Finalmente retomando os roteiros no blog, apresento hoje o passeio que fiz por Bruxelas, uma das cidades mais importantes da Europa, mas frequentemente esquecida nos roteiros de turistas que vêm ao Velho Mundo.
Dividi as atrações por dia conforme ocorreu a minha própria viagem, mas esta ordem nem sempre funciona, já que museus, por exemplo, tendem a fechar às segundas-feiras.
Dia 1
Old England / Musée des Instruments de Musique (Museu dos Instrumentos Musicais)
Este prédio, um exemplar fenomenal de arquitetura Art Noveau, foi construído em 1899.
Ele funcionou por muito tempo como uma loja de departamento, mas é hoje um museu dedicado a instrumentos musicais, contando mais de 2000 exemplares.
Dá para passar por ali um dia inteiro, mas se você tiver foco em alguns tipos ou períodos históricos, umas duas horas do dia são o mínimo.
De quebra, ainda se pode conferir a arquitetura do seu interior, já que a fachada é o primeiro impacto que atrai muitos turistas, mas não para por aí.
Ah! Antes de visitar o museu da música, eu passei na Wittamer, uma doceria maravilhosa! Falo dela e de outros lugares na seção “Onde comer”.
Passagem Smurfs (Smurfen doorgang / Passage Schtroumpf)
Saindo da Square de la Putterie (uma praça), atravesse a rua Infante Isabelle e passe por uma área coberta que leva a uma unidade do mercado Carrefour. Antes de sair da passagem, porém, olhe para cima.
É o mural “Smurfs”! E não há lugar melhor para eles, já que são uma criação belga, do artista Peyo Culliford.
Este mural retrata as criaturas azuis enquanto te mostra uma série de referências da própria capital belga.
Esta arte faz parte de uma das trilhas de murais da cidade, que te apresento ao fim do primeiro dia de roteiro.
Brussels COMICS Figurines Museum / Museo de figuras de comic
A história da Bélgica e, em especial, Bruxelas, com histórias em quadrinho começou pelo menos a partir dos anos de 1920, quando uma parte considerável das revistas era de origem francesa e distribuída na parte francófona do país.
Com o tempo, porém, os livrinhos (em especial aqueles para crianças e jovens) se tornaram uma grande força criativa no país.
Tintin, talvez o mais famoso entre eles, surgiu por volta de 1929.
Neste museu, você pode conferir os “bonequinhos” de diversas personagens famosas, com foco nas criações nacionais.
Um dos destaques fica nos diversos cenários inteiros com personagens como Tintin, Smurfs e Asterix.
O ingresso custa 14 euros para adultos, mas ele está incluso no Brussels Card, que abordarei mais tarde.
Centre Belge de la Bande Dessinée
Neste museu, você encontra uma rica loja de histórias em quadrinhos e mangás, além de uma coleção interessante de desenhos, rascunhos e textos que te levam pela origem e evolução das histórias em quadrinhos, além das diferentes categorias e públicos atendidos.
Ah! Este prédio é outro bom exemplo de arquitetura Art Noveau na cidade.
Jeanneke Pis
O “menino mijão” é um dos símbolos mais conhecidos de Bruxelas (falo dele já, já), mas há também uma menina, que fica nas proximidades do Delirium Café.
Aqui, não há muito segredo: depois de enfrentar uma espera mais ou menos organizada, tire sua selfie em frente à fonte e libere o espaço para os demais.
Grand-Place
Esta praça central da cidade é uma das mais famosas dali.
Seu principal atrativo fica por conta dos diversos prédios de rica fachada (e arquitetura geral) dos arredores, com destaque para a prefeitura em estilo flamboyant (uma variação do gótico) e a “Casa do Pão”/“Casa do Rei” em estilo neogótico que abriga o museu da cidade; além dos prédios barrocos das antigas associações profissionais belgas.
Everard ‘T Serclaes
Everard t’Serclaes, Lord de Kruikenburg, foi um cidadão da capital belga que se tornou conhecido principalmente pela retomada da cidade, tirando esta do domínio dos flamengos (do então Condado da Flandres).
Em Bruxelas, há um monumento de bronze em uma parede logo nos arredores da praça central (Grand-Place) em sua homenagem.
Há sempre um grupo de pessoas por ali, já que há uma lenda de que todos que tocam o monumento têm sorte e terão seus pedidos realizados. Quem tocar seu braço, por sua vez, teria a certeza de retornar à cidade.
