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3 dias em Curitiba e Morretes

Viagens14/04/2022

Olá!

Hoje gostaria de apresentar a vocês o que conheci em Curitiba, uma cidade que conquistou meu coração.

Contexto

Este passeio faz parte de um projeto pessoal que já comentei sobre no Instagram: quero conhecer o Brasil! Por mais curioso que pareça, como muitos brasileiros, conheço pouco do nosso país.

Nem tanto pelo preço, que é realmente salgado, mas faltava em mim iniciativa para separar um pouco de dinheiro todo mês para os destinos que eu mais gostaria de conhecer. Acabei adquirindo este hábito somente em 2017, mas me mudei para o exterior já no ano seguinte.

Meu percurso da Zona da Mata Mineira até Curitiba envolveu um ônibus até o Rio de Janeiro, um carro de aplicativo até o aeroporto Santos Dumont e um voo direto até o aeroporto de Curitiba (o Afonso Pena, que na verdade fica na cidade vizinha de São José dos Pinhais).

Primeiro dia

Ficamos na região conhecida como Batel, que tem muitos restaurantes e cafés e fica ligeiramente próxima do centro. Dali, assim que deixamos tudo no hotel, já partimos para o primeiro barzinho que encontramos, o Cartolas Sports Bar, um local que lembra de leve um pub londrino, mas com uma pegada brasileira que qualquer um sente falta morando fora.

Já com o estômago forrado, seguimos até a Rua das Flores, bem no centro da cidade. Toda decorada com flores vermelhas, a via fechada para os carros é simpática e fica próxima do destino seguinte, o Museu Ferroviário.

Este museu fica dentro do Shopping Estação, que parece ter sido construído em volta de uma antiga parada de trem. O espaço citado anteriormente é, na verdade, parte de um antigo trem, restaurado e adaptado para contar um pouco da história da cidade e de sua relação com o transporte ferroviário.

Há uma seção interativa bem bacana, principalmente para crianças, com uma plataforma que vibra e simula um passeio em uma Maria Fumaça.

Saindo dali, caminhei mais um pouco até o próximo destino, não muito longe dali: Mercado Municipal de Curitiba. Por ali, como é de costume para este tipo de estabelecimento, encontra-se de tudo um pouco: artesanato, frutos típicos e exóticos, nozes e temperos diversos, além de outros produtos alimentícios.

Saindo do mercado, fui caminhando até outra atração do centro da cidade: Paço da Liberdade. Prédio histórico inaugurado em 1916, foi reinaugurado em 2009 por iniciativa do SESC do Paraná.

Hoje, o paço é um centro cultural gerido pelo Sistema SESC. Há, inclusive, um café em um de seus lados.

Passando por lá, é impossível não notar a imponência deste prédio, além do charme de todas as construções que rodeiam a mesma praça onde ele está situado.

Saindo dali, mas ainda na região central, fomos até o Passeio Público, um pequeno parque urbano com viveiros de aves exóticas, curso d’água e boa porção de área verde.

É muito interessante como o clima muda quando se atravessa o portão do espaço. A temperatura é mais amena e há uma tranquilidade muito bem-vinda.

Logo ao lado, conferimos também o Memorial Árabe, uma construção em formato de cubo sobre um espelho d’água. Como o nome sugere, foi aberto com o intuito de prestar homenagem a uma comunidade muito importante para a cidade.

Por ali, há uma pequena biblioteca, com livros de diversos temas, indo de culinária à história dos diversos povos que costumamos abrigar debaixo do termo guarda-chuva “árabe”.

Na ocasião, vi por ali duas funcionárias. Uma delas contou um pouco sobre o espaço e sobre suas experiências na área, em um papo bem legal com os visitantes.

Depois de caminhar bastante, voltamos para o hotel para pegar as malas na recepção e de fato fazer o check-in para subir e descansar.

Segundo dia

No segundo dia, aproveitamos para fazer o percurso de atrações mais distantes do centro da cidade. Para isso, comprei o passe de 24 horas do ônibus turístico, que passa pelas principais atrações da capital paranaense, inclusive pela maioria das que visitei no primeiro dia. Como as paradas do dia anterior eram próximas, otimizei o percurso para tudo que estivesse mais fora do alcance.

