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Portugal: dando uma volta por Belém (Lisboa) e Oeiras

Viagens06/05/2018

Olá!

Para quem não sabe, eu estou morando em Portugal desde o final do mês de abril. Vim a trabalho, para atuar em uma empresa daqui como desenvolvedor de software.

Ainda estou me adaptando à rotina e à cidade, mas já dei umas voltas para conhecer alguma coisa e gostaria de compartilhar com vocês.

Oeiras

Oeiras é um município pequeno, mas bastante povoado. Faz parte da região conhecida como Grande Lisboa.

Vizinha da capital portuguesa, a localidade fica também bem pertinho da praia. Já no primeiro dia em solo português, saí à procura de um supermercado e me deparei com a Praia de Santo Amaro de Oeiras, um local bem simpático.

Em primeiro plano, uma pequena faixa gramada, depois uma via asfaltada e uma faixa de praia. No centro, um estabelecimento comercial.
Praia de Santo Amaro de Oeiras, Grande Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.

Alguns dias depois, ainda me acostumando com o fuso horário lusitano, aproveitei o fim de tarde para andar por Oeiras. Apesar de ser bem urbanizado, o município possui um clima tranquilo, sem a correria de Lisboa.

O primeiro ponto que pude conferir foi o Jardim do Palácio do Marquês de Pombal. Enorme, ainda tem um riacho passando por ele. Não entrei nos jardins, mas vi ele através de uma ponte que oferece um bom ângulo de visão.

Extenso campo gramado, com uma faixa acimentada em volta. No entorno, árvores de diferentes tipos. Bem ao fundo, um casarão rosa, o Palácio do Marquês de Pombal.
Jardim do Palácio do Marquês de Pombal, com o palácio ao fundo. Oeiras, Grande Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.

Viaje do seu sofá!

Ficou com vontade de conhecer, mas não pode ir até lá por agora? Acesse aqui ao Google Street View e aproveite a vista!*

O Palácio do Marquês de Pombal, aliás, é outro detalhe magnífico. No momento em que passei por ali, mais ou menos às 19h, não estava mais aberto, mas sua fachada já é maravilhosa.

Uma muralha rosa vai em diagonal do primeiro plano à direta até o centro da imagem, onde se conecta com um palácio de paredes cor-de-rosa. O palácio tem aparentemente três andares. No topo, telhas de barro.
Palácio do Marquês de Pombal. Oeiras, Grande Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.

Nas proximidades do palácio há ainda o Jardim Municipal de Oeiras, outro espaço verde bem agradável. Há lá um espaço com brinquedos e um viveiro com patos e outros animais.

Com certeza, há diversos outros lugares bacanas na cidade, mas o dia já estava chegando ao fim. Ficou pra próxima!

Apesar de não pertencer a Lisboa, ali é um excelente lugar para morar. Consigo chegar rápido ao trabalho, através de linhas de trem com boa frequência de horários.

Curiosidade: Oeiras tem um detalhe muito charmoso, pelo menos nos locais por onde já passei: o nome das ruas está em placas trabalhadas em estilo próximo daqueles azulejos portugueses. Confira:

Placa de nome de rua formada por azulejos de fundo branco. Nas bordas da placa, arabescos predominantemente em tons de azul, laranja e roxo. No topo, um brasão. No centro, o nome da rua: Rua do Caminho da Quinta
Placa com nome de rua em Oeiras, Portugal. Foto de Adriano Donato Couto.

Belém (Lisboa)

Belém é uma freguesia do concelho de Lisboa. Isso quer dizer, em uma analogia com o Brasil, que Belém seria um “distrito urbano” do “município” de Lisboa, como ocorre na cidade de São Paulo.

Esta área, limitada por um dos lados pelo Rio Tejo, está profundamente conectada com as grandes navegações e uma série de outros acontecimentos importantes.

Tirando algumas horas do fim de uma tarde para visitar Belém, comecei pela excelente visão que o MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia) oferece de seu teto: a Ponte 25 de Maio (primeira imagem desta postagem), uma boa parte de Lisboa e o rio Tejo. Aliás, o prédio do próprio MAAT é também excepcional!