Broodhuis / Musée de la ville de Bruxelles
O nome deste museu em flamengo se traduz para “Casa de Pães”, pois foi aqui que por muitos séculos ocorreu a comercialização municipal deste produto.
Hoje, funciona por aqui um museu municipal, que traz toda uma linha histórica que vai da Idade Média até a atualidade.
Entre seus destaques, está a estátua original de Manneken Pis (o famoso “menino mijão”), que data de 1619.
Além da famosa escultura, alguns dos muitos trajes também podem ser conferidos por lá.
Manneken Pis
Não muito longe do museu da cidade, a fonte com a escultura do menino urinando se encontra na esquina da Rue de l’Etuve e Rue du Chêne.
Com seus cerca de 55,5 cm de altura, atrai a atenção de uma multidão de turistas, que disputam espaço para uma foto.
Dependendo do período que se analisa para entender a definição do nome, este pode ser interpretado como “menino urinando” ou “homem de baixa estatura urinando”.
Há referências para uma estátua similar desde 1451, embora a fonte ficasse na própria rua (ao invés da esquina, como é hoje). Vale ressaltar, que esta versão foi roubada inúmeras vezes.
A escultura de pedra foi substituída por uma de bronze em 1619, que pode ser encontrada no museu municipal. A estátua que podemos conferir hoje no local, porém, data de 1965.
Uma das curiosidades divertidas relacionadas ao famoso menino é o hábito de vesti-lo com diferentes trajes, muitas vezes trocando de roupa várias vezes na mesma semana.
Os trajes podem representar a cultura de países específicos, ícones artísticos e muitos outros elementos do mundo. Ao todo, há mais de mil trajes já utilizados.
Do Brasil, por exemplo, já tivemos o Manneken Pis vestido de produtor de café (23/05/1968), capoeirista (07/09/2007) e indígena amazônico (18/09/2010).
Se quiser, é possível conferir qual o atual e as próximas roupas que serão vestidas por ele no site oficial.
GardeRobe MannekenPis
Até 2017, os trajes do Manneken Pis eram mantidos e exibidos no museu da cidade.
A partir daquele ano, porém, criaram um pequeno museu especializado no tema, que pode ser acessado mediante pagamento (5 euros para adulto), com taxa zerada para menores de 18 anos, portadores do Brussels Card e várias outras categorias. No primeiro domingo de cada mês, a entrada é gratuita para todos.
Curiosidade: o traje mais antigo é de 1747, dado pelo rei Luís XV da França. Após seus soldados terem roubado a escultura e a posterior revolta dos residentes locais, o monarca ofereceu o traje como uma compensação e condecorou o menino como Cavaleiro da Ordem Real e Militar de São Luís. Por ser uma vestimenta muito antiga, o museu não mais exibe esta peça, tendo uma réplica para tal fim.
La Boutique Tintin
Esta loja é, como se pode imaginar pelo nome, focada em um dos personagens de quadrinhos mais famosos da Bélgica.
Há desde camisetas e acessórios a souvenirs variados.
Se for hora de um lanche rápido, a Waffle Factory fica bem perto.
Stripmuur Kuifje
Falando no famoso personagem belga, este grafite retrata uma cena com Tintim, Haddock (Capitão Archibald) e Milu.
Trilha de murais
Sempre que visito um país novo, gosto de fazer tours que sejam específicos dali ou que tenham a ver com a cultura local.
Pensando nisso, um dos passeios mais populares de Bruxelas é pelos grafites em diferentes partes da cidade.
No site oficial, há 5 rotas diferentes. Acabei escolhendo a do centro histórico, até para otimizar meu tempo. No site oficial “Visit Brussels”, você confere esta e outras rotas.
Dia 2
O segundo dia foi praticamente só para museus, o que nem todo mundo curte.
Ah! Antes de visitar os museus, visitei o BOUCHE Café. Ambiente mais alternativo, com comida bem gostosa.
Procurei visitar aqueles que fossem os mais importantes (para o meu gosto) na cidade, o que acabou me levando para uma localidade central (o prédio do Royal Museums of Fine Arts of Belgium, grupo que administra os museus), que tem uma vários museus, inclusive com acesso subterrâneo. Na ocasião, visitei os seguintes locais:
Musée Oldmasters
Fundado por Napoleão Bonaparte em 1801, é dedicado a mestres europeus do século XV ao XVIII.
Entre os destaques, está uma série de trabalhos de artistas das áreas dos atuais Bélgica e Países Baixos, como a estonteante tela “O Censo de Belém”, do pintor Pieter Bruegel, o Velho (natural do Ducado de Brabante, hoje parte dos Países Baixos).
