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Roteiro por Funchal, na Ilha da Madeira

Viagens30/11/2021

Olá!

Este ano, pelas razões que todos conhecemos, acabei viajando muito menos.

Outra questão que mudou a minha rotina de viagens foi o sistema de “semáforo” do governo britânico para classificar os países em relação ao risco que, segundo o próprio governo britânico, estes destinos poderiam oferecer.

Por conta disso, priorizei destinos na lista verde e, em último caso, nos da lista amarela. A Ilha da Madeira, até então fora das minhas listas de prioridades para conhecer, acabou se tornando uma agradável surpresa, que te apresento no texto de hoje.

Antes, porém, vale deixar claro que fiz esta viagem sozinho e priorizei o descanso, então alguns dias estavam bem tranquilos, sem muita coisa para visitar.

No primeiro dia, meu foco principal foi chegar ao hotel (cito minha hospedagem em uma das próximas seções) e uma primeira caminhada pela cidade.

Para começar, passei pela Rua Dr. Fernão de Ornelas, em uma parte antiga e bem movimentada da cidade. Por ali, são muitas as barracas de frutas comuns na ilha e também os cafés e restaurantes. Senti, aliás, que ali tem uma pegada mais local, diferente de áreas mais “gentrificadas” de Funchal.

Comi algo rapidinho em um dos restaurantes dali e segui para a próxima parada, a Praça da Autonomia, com um imponente monumento ao centro.

Logo após, parei um pouco para relaxar na Praça do Povo, uma área de orla que dá vista para o oceano Atlântico.

Para finalizar o dia, após passar novamente no hotel para tomar um banho, segui até o Armazém do Sal, restaurante razoavelmente de um padrão mais alto, mas que vale cada cêntimo! Experimentei um risoto de camarão maravilhoso e uma sobremesa de coco com suspiros. Super recomendo! Se possível, porém, reserve com antecedência, pois tentei repetir a visita em uma das noites posteriores e não mais consegui.

No dia seguinte, comecei o roteiro de fato por uma das ruazinhas mais conhecidas da cidade, a Rua de Santa Maria.

"Colagem com portas pintadas, contendo 4 exemplos: a representação de um armazém antigo; o busto de uma senhora com trajes antigos e um vestido amarelo; duas mulheres de vestidos elegantes e chapéus com flores e; por último, uma moldura vermelha toda cheia de detalhes coloridos rodeando um soldado, que está no centro da porta."
Quatro exemplos das portas pintadas da Rua de Santa Maria, em Funchal.

Uma das mais antigas de Funchal, ela é repleta de lojas de souvenirs e restaurantes. Ela é mais famosa, porém, por uma iniciativa de revitalização que ocorreu após uma terrível catástrofe. Em fevereiro de 2010, inundação e deslizamento de rochas e terra causaram dezenas de mortos e também prejuízo financeiro, atingindo nesta histórica via.

Um pouco depois, já em 2011, uma iniciativa de residentes foi submetida à administração local, que autorizou o início do projeto Arte de Portas Abertas, como uma forma de revitalizar e trazer novos ares para a região.

Na iniciativa, artistas locais pintam portas das construções ali presentes, com temas dos mais diversos. Tudo muito simpático!

Mais acima, ao fim da rua, está o Miradouro do Socorro, que oferece uma vista parcial das Ilhas Desertas, área de proteção ambiental, e do Forte de São Tiago, construção histórica de 1614 que foi pensada para proteger a ilha de piratas.

De 1992 a 2015, o forte abrigou o Museu de Arte Contemporânea do Funchal. Hoje, é aberto à visitação e tem um restaurante em parte de suas instalações.

Perto dali, aproveitei e peguei o teleférico (mapa) e fui até a estação de Monte. O passeio, não muito longo, oferece uma vista muito agradável. Em agosto/2021, o trajeto custava 11 euros (somente ida).

Ao descer no destino, cheguei também ao próximo ponto do passeio: O Jardim Tropical Monte Palace.

Aberto ao público em 1991 pelo empresário sul-africano/português José Berardo, o local já havia sido a residência de um embaixador.

Possui diversos atrativos ao visitante, desde dois setores de jardim oriental, esculturas japonesas, lagos, painéis de azulejo de diversos tamanhos (e origens) e uma extensa coleção de plantas tropicais. Além disso, o local ainda abriga um museu de minerais (que, inclusive, tem muitos itens de origem brasileira).

Passei várias horas caminhando pelo local e recomendo! O ingresso, na data da visita, custava 12,50 euros.

Saindo dali, ainda na região, segui até a Igreja de Nossa Senhora do Monte, outro dos tesouros do Funchal que deixam a gente de queixo caído.