Esta dica valiosa veio da https://www.instagram.com/laridcouto/, minha irmã, que visitou a cidade alguns meses antes de mim.

Começamos o passeio no ponto inicial da linha turística, na Rua 24 Horas. A primeira saída ocorre por volta das 8:30 da manhã.

Nossa primeira parada foi no Jardim Botânico, um espaço muito bonito, com a famosa estufa de vidro repleta de plantas e que abriga também uma pequena cascata. Ela foi inspirada no The Crystal Palace, estrutura enorme que existia no Hyde Park, em Londres.

Há um jardim lindíssimo logo em frente à estufa, além da Galeria das 4 Estações, uma estrutura coberta em formato de “U” que abriga plantas de diferentes tipos de clima. Ao fim, um café bem simpático, mantido pelo Senac.

Voltando para o ônibus, nossa próxima parada foi o Memorial da Imigração Polonesa, que abriga algumas casas de madeira construídas a partir de material de casas antigas de colonos poloneses que viveram na região. O espaço possui alguns itens em exposição e uma loja de produtos típicos, além de um bosque ao seu redor, o Bosque do Papa João Paulo II, uma área de mata com trilhas de pedra. Em um dos trechos, há também uma estátua do pontífice, que chegou a visitar a área quando esteve na cidade.

Saindo dali, decidimos seguir a pé até a próxima parada, o Museu Oscar Niemeyer (MON), também conhecido como “museu do olho” pelo seu formato bastante diferenciado. A instituição possui um acervo muito interessante, mas por questão de tempo focamos nos seus arredores, com uma área verde muito frequentada pelos curitibanos.

Sobre um espelho d'água, vê-se um conjunto de rampas de concreto pintadas de branco. Ao centro, surge uma pilastra com uma construção em formato de elipse no topo.
Museu Oscar Niemeyer (MON), também conhecido como "museu do olho".

Voltando para o ônibus, seguimos em direção ao Bosque Alemão, mas aqui vale uma dica importante: Há duas paradas para este monumento, sendo uma no topo da colina e a outra na parte baixa. Os funcionários do transporte geralmente avisam, mas deixo aqui também anotado: deixe para descer na parte alta, pois este bosque tem uma trilha que só faz sentido em descida.

Por ali, eles construíram logo na entrada superior uma réplica de uma igreja de madeira em estilo neogótico. Logo ao lado, a Torre dos Filósofos oferece uma vista muito bacana da cidade. Descendo suas escadarias, já se entra na primeira parte de uma trilha por um trecho de mata nativa que compõe o bosque. De tempos em tempos, há pequenas estruturas que, em conjunto, contam a história de João e Maria, famoso conto dos irmãos Grimm.

Mais ou menos no meio de trilha, há uma pequena biblioteca infantil com contação de histórias e, na saída inferior, uma réplica de uma fachada da Casa Mila, casa de construção germânica que originalmente existia no centro da cidade.

Pegando o próximo veículo disponível, seguimos viagem até outro dos símbolos mais conhecidos da cidade: a Ópera de Arame. Construída por cima de um lago onde antigamente existiu uma pedreira, é feita toda em metal e vidro, funcionando atualmente como casa de shows.

Uma rampa de tubos metálicos claros leva a uma construção do mesmo material. Abaixo, um lago; ao fundo, densa linha de árvores no topo de uma parede de rocha.
Ópera de Arame.

Ela também oferece uma trilha na mata, que estava fechada na ocasião da minha visita.

Aproveitei o “azar” de uma chuva inesperada e desci até o restaurante no piso inferior, onde curti um prato de massa muito bem preparada e minha mãe curtiu o buffet livre de feijoada.

Ao lado, em uma espécie de jangada, uma banda se apresentava durante vários momentos.

Tentando recuperar o cronograma do dia, saímos dali e descemos no Parque Tanguá. Outro local construído onde antes existia uma pedreira, ele possui dois “níveis”.

Em primeiro plano, um grande lago. Ao fundo, um paredão de rocha e uma cortina d'água No topo, uma construção amarela.
Vista do parque Tanguá a partir do nível inferior.

No nível superior, o Jardim Poty Lazarotto, em estilo francês. Este conta com espelhos d’água, flores e chafarizes, além de duas torres que oferecem vista privilegiada da cidade. É dali que se inicia uma queda d’água de 65 metros de altura.