Musée Magritte
Como o próprio nome já diz, este museu é inteiramente dedicado ao belga René François Ghislain Magritte, artista surrealista belga conhecido especialmente por suas telas de um homem vestindo cartola e terno com algum objeto na frente do seu rosto.
Outro trabalho muito conhecido é “Os Amantes”, que apresenta um casal se beijando, com o rosto coberto por um tecido branco (parte do acervo do Museu de Arte Moderna, MoMA, de Nova Iorque).
No Museu Magritte, há o maior acervo reunido do artista, com trabalhos de diferentes fases de sua vida artística. Além de telas, temos desenhos, fotografias e esculturas, entre outros tipos de trabalho de Magritte.
Entre as pinturas mais conhecidas disponíveis, temos “O Retorno” e “O Império da Luz”.
Musée Fin-de-Siècle
O “museu da virada do século” se dedica ao período entre 1884 (ano da fundação da Sociedade de Belas Artes de Bruxelas) e 1914.
Entre os destaques, estão trabalhos de Auguste Rodin, Vincent van Gogh, Paul Gaughin e muitos outros.
Os estilos cobertos são, principalmente, Impressionista e Art Noveau, cobrindo pinturas, esculturas, fotografia, músicas e muito mais.
Jardin du Mont des Arts / Mont des Arts Garden
Originalmente construído para a Exposição Universal de 1910, este jardim funciona como uma área verde de conexão entre as regiões elevadas e mais baixas da cidade, com um leiaute excepcional.
Para quem tiver comprado algum lanche nos arredores, funciona como uma boa pausa na correria da “capital europeia”.
Kunstberg Glockenspiel (Carillon do Mont des Arts)
Na fachada para quem desce a via do “Mont des Arts”, este enorme relógio chama a atenção.
Composto por 24 sinos e com uma fachada que ostenta uma estrela de 12 pontas, foi projetado pelo arquiteto belga Jules Ghobert.
Ele toca nas horas cheias uma canção completa (de duas opções em dias alternados), tocando fragmentos desta no quarto de hora, meia-hora e no terceiro quarto completo de hora.
No topo, há um jaquemart, uma escultura automatizada que marca a passagem de hora com uma martelada em um sino.
Para almoçar, temos o Mokafé nas redondezas; para um chocolate, o Pierre Marcolini; para um “waffle”, a Maison Dandoy; e, para finalizar, uma “birita” no Delirium Café.
Dia 3
Place Eugène Flagey
Para começar o dia, vim até a praça Eugène Flagey.
Ela é considerada um dos pontos de encontro na cidade, mas confesso que não é um espaço que todos achariam interessante. Ela tem um aspecto menos histórico e mais moderno, sendo majoritariamente um espaço aberto sem muita estrutura adicionada.
Dois lugares dos quais ouvi falar muito durante as minhas pesquisas são o Café Belga, um café-bar que vez ou outra inclui DJs com música ao vivo e funciona até tarde; e o Frit Flagey, um quiosque que serve batatas no estilo local, cortadas em tiras e servidas com molho.
Se a praça em si parece não ter tanto a oferecer, há logo ao lado dois lagos e uma área verde, boa para curtir um pouco de ar fresco.
Atomium
Um dos principais símbolos da cidade, foi construído em 1958 para a Exposição Mundial. Seria uma homenagem ao progresso da ciência.
Com 102 metros de altura, a estrutura toda feita em metal possui nove esferas ocas de aço inoxidável, cada uma com 18 metros de diâmetro.
Unidas por tubos de metal, formam a estrutura do cristal de ferro, em tamanho que representa uma ampliação de 165 bilhões de vezes.
A atração pode ser conferida livremente do lado de fora, mas cobra entrada para o interior da estrutura. Com efeitos luminosos e sonoros, possui algumas salas com visão externa e uma exibição que conta a história da estrutura.
Design Museum Brussels
Na mesma área do Atomium, a poucos minutos de caminhada, temos este museu de design, aberto em 2015.
Embora seja razoavelmente pequeno, guia o visitante por uma série de salas que contam um pouco sobre a função do design, especialmente na criação de produtos, e sua evolução no decorrer da história.
Entre os diversos itens, meus preferidos são as peças de mobiliário e decoração.
Place du Petit Sablon
Embora seja uma praça bem pequena, possui um paisagismo bem estruturado, que desconecta o visitante da correria da cidade.
