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Trabalhar no exterior: dicas para aumentar suas chances de contratação

Morar no exterior29/11/2020

Hoje eu gostaria de conversar contigo um pouco sobre as experiências profissionais que já tive no exterior (em Portugal e no Reino Unido). Mais especificamente, o que percebi ser essencial para profissionais brasileiros que queiram se aventurar fora do país, em especial na Europa.

Currículo sempre à mão

Currículos impressos, para a maioria dos profissionais, já é coisa do passado.

Apesar disso, tenha em mente que a maioria das empresas pode conversar contigo para levantar o que você fez no passado e onde estudou, mas eles sempre gostarão de ter uma versão em texto descrevendo suas experiências.

Pensando nisso, sempre tenha uma cópia digital, em PDF (não editável), para enviar ao recrutador ou ao colega que esteja te recomendando para alguma vaga.

LinkedIn é seu melhor amigo

Para vagas na Europa, e falo por experiência própria quanto a Portugal e Reino Unido, é sempre bom ter um cadastro em sites especializados em emprego, em especial no LinkedIn.

No Brasil, temos o costume de descrever os cargos já ocupados de uma forma mais direta e impessoal, mas por aqui a coisa precisa ser mais específica.

Para cada cargo que você já teve, descreva as tecnologias ou conceitos que aprendeu e que utilizou na vaga, projetos em que trabalhou (respeitando regras de privacidade do empregador em questão) e potenciais reconhecimentos que tenha recebido, como títulos, promoções ou atividades importantes.

Para os recrutadores da Europa, mais importante do que o que você fazia, você deve conseguir descrever como, com quais ferramentas e quais decisões tomou durante os projetos, além dos impactos que isto causou.

Construa um portfólio

Para algumas profissões, é complexo (ou proibido pelo código da área) descrever em detalhes experiências anteriores, mas é imprescindível que você tenha sempre um conjunto de amostras e “provas” do que sabe fazer e de quais projetos fizeram parte da sua trajetória.

Ficou com dúvidas sobre como construir este tipo de evidência? Te ajudo:

  • Se você é da área de Tecnologia da Informação e trabalha com programação, pequenos exercícios ou trabalhos completos em sites de versionamento (Git), como GitHub ou GitLab, podem ser um bom caminho para facilitar a busca dos recrutadores pelas evidências do seu conhecimento.
  • Se você é designer ou outro profissional da área criativa, sites de portfólio, de prototipação e outros similares podem ser seus melhores aliados. Pense em serviços como Behance, Figma, Zeplin e outros similares.

Participe de meetups

Construção de uma rede contatos é essencial, mas nem sempre é possível estabelecer um grupo bom de colegas da área apenas no LinkedIn.

Especialmente em tempos de pandemia, os encontros virtuais (e em breve, também presenciais) são uma fonte valiosa de contatos e de aprendizado.

Meetup.com é um dos mais conhecidos, mas grupos em redes sociais também podem ser um bom caminho.

Avalie DE ANTEMÃO a necessidade de visto

Se você já tiver um país em mente, avalie previamente a necessidade de visto de trabalho e/ou outras burocracias, pois é essencial que você já tenha tudo isso muito claro para quando for conversar com o primeiro profissional de recrutamento. É quase certo que ele perguntará sobre isso, já que nem toda empresa pode/quer arcar com este tipo de custo.

Seja o melhor avaliador do seu próprio perfil

Tendo em mente algum país e já antes de iniciar sua pesquisa por vagas disponíveis, utilize sites como Glassdoor e similares para levantar o que as empresas costumam perguntar para candidatos na sua área, especialmente no país de destino.

Participando de alguma entrevista, aliás, não deixe de fazer uma autoavaliação posterior: correu tudo bem? O que poderia ter sido melhor? O que foi perguntado e que você não sabia?

Mais do que uma avaliação para uma empresa, uma entrevista é um dos melhores termômetros para que você saiba o que o mercado está querendo de profissionais como você.

E por hoje é só!

Sentiu falta de alguma dica? Me conte nos comentários. :)


Imagem de destaque:
The London Eye. Foto por Adriano Donato Couto.
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