"Destaque para o interior de uma igreja antiga, com foco para a área atrás do altar. No teto, em madeira, uma pintura de Nossa Senhora; nas paredes, um trabalho muito detalhado que mistura molduras douradas e pinturas religiosas."
Vista da parte atrás do altar da Igreja de Nossa Senhora do Monte, em Funchal.

Além de um interior deslumbrante, com teto em madeira todo pintado e uma área próxima do altar repleta de detalhes [provavelmente] cobertos por ouro, um outro ponto de destaque é a vista que se tem ainda de dentro da igreja, assim que se vira para o lado de fora: um horizonte quase infinito, com o mar se misturando com o céu. A impressão que se tem é de que a igreja flutua.

Depois da igreja, fui conhecer uma atração hoje puramente turística, mas que já serviu de transporte para mais abastados entre Monte (parte alta) e a parte baixa da cidade de Funchal: a descida do cesto!

ℹ️ Para rir um pouco comigo, confira um pedaço da minha descida no cesto no Instagram.

Como o próprio nome já diz, trata-se de uma descida de pouco menos da metade do trecho entre Monte e a orla de Funchal, em uma estrutura em formato de cadeira que lembra bastante um cesto trançado. O passeio não parece passar de dez minutos, mas é muito divertido.

Apesar de não ser super barato, eu acho que vale a pena. Na época da minha visita, a “viagem” custou 25 euros somente para mim, mas há um considerável desconto quando se vai em grupo.

Para finalizar o dia, passei pelo Mercado dos Lavradores, local inaugurado em 1940 e desde então pensado para ser o centro de abastecimento municipal, com várias barracas de frutos tropicais, alguns bem específicos da região, como o ananás-banana. Há ainda um mercado de pescado, com produtos frescos.

Por último, tenho que destacar também os imponentes painéis de azulejo, em sua fachada e no interior, ricos em detalhes.

No segundo dia, aproveitei para fazer um passeio mais pelo centro da cidade, sem pressa.

Minha primeira parada foi na Sé do Funchal (Igreja de Nossa Senhora da Assunção), que como o próprio nome já diz, é a sede paroquial da cidade. A igreja, de um exterior que mistura partes em pedra e de parede branca, possui um interior rico em detalhes, com grandes áreas ornamentadas e detalhes cobertos de ouro.

Infelizmente, por conta de uma obra de restauro, a vista interna estava bastante limitada à época da minha visita.

Saindo dali, ainda na região mais central da cidade, aproveitei e visitei o Museu de Arte Sacra. Na ocasião, a entrada (com direito a acessar também uma exposição sobre a cidade), custou 8 euros.

Apesar de razoavelmente pequeno, o espaço possui um acervo muito interessante de imagens sacras, painéis religiosos e artefatos do cerimonial católico.

Um destaque interessantíssimo, que muitos poderiam deixar passar despercebido, é também a torre, no último andar.

Há por ali um lindo (e longo) painel de azulejos azuis, de um ponto em que também se tem uma vista privilegiada da cidade, seja de sua área montanhosa ou da própria região costeira.

Na mesma rua do museu (Rua do Bispo), quase em frente à da instituição, o número 30A abriga um restaurante que considero um dos melhores achados do Funchal. O Lampião, restaurante típico e bastante regional, serve pratos de pescado frescos e super saborosos. Só vá preparado com dinheiro em espécie, já que eles não aceitam cartão.

Na minha primeira visita, experimentei um “polvo a chefe” com salada e fritas, acompanhados de uma sidra madeirense, a “Sidra Coral”. Aprovadíssimos!

Descendo para a orla da praia, na região da Praça do Povo, aproveitei para caminhar um pouco para “fazer o quilo”. Por ali, há um paisagismo bem simpático, que inclui o Memorial a Nelson Mandela e um Monumento Mahatma Gandhi.

Para fechar o dia, peguei por ali mesmo um ônibus (autocarro) até o Miradouro Pico dos Barcelos. O bilhete pode ser comprado com dinheiro vivo com o motorista, no próprio autocarro.

ℹ️ Para ver um pouco da vista que se tem de lá, confira o vídeo que publiquei em nosso Instagram.

O trajeto, por si, só, já é interessante, já que este miradouro fica em uma região bem alta da cidade.

De lá, é possível ver, se você pegar um dia de horizonte limpo, algumas montanhas tortuosas da ilha, a área costeira da cidade e uma longa porção do Atlântico.