Uma construção coberta por placas claras avança em formato de onda sobre uma escadaria. Ao fundo, temos o rio e um céu coberto por nuvens.
Fachada do Museu de Artes Arquitetura e Tecnologia (MAAT) de Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.

Vista de uma faixa de árvores, seguida por uma colina coberta de casas antigas de diversas cores.
Lisboa vista do teto do MAAT. Foto de Adriano Donato Couto.

Vale uma observação aqui: que linda essa parte da cidade! Ainda mantendo um perfil menos vertical e mais tradicional…

Saindo dessa região, parei naquele que é um dos principais monumentos de Belém: Padrão dos Descobrimentos. O monumento homenageia uma série de pessoas importantes para o período dos ditos descobrimentos de Portugal. Entre as esculturas, pode-se ver Cabral, Camões, Vasco da Gama, São Francisco Xavier (um dos criadores da Companhia de Jesus, a organização dos jesuítas) e muitos outros.

Em horário de abertura, é permitido subir no monumento. À frente dele, vê-se o imponente rio Tejo, que ainda hoje mantém papel de destaque para Lisboa.

Em um monumento em formato de paralelepípedo, uma rampa lateral, que sobe em direção ao rio (à esquerda), possui uma série de esculturas, sendo algumas de navegadores e outras figuras importantes do período das grandes navegações portuguesas. Há também várias pessoas ao redor do monumento e o céu está cheio de nuvens. Este lado fotografado está contra o sol, ou seja, coberto de sombra.
Padrão dos Descobrimentos, Belém (Lisboa). Foto de Adriano Donato Couto.

Em um monumento em formato de paralelepípedo, uma rampa lateral, que sobe em direção ao rio (à direita), possui uma série de esculturas, sendo algumas de navegadores e outras figuras importantes do período das grandes navegações portuguesas. A foto mostra o lado contrário do mesmo monumento da imagem anterior, mas com close na região das esculturas, que também estão deste lado.
Padrão dos Descobrimentos (detalhe do lado oposto). Foto de Adriano Donato Couto.

Saindo dos entornos, fui em direção à Torre de Belém, estrutura inaugurada no século XVI.

É também possível visitar (mediante pagamento) o interior e uma área superior da torre, mas neste dia não fiz isso. Ainda assim, a visita é muito gratificante, pois a arquitetura do local é demais.

Uma torre quadrada bastante trabalhada no topo. Em um dos lados, um espaço murado. A torre está no meio de uma área alagada. Para chegar até ela, há uma travessia em madeira a partir do lado direito da imagem.
Torre de Belém. Belém, Lisboa. Foto de Adriano Donato Couto.

Ali bem próximo da região da torre, o Monumento pela primeira travessia aérea do Atlântico Sul, que homenageia a primeira viagem aérea para aquela direção. O trajeto, feito por Sacadura Cabral e Gago Coutinho, visitou também algumas cidades brasileiras, terminando no Rio de Janeiro.

Monumento com um avião de metal em tom próximo do bronze escurecido. Ele possui um par de hélices no bico e duas estruturas que lembram boias na parte inferior. O avião está sobre uma estrutura de concreto, em uma região arborizada.
Monumento pela primeira travessia aérea do Atlântico Sul. Foto de Adriano Donato Couto.

Atravessando o jardim da torre, pude conferir também os arredores do Museu do Combatente, que fica no Forte do Bom Sucesso. É uma boa oportunidade para conhecer armamentos e equipamentos já utilizados pelas tropas portuguesas.

Um grande espaço murado, com pintura em amarelo claro. Há um portal de um dos lados. Há algumas árvores, mas a área em volta é quase toda coberta por concreto.
Museu do Combatente - Forte do Bom Sucesso. Foto de Adriano Donato Couto.

Ali vi também o Monumento “Aos Combatentes do Ultramar”, que registra o nome dos soldados que já morreram servindo a Portugal. Em volta de um espelho d’água, uma série de colunas com nomes de cada militar, com sua função respectiva.