Na parte inferior, há uma fonte com os Condes de Egmont e Hornes, membros da resistência belga que conspirava contra o severo regime espanhol então vigente, até que foram decapitados no século XVI.
Église Notre-Dame des Victoires au Sablon
Embora houvesse ali uma capela desde o século XIII, a Igreja de Nossa Senhora das Vitórias de Sablon foi construída por volta de 1400, com exterior em estilo Gótico Brabantino.
Seu interior é ricamente decorado, incluindo duas capelas barrocas.
No total, possui 65 metros de altura e 24 metros de largura.
A pouco mais de dez minutos dali, temos Maison Dandoy (unidade Grand-Place), com diversos tipos de biscoito, incluindo os famosos Speculoos (mesmo tipo do Biscoff), além da filial da Godiva, com seus chocolates mundialmente famosos.
Parc du Cinquantenaire
Criado em 1880, este parque de 30 hectares fica bem ao lado do Quarteirão Europeu, onde temos os principais prédios da União Europeia, além de representações diplomáticas, entre outros.
O parque é bem amplo, com faixas de jardim e área gramada.
Seu nome se dá por ter sido nomeado em homenagem ao cinquentenário da Independência Belga, que ocorreu em 1830.
Há 3 museus por aqui, sendo um relacionado com as forças armadas, o Museu de Arte e História e o Autoworld.
Monument du Cinquantenaire
Completado em 1905, o Arco (ou Monumento) do Cinquentenário possui sua estrutura central, com uma figura feminina em uma quadriga (carruagem puxada por 4 cavalos) no topo.
Junto com as construções laterais, forma um semicírculo, com a parte interna (coberta) com painéis ricamente decorados.
Le Berlaymont
Embora não seja uma atração propriamente turística, o Edifício Berlaymont é interessante por se tratar da sede da Comissão Europeia, o poder executivo da União Europeia (UE).
Sua estrutura imponente e formato pouco usual o tornaram figura frequente nas fotos de pessoas que conhecem a instituição e querem conhecer o lado de Bruxelas como uma das capitais desta importante organização.
Aqui, há algumas outras paradas na vizinhança que, embora eu não tenha visitado por falta de tempo, podem merecer sua atenção:
- Parlamento Europeu / Hemiciclo: o plenário do Parlamento Europeu, em formato de metade de um círculo, pode ser visitado de forma gratuita, tanto com audioguia quanto em visitas guiadas. É possível visitar individualmente sem agendamento prévio, mas é melhor se antecipar e resolver isso no site oficial. O passeio tem opções em qualquer uma das 24 línguas oficiais, incluindo o português europeu. É necessário apresentar documento (passaporte) no momento da visita.
- Parlamentarium: este museu é dedicado à formação da União Europeia e, de modo especial, do próprio parlamento do bloco. De visita também gratuita e em qualquer uma das 24 línguas oficiais do bloco, o agendamento pode ser feito online para evitar stress.
- Casa da História Europeia: este museu conta um pouco da história do continente, seus conflitos do passado, a formação da UE no século XX e das perspectivas futuras na região. Assim como os dois locais citados anteriormente, está disponível em diferentes línguas e é possível agendar a visita no site oficial.
Extras
Seja por falta de tempo, priorização ou algum improviso, alguns lugares não figuraram na minha primeira visita à capital belga. Listo estes a seguir para que você possa fazer sua própria seleção em uma eventual visita:
Het Zinneke / Zinneke Pis
Depois da famosa estátua do menino urinando e da menina na mesma situação, há ainda um cachorro “aliviando” em uma calçada da cidade.
Marché de la Place des Chasseurs Ardennais
Tradicional feira/mercado aberto, acontece todas as sextas, das 14 às 21h na Praça “des Chasseurs Ardennais”.
Musée Horta
Um dos expoentes da arquitetura Art Noveau no país, há um museu na antiga casa e escritório de Victor Horta.
Ela foi construída em 1898 no mesmo estilo arquitetônico pelo qual ele é mais conhecido.
Place du Jeu de Balle
Nesta praça de Bruxelas, há um tradicional mercado das pulgas, que acontece todos os dias.
Marollen (Marolles)
Bairro do mercado do item anterior, é famoso pelas lojinhas de discos de vinil, de produtos antigos e pubs e casas noturnas famosos.
Mini-Europe
Bem ao lado do Atomium, o Mini-Europe é uma versão em miniatura de muitos dos principais prédios, monumentos e paisagens da Europa.
É diversão garantida, principalmente para quem vai com filhos pequenos.