"Rapaz moreno (eu) com camiseta marrom em primeiro plano. Ao fundo, uma colina repleta de casas e uma cadeia de montanhas, com o topo coberto por nuvens."
Parte da vista das montanhas a partir do Miradouro do Pico dos Barcelos, em Funchal.
"Vista aérea, do alto de um morro, com uma colina repleta de casas à esquerda; à direita, o mar; e acima, um céu carregado de nuvens acinzentadas."
Parte da vista do mar a partir do Miradouro do Pico dos Barcelos, em Funchal.

O terceiro dia foi marcado por um dos passeios mais famosos da Madeira: as veredas. Para explicar um pouco sobre elas, porém, precisamos entender um pouco do clima da ilha.

A Ilha da Madeira possui uma longa linha de montanhas, que dividem-na em norte e sul. O norte, por conta das correntes de vento, acaba recebendo muito mais umidade e, consequentemente, chuva, já que as montanhas acabam cercando estas formações de nuvens.

Por conta disso, as chuvas são muito mais escassas no sul, o que faz com que eles precisem utilizar das famosas levadas, que são pequenos canais artificiais de água que trazem o precioso recurso natural da região montanhosa até o sul, onde pode ser utilizado para diversos fins.

Com a criação destas levadas, as famosas trilhas nas terras madeirenses também ganham forma, já que muitas das “veredas” são, também, no trajeto das levadas.

Para estas veredas, há inúmeras opções, com algumas também na Ilha de Porto Santo. De diferentes níveis de dificuldade, é recomendado que se verifique no site do órgão de turismo madeirense aquelas que estão disponíveis e se o nível de preparo para cada trilha está de acordo com seu próprio “pique”.

Eu fui realista e peguei logo uma das veredas mais fáceis: PR11 - Levada dos Balcões. Esta é uma vereda (trilha) que eles consideram como excelente também para crianças e idosos, já que oferece pouco desnível no trajeto. De 1,5 km, é possível ver uma bela área de Laurissilva, floresta típica desta região do planeta.

ℹ️ Para um pedacinho do passeio, confira este vídeo que produzi para o nosso perfil no Instagram.

Durante o percurso, que acompanha a Levada da Serra do Faial, pode-se conferir uma série de espécies típicas da vegetação do tipo de floresta que citei acima, com o som da água da levada como música de fundo.

Ao fim do trajeto, no Miradouro dos Balcões, é bem comum que se encontre uma série de passarinhos, que também podem ser ouvidos pelo caminho. Se o dia estiver com boa visibilidade, será possível avistar dali uma boa porção da Cordilheira Central da Ilha, que tem os três picos mais altos da Madeira: Pico do Areeiro, Pico das Torres e Pico Ruivo.

"Ao fundo, uma cadeia de montanhas; em primeiro plano, um miradouro com diversas pessoas."
Vista aérea do miradouro dos balcões, com a Cordilheira Central da Ilha ao fundo.
"Cadeira montanhosa, toda coberta de verde. Acima, um cén azul com poucas nuvens."
Vista parcial da Cordilheira Central da Ilha.

Para chegar até o ponto do início da vereda, procure por linhas de ônibus que passem pelo trecho conhecido como Ribeiro Frio. Em dias de semana, há duas ou três linhas de ônibus passando por ali, com uma boa oferta de horários, geralmente em linhas que conectam Funchal e Santana, uma cidade no norte da ilha.

Eu fui no fim de semana, que tem poucos horários. Mais à frente no texto, te dou dicas de como escolher qual ônibus pegar para suas viagens na ilha.

Voltando à levada, posso dizer que foi uma das experiências mais legais que tive na Madeira. Além da vista interessante e de um clima super agradável, a vista da cordilheira ao fim do trajeto é de cair o queixo.

O trajeto até Ribeiro Frio custou menos de 5 euros, sendo majoritariamente de subida, e se iniciou nas redondezas da estação do teleférico que citei anteriormente.

Voltando do miradouro, no sentido inverso do percurso, parei na entrada da vereda e almocei no Restaurante Ribeiro Frio, onde experimentei outro prato famoso da Ilha da Madeira: peixe-espada com banana.

Dali, como mencionei anteriormente, resolvi ir até Santana, mas tive dificuldade por conta de ser final de semana. A alternativa foi pegar um taxi. O trecho é majoritariamente de descida.

As estradas, sinuosas e cercadas de uma paisagem lindíssima, são um ponto de destaque em toda a ilha.

Já em Santana, pude conhecer as casas típicas dali, em formato triangular. Este formato se deve ao ângulo do telhado, que formam um triângulo bastante fechado com o chão, chegando a encostar na base da casa. O revestimento do telhado é de colmo, uma espécie de caule em forma de canudo que, guardadas as proporções, lembra o bambu.