Sobre um espelho d'água, vê-se duas vigas robustas de metal se encontrarem, saindo a partir da água em direção diagonal. Há um corte em 45 graus na ponta, para que elas se alinhem na área em que quase se tocam.
Monumento aos Combatentes do Ultramar (1). Foto de Adriano Donato Couto.

Visão em 45 graus (na horizontal) de uma parede. Esta parede carrega uma placa com os dizeres "À memória de todos os soldados que morreram ao serviço de Portugal".  Do lado direito, várias placas com nomes dos referidos soldados homenageados.
Monumento aos Combatentes do Ultramar (2). Foto de Adriano Donato Couto.

Deu até pra encontrar um “Couto”, já em uma das primeiras “páginas”.

Minha próxima parada foi no Mosteiro dos Jerónimos, estrutura bastante extensa, que engloba o Museu de Arqueologia, o Museu da Marinha, o próprio mosteiro e a Igreja de Santa Maria de Belém.

Nesta igreja estão os túmulos de Vasco da Gama, Luís de Camões e alguns outros nomes importantes do país.

Extensa área gramada, com algumas árvores e um espelho d'água. Ao fundo, uma longa fachada construída de cor clara, sendo uma parte  de uma igreja e a outra parte de um mosteiro. Por cima, um céu azul com muitas nuvens ralas.
Jardim da Praça do Império, com o Mosteiro dos Jerónimos ao fundo. Foto de Adriano Donato Couto.

Uma igreja toda em cor clara, com uma longa porta dupla ao centro e várias janelas alongadas em sua fachada. Do lado esquerdo, a construção sobe em uma espécie de torre, com cúpula toda esculpida e também em tom claro.
Mosteiro dos Jerónimos - Igreja de Santa Maria de Belém. Foto de Adriano Donato Couto.

Para encerrar a visita do dia, um dos momentos mais clássicos que todo passeio por Belém deve contemplar: uma parada na Fábrica dos Pastéis de Belém.

Fachada de uma construção envelhecida, com destaque para os toldos azuis, com escritos em branco: Pastéis de Belém.
Fachada da Fábrica dos Pastéis de Belém. "ÚNICA FÁBRICA DOS PASTÉIS DE BELÉM". Foto de Adriano Donato Couto.

Interior de um estabelecimento antigo, com paredes amarelas cheias de vitrines e o teto branco, com detalhes em relevo e alguns pendentes de luz. Há pessoas atrás do balcão e clientes do outro lado. À esquerda, uma placa diz "Recolha" (coleta, em português de Portugal).
Interior da loja dos Pastéis de Belém. Vista da fila para quem vai comprar para levar para casa. Foto de Adriano Donato Couto.

Como pode-se ver na imagem, formam-se filas para quem vai comprar o produto exclusivamente para levar embora. São duas filas no total.

Entrei, então, na fila e aguardei. No momento em que faltava apenas uma pessoa antes de mim, porém, decidi sair e me sentar à mesa para curtir um pouco mais o local. E voilá! Os tão esperados café de Belém, acompanhados de um cappuccino:

Sobre uma mesa, um porta-guardanapo azul com "Pastéis de Belém estampado em branco. Do lado esquerdo, dois recipientes prateados com açúcar; Em primeiro plano, quatro unidades de pastel de Belém em um prato branco; à direita, uma xícara com creme no topo. Pastéis de Belém têm um formato similar a uma torta, com a cobertura de um creme amarelado com marcas mais escuras do creme tostado.
Pastéis de Belém à mesa. Deliciosos! Foto de Adriano Donato Couto.

Cada pastel de Belém custa (maio/2018) € 1,10 cada.

Atenção

“Pastéis de Belém” são exclusividade de Belém, especificamente na fábrica “Pastéis de Belém”. É marca registrada, inclusive. Em qualquer outro local de Portugal, peça sempre por “pastéis de nata”, o nome genérico do produto.

E por hoje é só! Acha que faltou algum ponto importante? Conte pra gente!

Arrivederci! 🙂


Imagem de destaque:
Ponte 25 de Abril, vista de Belém (Lisboa). Foto de Adriano Donato Couto.
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