Na parte de baixo, há uma espécie de pier de madeira que leva até um restaurante e um ponto de observação com linda vista da cascata citada acima e do lago onde ela deságua. Logo ao lado, temos ainda uma área de parque, com trechos de gramado e de mata.

Voltamos para a parte superior, pegamos novamente o ônibus e seguimos até o Memorial Ucraniano, localizado no Parque Tingui.

Um caminho de pedra, ladeado por gramado, leva a um grupo de construções de madeira. São três no total, sendo uma espécie de coreto, uma capela e uma casa.
Memorial Ucraniano.

Por ali, temos uma capela em estilo bizantino de madeira e um imponente portal, além da réplica de uma casa de arquitetura típica ucraniana, onde funciona uma loja de souvenirs.

No interior da capela, há alguns itens religiosos e uma interessante coleção de pêssankas (ovos pintados manualmente).

Para quem tiver mais tempo, vale também curtir um pouco das trilhas do parque onde o memorial se localiza, com uma das maiores áreas verdes da cidade.

Nossa próxima parada, já quase no fim do trajeto, foi no Centro Histórico. Paramos por ali para caminhar um pouco pela área mais antiga da cidade, onde se pode encontrar fachadas antigas muito bem conservadas e alguns pontos famosos dali, como o Cavalo Babão do Lago da Ordem.

Finalizamos nosso itinerário na Praça Tiradentes, considerada marco zero da cidade. Por ali, entre outros atrativos, temos a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz, com mais de cem anos de história.

Terceiro dia: Morretes

Vê-se um rio que parte do primeiro plano e vai até o fundo. De um lado, palmeiras; do outro, um casarão branco de detalhes azuis e uma igreja.
Vista da beira do rio em Morretes, Paraná.

Muitos turistas que visitam Curitiba acabam optando por conhecer também a cidade de Morretes, em um passeio que pode envolver um trajeto de trem de tirar o fôlego. Como fomos com tempo, optamos por também conhecer o pequeno município.

Aqui, vale destacar que há diversas opções de pacote, com diferentes preços. Optamos por contratar tanto a ida quanto a volta com a Serra Verde Express, empresa que opera a linha turística de trem entre as duas cidades.

O pacote que escolhemos, “Pôr do Sol”, envolve a ida de van pela exuberante Estrada da Graciosa, um trajeto sinuoso pela Serra do Mar, com cerca de duas horas. Caso o tempo esteja muito fechado, a viagem poderá ocorrer via BR-277.

A van saiu por volta das 9 horas da manhã da Rodoferroviária de Curitiba, mas há mais de um horário disponível. Eles pedem que se chegue na estação cerca de uma hora antes. Na dúvida, é melhor confirmar com a empresa no momento da compra.

Pouco antes de Morretes, há uma parada (inclusa no pacote) no Parque Temático Hisgeopar, que conta com uma maquete que simula a serra paranaense, contando boa parte da história do estado, através de um modelo de represa hidrelétrica, bonecos animados e uma narração afiada de cada evento.

A volta se dá por trem, em trajeto com cerca de 4 horas e 15 minutos, entre a estação de trem de Morretes e a Rodoferroviária de Curitiba.

A estrada de ferro Paranaguá-Curitiba, com mais de 41 pontes e 13 túneis, nos transporta pela maior reserva contínua de Mata Atlântica de todo o país. Em alguns trechos, o trem parece flutuar por cima dos trilhos, em pontes de uma altura impressionante.

Conforme o pacote contratado, o viajante pode ter a narração feita por um ou mais guias, que contam diversas histórias envolvendo a construção daquela imponente via férrea, além de indicar os principais pontos de interesse em todo o percurso.

Entre as histórias, os guias contam que o trajeto foi encomendado por Dom Pedro II aos irmãos Rebouças, que por sua vez solicitaram que aquela obra fosse feita inteiramente livre de trabalho escravo. O imponente projeto, cheio de curvas, pontes, túneis perfurados em rocha e diferentes desafios, envolveu milhares de trabalhadores, em sua maioria de origem europeia. Além da complexidade do projeto, também o calor e as doenças tropicais teriam assolado a mão de obra empenhada em sua construção.

