita.
  • Pizza On the Park: restaurante moderno, servindo pizza e outros itens italianos, mas também drinks diversos. Provei uma lasanha bem saborosa por aqui!

Percurso entre Bristol e Londres

Para o percurso entre Londres e Bristol, entre as opções disponíveis, creio que trem seja a mais interessante.

A partir da estação de trem London Paddington, há trem direto até Bristol Temple Meads, estação mais próxima do centro da cidade. A viagem demora pouco mais de uma hora e meia.

Há também a possibilidade de ir até lá de ônibus (muito mais barato), em percurso de mais ou menos 2 horas e 45 minutos. Neste caso, o ônibus parte de uma parada chamada London Victoria Coach Station. A empresa é a National Express.

Mapa do tesouro

E é isso! Espero que tenha gostado do roteiro.

Bristol é uma cidade muito bonita, com alma universitária e repleta de opções para quem quer aproveitar a noite local.

Até a próxima! :)


Imagem de destaque:
Clifton Suspension Bridge, Bristol
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