Diz-se que estas casas surgiram em tempos mais primitivos da Madeira e que eram assim construídas por falta de rochas resistentes na ilha.

Aqui, vale o aviso: eu fui até Santana apenas para ver estas casinhas, o que pode não valer a pena, dependendo do que você prioriza em viagens.

O local das casinhas é pequeno e você vê tudo em dez minutos. O principal ponto para vê-las é conhecido como Jardim das Casas de Santana.

"Duas casas triangulares, com telhado coberto de uma espécie de palha, paredes brancas e portas e janelas vermelhas. Em frente a elas, um jardim de flores rosas."
Parte do Jardim das Casas de Santana.

Na volta, peguei a linha 56, que ia de Santana até Funchal pela costa leste da ilha. Apesar de ser um trajeto muito mais longo, a vista pelo caminho vale a pena, mesclando passagens por penhascos super altos, vistas de morros de diferentes formas e alguns trechos com vista pro mar.

Depois de um dia bem agitado, decidi dar uma desacelerada novamente no quarto dia.

Para conhecer um pouco mais da cidade além do que se encontra citado em sites estrangeiros, decidi comprar o ingresso para um dos vários tours disponíveis pela cidade. O que escolhi foi o do site Madeiran Heritage, que é fornecido por estudantes da Associação Académica da Universidade da Madeira (sim, é académica com acento agudo em Portugal!).

Há várias opções, mas escolhi “In The Heart of The City”. O começo do tour ocorre no Colégio dos Jesuítas, prédio de mais de 400 anos de história que hoje, apesar do nome, funciona como sede da Universidade da Madeira.

O trajeto é bem interessante e cobre vários pontos do centro de Funchal, em percurso de cerca de uma hora. Em agosto de 2021, custava 12,90 euros.

Com o fim do passeio guiado, me rendi novamente ao restaurante O Lampião, desta vez experimentando 3 outros itens da culinária madeirense: peixe-espada com banana (mais saboroso do que a oportunidade anterior); lapas (um molusco) cozidas com manteiga, alho e um pouco de limão em cima de uma placa de pedra; e bolo do caco, um bolo rústico e mais achatado (que tem este nome por ser tradicionalmente assado em cima de uma placa de basalto), servido com manteiga de alho.

Já de estômago cheio, passei em um dos pontos mencionados pela guia, mas que estava indisponível no momento do tour: Igreja do Colégio (Igreja de São João Evangelista do Colégio do Funchal).

Do século XVII, possui um estilo de inspiração barroca. Em seu interior, é impossível acompanhar tudo de uma vez. Há detalhes que lembram azulejos, pinturas, molduras elaboradas e muitos detalhes em ouro.

Para finalizar o dia, já que não havia ainda visitado nenhuma praia em Funchal, procurei um dos poucos pontos do tipo na cidade: Praia Formosa.

Já sabia que a praia era de pedras. Não há praias naturais de areia na Ilha da Madeira (apenas duas artificiais) e as únicas do tipo podem ser encontradas na vizinha Ilha de Porto Santo.

Chegando lá, porém, em um trecho que envolve uma descida bem cansativa no final, dei de cara com uma pequena faixa de praia, que não tem qualquer infraestrutura. Para quem gosta muito de praia do tipo, talvez valha a pena. Para mim, não valeu, especialmente por não ser uma praia monitorada por salva-vidas.

Dei meia volta um pouco frustrado, mas feliz pelo caminho que fiz até lá, majoritariamente pela linda orla de Funchal.

Para o último dia, fiz um tour que me despertou muita curiosidade a partir do momento que descobri que havia um vinho específico da Madeira. Este ocorreu na Blandy’s Wine Lodge, uma das poucas produtoras de autêntico vinho madeirense.

"Em uma sala de piso de pedra, uma linha de barris empilhados. Em cada um deles, de tinta branca, o nome Blandys e números de identificação."
Barris em uma das salas do Blandy's Wine Lodge.

Em uma visita muito interessante, eles percorrem toda a trajetória da empresa até os dias atuais, incluindo o processo de fermentação do vinho, que ocorre a temperaturas mais elevadas, diferente dos vinhos tradicionais.

Ao final eles servem a todos os visitantes duas tacinhas de vinho, de diferentes tipos. De sabor mais adocicado, o vinho chega a lembrar um licor. Muito saboroso!

Um detalhe legal é de que você pode adquirir o vinho ali mesmo e recolher o produto quando estiver no aeroporto no dia da volta em uma loja parceira, já na área de duty free, facilitando para que você leve as garrafas na cabine do avião, sem muita burocracia.