Vê-se duas fotografias com separação branca entre elas Do lado esquerdo, um trem com pintura avermelhada sai do primeiro plano e some no fundo da imagem, rodeado de mata fechada e com uma montanha ao fundo. À direita, uma área de mata com uma espécie de planalto ao fundo, cujo topo está coberto por nuvens cinzas.
Colagem com dois momentos registrados durante a viagem de trem Morretes-Curitiba.

No total, a ferrovia possui 110 km, sendo 70 entre Morretes e Curitiba. Sua operação ocorre desde 1885, com uso prioritário para transporte de carga.

A saída de Morretes se dá às 15 horas, sem atrasos, portanto vale a pena chegar com antecedência, pois não há muita coisa acontecendo na cidade depois de umas 5 da tarde.

O que fazer em Morretes?

A cidade é pequena, com pouco mais de 16 mil habitantes.

Por se tratar de cidade majoritariamente turística, as atividades por ali se concentram nos dias e horários mais comuns de visitação.

Um dos principais atrativos por ali é o barreado, que é servido por diversos restaurantes. Na nossa visita, escolhemos um dos mais conhecidos e recomendados, bem ao lado da Ponte de Ferro: Restaurante Madalozo.

Para quem não conhece, o barreado teria sua origem nos Açores, através de portugueses que chegaram ao litoral do estado por volta do século XVIII.

Consiste, basicamente, de carne bovina de segunda em pedaços temperada com cebola, alho, bacon, toucinho e cominho. A mistura é colocada em uma panela de barro, com tampa também de barro e lacrada com uma massa de farinha de mandioca, cozinhando por muitas horas. Seu caldo, muito saboroso, mantém o sabor da carne mesmo após reaquecido inúmeras vezes.

Ao servir, o caldo do barreado, repleto de carne quase desmanchando, é misturado com bastante farinha de mandioca. Para os que se aventuram, os garços podem, inclusive, fazer o preparo na frente do cliente, virando o prato sobre a cabeça de um dos membros à mesa. Tal qual como uma tigela de chantilly, o conteúdo não pode cair do recipiente!

Ali bem perto da mesma ponte, do outro lado do rio, há uma área bonita perto da margem, onde o turista pode descansar.

Ainda nas proximidades, uma feira de artesanato, souvenirs e produtos alimentícios típicos fecha o pacote das principais atividades por ali.

Dicas

  • Se for fazer o passeio de trem, prefira fazer o trajeto Morretes-Curitiba, no período da tarde. A ida à Morretes pela manhã é igualmente linda, mas há muito mais chances de pegar a serra toda coberta em neblina nas primeiras horas do dia.
  • Há possibilidade de incluir a cidade de Antonina ou a Ilha do Mel no pacote da Serra Verde Express.
  • Se preferir, pode fazer o trajeto de carro, taxi ou via ônibus (Viação Graciosa).
  • A cidade só funciona até por volta das 5 da tarde, quando a maior parte das coisas fecham. Se for pegar ônibus na volta, fique atento a isso.
  • O melhor do passeio à Morretes está no trajeto, feito pela Estrada da Graciosa (de van ou micro-ônibus) e, alternativamente, de trem. Tire muitas fotos, mas não foque nisso, pois as cachoeiras e outros pontos interessantes passam rapidamente.
  • A ferrovia é de uso prioritário para transporte de cargas, sendo normal que o trem faça algumas paradas breves para dar passagem ao outro comboio.
  • Cada “classe” de vagão possui um nível diferente de conforto e vista da paisagem. O Barão do Serro Azul, com janelas panorâmicas e lanche (com bebidas livres), vale muito a pena! Se não for possível, há opções mais acessíveis.
  • Os assentos não são marcados com antecedência, mas tente procurar um lugar vazio no lado mais vantajoso, dependendo do sentido: para Curitiba-Morretes, sente-se do lado esquerdo; para o contrário, lado direito.

Extra: dia da volta

No último dia da viagem, optamos por fazer um itinerário bem mais tranquilo, já que teríamos o voo na parte da tarde.

A primeira parada foi no bairro Santa Felicidade, com uma avenida repleta de restaurantes e lojas de vários tipos. A área possui forte influência da imigração italiana na cidade, que se reflete em restaurantes, lojas de vinhos e outros estabelecimentos inspirados na bota.