MIMA - Millennium Iconoclast Museum of Art
Fundado em 2016, este museu é focado em arte contemporânea, sendo sediado em uma antiga cervejaria.
Cimetière du Dieweg
Embora este cemitério tenha sido fechado em 1940 para novos sepultamentos, uma exceção foi feita para Hergé, autor das aventuras de Tintin, enterrado por ali em 1983.
Para quem gosta de visitar antigos cemitérios históricos, este pode ser uma boa opção.
Autoworld
Pertinho do Arco do Cinquentenário, este museu foca em carros antigos, indo de modelos do século XIX até algumas décadas atrás.
Musée Mode & Dentelle
Como eu mencionei no roteiro de Bruges, a Bélgica é bastante famosa por sua história com rendas de bilro (similar àquela pela qual o Nordeste do Brasil também é famoso para nós brasileiros).
Além de uma grande coleção com este foco, eles também apresentam algumas exposições temporárias sobre a moda em geral.
Palais de Bruxelles
De estilo neoclássico e construído entre 1783 e 1934, este é o palácio oficial da família real belga, embora a residência oficial não fique ali.
Há a oportunidade de visitar o palácio anualmente, entre os fins de julho e de agosto.
Le Botanique
Antigamente, este espaço fazia parte do jardim botânico, sendo hoje um centro cultural e de eventos.
Palais de Justice
Este prédio é, provavelmente, o mais importante do Poder Judiciário belga, abrigando a Suprema Corte e o Tribunal Superior Criminal, por exemplo.
Apresenta um estilo eclético, com forte influência neoclássica.
Há tours guiados, que podem ser agendados online. Não consegui visitar na minha primeira viagem à Bruxelas, mas todos dizem que possui um interior dos mais bonitos da cidade.
As visitas são gratuitas.
Basilique Nationale du Sacré-Cœur - Koekelberg (National Basilica of the Sacred Heart in Koekelberg)
De fé católica, esta basílica figura entra as 5 maiores igrejas do mundo, estando atrás apenas da Basílica de Nossa Senhora da Paz, em Yamoussoukro, na Costa do Marfim; Basílica de São Pedro, em Roma; Catedral de São Paulo, em Londres; e Santa Maria del Fiore, em Florença.
A visitação é gratuita.
Onde comer
- Wittamer: uma patisserie (local de sobremesas) bem bacana, com uma lista variada de produtos.
- Mokafé Taverne: um restaurante muito bem localizado, apesar de ter um atendimento meio fraco. A comida estava muito boa.
- Pierre Marcolini: uma das grifes mais famosas de chocolatiers da Bélgica, é parada obrigatória para quem quer conhecer os chocolates do país.
- Maison Dandoy - filiais Galeries / Grand Place: há várias unidades pela cidade, com algumas focando em biscoitos (inclusive speculoos, geralmente conhecido pela marca Biscoff) e outras especialidades e outras focadas em waffle. Super recomendado!
- Waffle Factory: outra excelente opção para quem curte o tradicional waffle belga, seja ele do tipo de Liège ou de Bruxelas (falo deles no roteiro de Bruges).
- Café Belga: este café e bar é um dos ícones da cidade, funcionando até tarde e trazendo até DJs em algumas ocasiões. A comida por ali era muito boa!
- Frit Flagey: bom local para a tradicional batata belga, feita em palitos e servida no cone com molho.
- Delirium Café: um dos pontos de encontro mais famosos da cidade, é conhecido por supostamente ter mais de 2 mil rótulos diferentes de cerveja disponíveis.
- À La Mort Subite: se o Delirium estiver muito cheio, este bar e restaurante aberto em 1928 também é uma opção super bacana.
- BOUCHE Specialty Coffee: bem próximo do Museu Magritte (e dos demais que visitei no mesmo dia), este café tem uma estética bem minimalista e serve alguns folhados e sobremesas saborosos, com café que não decepciona.
- Godiva: famosa por seus chocolates, há uma unidade na Grand-Place. Além de contar com diversos sabores diferentes, a apresentação dos chocolates vem em cores e formas lindíssimas.
Onde se hospedar
Quando cheguei de Eurostar vindo de Londres, optei por me hospedar no ibis Brussels Centre Gare Midi($), que fica literalmente do outro lado da rua. Dali, pude sair facilmente na manhã seguinte de trem rumo à cidade de Bruges. Muito prático!