Depois de dois copinhos de vinho madeirense, que me deixaram com os passos bem mais leves, decidi visitar a Casa-Museu Frederico de Freitas, uma instituição que abriga a extensa coleção do advogado, notário e colecionador madeirense que emprestou seu nome à instituição. Aliás, o próprio edifício do museu já foi outrora de sua propriedade.

Entre os principais itens da coleção, destaca-se uma boa variedade de itens antigos de decoração, entre esculturas, pinturas, itens de mobília e azulejos de diferentes épocas e origens.

O local é pequeno, mas o acervo é interessante. Além disso, seu ingresso custa apenas 3 euros. Fique ligado, porém, já que ele funciona somente de terça a sábado, excluindo feriados.

Para terminar meu último dia completo na ilha, fui até o restaurante La Pasta, que serve um cardápio de forte influência italiana, mas sem a “gourmetização” típica de locais do tipo. De ambiente simples, a comida é bastante saborosa!

Depois do jantar, segui para o hotel e fui descansar, preparando-me para o retorno, que aconteceu no dia seguinte.

Extras

Por conta da pandemia (alguns locais estavam fechados) e por falta de tempo, acabei não visitando todos os pontos que gostaria. Tendo isto em mente, listo abaixo alguns lugares que certamente conheceria caso retornasse à Funchal:

  • Madeira Film Experience: exibição de filmes de cerca de 30 minutos sobre a Ilha da Madeira e seu papel na história mundial.
  • Passeio de barco para ver golfinhos e baleias: há diferentes empresas que prestam este serviço, com uma utilizando um barco que lembra as antigas caravelas. Para escolher alguma, basta ir até a marina próxima ao Monumento Mahatma Gandhi.
  • Praias / Ilha do Porto Santo: na Ilha da Madeira, não há praias naturais de areia (apenas de pedra). Em Porto Santo, porém, há diversas opções.
  • Museu da Baleia: museu que conta um pouco sobre a história da caça a baleias nos mares da região.
  • Ponta do Buraco e Ponta de São Lourenço: dois pontos próximos na porção leste da Ilha da Madeira, que oferecem vista privilegiada.
  • Praia de Machico: praia artificial de areia, cujo “material” foi importado do Marrocos (e foi fruto de controvérsia).
  • Jardins do Palheiro: bela área de jardim em uma colina, com vista pro mar.
  • Jardim Botânico da Madeira: originalmente parte da propriedade da família Reid (proprietária de um hotel), foi aberto ao público em 1960. Abriga mais de 2 mil espécies de plantas exóticas.
  • Cabo Girão: um miradouro (mirante) de vidro e metal construído no alto de um precipício.

Onde se hospedar

Eu sempre procuro hotéis com preço acessível e localização bacana. Com isto em mente, acabei selecionando o Hotel do Carmo.

Ele fica a poucos minutos de supermercados, farmácia, um shopping center e vários outros pontos de interesse.

Obviamente, a experiência varia de viajante para viajante, então avalie com calma se ele te atende.

Como chegar à Funchal

De Londres, há voos diretos até Funchal, principalmente durante o verão. Entre as opções, encontrei voos pela EasyJet e pela British Airways.

De Lisboa, também há opções de voos diretos, que demoram em média uma hora e meia.

Curiosidade: o aeroporto de Funchal foi construído sobre o mar, com enormes colunas de concreto. Eles é considerado um dos mais complexos para se pousar. Em dias de tempo ruim, pode ser que o pouso ocorra no aeroporto de Porto Santo.

Como se movimentar por Funchal

Para se movimentar pela cidade, o ideal é ter duas coisas em mente:

  • Tenha sempre dinheiro em espécie (e mais ou menos trocado) para adquirir os bilhetes, que podem ser comprados com o próprio motorista.
  • Utilize sempre ferramentas de planejamento para conseguir saber que ônibus pegar para se locomover. Google Maps e Horários do Funchal (empresa de transporte local) funcionam bem para planejar rotas na Ilha da Madeira.

Se for andar de ônibus entre cidades, tente sempre fazê-lo em dias de semana (exceto feriados), quando há uma oferta maior de horários.

Mapa do tesouro

Aqui, nosso já rotineiro mapa completo do roteiro, incluindo os pontos que visitei e os extras que citei acima.

Até a próxima! :)


Conteúdo selecionado para a campanha sobre atividades de verão com os miúdos publicada no blog da editora educativa Twinkl.


Imagem de destaque:
Jardim Tropical Monte Palace, uma imensa coleção de plantas de vários lugares do mundo em plena Funchal.
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