Logo ao desembarcar na Avenida Manoel Ribas, a principal via do bairro, fomos visitar uma das unidades dos Vinhos Durigan (mapa), vinícola local que revende, além de diversos tipos de vinho, produtos de charcutaria, chocolates e várias guloseimas.

Pouco à frente, resolvemos parar para almoçar em um dos mais famosos restaurantes da cidade, o Restaurante Madalosso. Composto de 3 grandes salões, cada um com o nome de uma cidade italiana, acabei entrando no Firenze (Florença).

Por ali, funciona o esquema de rodízio de massas. E vá preparado(a), pois o ritmo com que servem a comida é bem acelerado. Se possível, recuse o frango a passarinho e outras entradas e foque nas massas, que são bem variadas e super saborosas. Na ocasião da minha visita, o valor por pessoa estava em torno de 73 reais.

Linha Turismo

Curitiba é uma cidade muito especial, que exige certo planejamento para que se consiga visitar um número bacana de locais sem correria.

Uma das opções mais interessantes para otimizar o itinerário é pagar o bilhete de 24 horas da linha turística municipal, que funciona em um esquema semelhante ao dos ônibus hop on/hop off de outras metrópoles.

O horário de funcionamento é de 08:30 às 17 horas, valendo por 24 horas a partir do momento em que você passa pela catraca, com ônibus passando a cada 30 minutos pelos pontos de parada das principais atrações.

Em alguns ônibus, havia uma gravação com guia de áudio em mais de um idioma, saindo de alto-falantes no interior do veículo. De dois andares, vale a pena ficar na parte superior, que oferece uma vista bem mais interessante da cidade.

O percurso se inicia em frente à Rua 24 Horas e você pode descer e subir no ônibus quantas vezes quiser no período de validade, bastando passar o bilhete no leitor.

O custo do bilhete, em dezembro de 2021, era de 50 reais por pessoa.

Otimizando o uso da linha turística

Como você poderá perceber no mapa no site da prefeitura, as paradas da linha turística estão bem distribuídas, cobrindo muitos pontos fora do centro da cidade.

Para otimizar o uso do bilhete, te aconselho a visitar as atrações mais ao centro (como as que visitei no primeiro dia) a pé, deixando o Jardim Botânico e a maioria das paradas entre o Centro Cívico e a Torre Panorâmica para cobrir com o ônibus, pois elas são bem mais distantes.

O bairro Santa Felicidade e a Torre Panorâmica (contro sobre ela a seguir) também são cobertos pela linha, mas acabei passando meio tarde por ambos (lembra do atraso na Ópera de Arame por conta da chuva?). No caso da torre, ela fechava cedo e no caso do Santa Felicidade, o ônibus acabou não parando por lá no fim do dia.

O que não consegui visitar

Na priorização das atrações, acabei não conseguindo visitar alguns lugares que gostaria de ter conhecido:

  • Zoológico Municipal de Curitiba: possui cerca de 1800 animais de 127 espécies, segundo o site da prefeitura. Funciona de terça a domingo.
  • Parque Barigui: maior parque da cidade, é mais visitado pelos próprios curitibanos do que por turistas. Ocupa 140 hectares de terreno.
  • Torre Panorâmica: também conhecida como “Torre da Oi”, possui 109,5 metros de altura, oferecendo vista privilegiada da cidade. É atendida pela linha turística, mas tem horário de funcionamento restrito, com reserva antecipada de bilhetes. Vale verificar mais informações no site da prefeitura.
  • Universidade Livre do Meio Ambiente: a “Unilivre” é uma Oscip (Organização Social de Interesse Público), que tem como missão servir como espaço de aprendizado e discussão para tópicos relacionados com a conservação e preservação da natureza. Seu prédio, totalmente integrado à natureza ao seu redor, está localizado no Bosque Municipal Zaninelli. Este bosque foi criado a partir de uma área onde antes funcionava a extração de granito, quando esta já havia se regenerado naturalmente após o fim das atividades originais.

Onde se hospedar

Conversando com amigos e conhecidos que já visitaram a cidade, recebi a recomendação do Batel como um dos melhores bairros onde se hospedar.

Em minha pesquisa, acabei optando pelo Mercure Curitiba Batel, um hotel de valor razoável, com bom serviço de café da manhã e localização excelente.

Mapa do tesouro

Até a próxima! :)


Imagem de destaque:
Jardim Botânico de Curitiba
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