Outra opção razoavelmente acessível, também da rede Accor, é o Aparthotel Adagio Access Brussels Europe($), que apresenta mini apartamentos, com uma pequena cozinha integrada ao quarto, tornando possível cozinhar ou aquecer algo quando voltar do passeio do dia. Este hotel fica mais próximo da estação de trem Bruxelles-Central.
Aliás, fica um destaque para o atendimento no Adagio. A equipe era super simpática e atenciosa.
Quem chega de Eurostar à capital belga pode seguir de trem de superfície até Bruxelles-Central ou qualquer uma das estações de trem listadas na página oficial da Eurostar.
Como chegar à Bruxelas + transporte pela cidade
Além do aeroporto de Bruxelas, que possui boa conectividade com a cidade, há a opção de chegar de trem de diversas cidades da Europa, com destaque para Londres, com o serviço da Eurostar, que atravessa o túnel do Canal da Mancha (a opção que eu testei).
É possível andar pela cidade com o bilhete emitido como adicional para o Brussels Card (próxima seção neste texto), mas há também a possibilidade de utilizar o seu próprio cartão ou celular com NFC (contactless).
Vale lembrar, claro, que isso só é aconselhável se você tiver um cartão com saldo em euros ou outra moeda internacional e que não cobre taxa, pois utilizar cartões de crédito brasileiros, mesmo que possam funcionar, geram taxas e impostos que encarecem muito o pagamento.
O “teto” diário do transporte local era (na data da minha visita) de 7,50 euros. É necessário ter este valor disponível no cartão, pois ele debita o teto diário logo de cara, no primeiro uso.
Durante o dia, você continua utilizando o transporte e, de acordo com seus trajetos, ele ajusta o valor da transação (diminuindo, se for o caso).
O bilhete unitário era de 2,10 euros na data da minha visita, dando acesso ilimitado por uma hora a inúmeros trajetos depois do pagamento.
Há também a possibilidade de comprar o bilhete por um aplicativo de celular (iOS/Android).
O trajeto entre aeroporto e o centro da cidade custa 7 euros.
Brussels Card: vale a pena?
Na ocasião da minha visita, optei por contratar o Brussels Card, que oferece acesso gratuito a 49 museus e descontos em algumas atrações, além de opções pagas como extra com ônibus turístico do tipo Hop on Hop off, acesso ilimitado ao sistema de transporte e até mesmo adição do Atomium.
O cartão é vendido em pacotes de 24, 48 ou 72 horas, que vão de 32 a 49 euros (sem contar os adicionais opcionais).
Para saber se vale a pena, você precisa colocar no papel a lista de lugares que deseja visitar e verificar quais são aceitos, para comparar o valor se pagar individualmente por cada lugar ou ir pelo acesso “gratuito” dado pelo cartão.
No meu caso, contratei o pacote básico de 72 horas e acrescentei o transporte público e o Atomium.
No site oficial de turismo, você pode conferir a lista de atrações da cidade e filtrar por aquelas que estão no pacote.
O cartão pode ser adquirido online, via aplicativo (iOS/Android) ou em pontos de venda pela cidade. Eu adquiri o passe no app, pois achei mais prático. O tempo passa a valer a partir do momento quando você o utiliza no primeiro museu.
Se você adquirir o adicional com bilhete de transporte, é necessário ir até um dos pontos de troca com o código que o Brussels Card lhe fornece e emitir o cartão de transporte de papel na máquina automática de venda (apenas nas do tipo STIB’s 375 GO). Na estação Bruxelles-Central, quando você troca para a parte do metrô, há máquinas compatíveis. Na dúvida, basta consultar o site oficial com a lista de locais de troca.
O tempo do bilhete de transporte funciona de forma independente, contando a partir do primeiro uso.
Mapa do tesouro
Conclusão + dicas
Bruxelas tem uma fama de “sem graça” para muitos turistas, mas percebi na data da minha viagem que a fama é injusta.
Primeiramente, é preciso lembrar que ela inclui todos os itens do típico “kit” de capital europeia: catedrais, um Arco do Triunfo/da Paz/etc e um centro histórico recheado de monumentos e prédios antigos.
Além disso, Bruxelas carrega a importância de ser uma das sedes da UE, o que garante muita dinâmica, modernidade e agitação para a cidade.
Como você deve ter percebido, este roteiro possuía muitos museus e outras instituições similares, mas vale aqui uma dica: várias atrações possuem funcionamento sazonal ou com horários bem específicos de funcionamento. É imprescindível verificar antes de ir.
A maioria dos museus fecha na segunda-feira, por exemplo, mas alguns deixam de funcionar às terças.
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