Viagens, vida no exterior e cotidiano.

Retrospectiva 2021 e planos para o novo ano

Reflexões03/01/2022

Assim como muitas outras pessoas, eu tinha uma pontinha de esperança de que 2021 seria o ano em que a pandemia da Covid-19 perderia este status e nós poderíamos, finalmente, retomar um padrão de vida um pouco mais livre de medos e restrições.

Não falo isso com um olhar egoísta ou de uma desnecessária positividade cega em meio a um “furacão”, mas pela ótica de alguém que, embora não esteja entre os mais atingidos por esta pandemia,deseja que este tempo de tanto sofrimento e tantas mortes seja ultrapassado de alguma maneira.

Por razões óbvias, 2021 não foi um ano em que estive focado em viagens. Apesar disso, conforme as ondas de contágio arrefeciam de tempos em tempos, tentei sair um pouco de casa e recarregar as baterias. Não há saúde mental que aguente tanto tempo de isolamento!

Com isso em mente, e com os devidos cuidados, consegui visitar um número razoável de localidades: Bath, Bristol, Canterbury (Cantuária), Cardiff, Cirencester, Colchester, Curitiba (incluindo Morretes), Ilha da Madeira (principalmente Funchal) e Helsinque.

No primeiro semestre, dei preferência a destinos no próprio Reino Unido, seja pelos bloqueios contra saídas do país ou pelo simples receio e prudência exigidos em períodos mais agudos do problema.

Extensa área gramada, com prédios antigos e novos ao fundo. Muitas pessoas passeiam pela área. À direita, em primeiro plano, um pequeno morro rodeado por um fosso, com as ruínas de um castelo no topo.
À direita, o Castelo de Cardiff, rodeado por um fosso.

Com a chegada do verão (junho/julho/agosto), porém, as viagens domésticas tiveram uma explosão nos custos, fazendo com que destinos internacionais (já novamente permitidos) se tornassem uma opção muito mais vantajosa. Para se ter ideia, passar uma temporada em um dos lugares mais populares na Inglaterra chegou a ficar mais caro do que viajar até cidades no continente europeu, principalmente por conta dos custos de hospedagem.

"Destaque para o interior de uma igreja antiga, com foco para a área atrás do altar. No teto, em madeira, uma pintura de Nossa Senhora; nas paredes, um trabalho muito detalhado que mistura molduras douradas e pinturas religiosas."
Vista da parte atrás do altar da Igreja de Nossa Senhora do Monte, em Funchal.

Seja no Reino Unido ou fora dele, foi interessante ver as pessoas tentando seguir minimamente com suas vidas, enquanto respeitavam (em sua maioria) as restrições implementadas.

Apesar disso, é inegável que nenhuma viagem conseguiu ser totalmente tranquila. Entre problemas mais banais, como pontos turísticos fechados ou atrasos em voos, a lista totalmente diversa (e volátil) de requisitos de entrada tornou qualquer passeio algo consideravelmente estressante e complexo.

Ah! Antes que eu me esqueça: um destino que foi muito especial para mim em 2021 foi Curitiba. Foi a primeira vez desde que me me mudei para o exterior que dediquei parte do meu tempo no Brasil para conhecer uma cidade nova.

Este era um desejo há bastante tempo, já que antes da minha mudança “para fora” eu viajava pouquíssimo, tanto por conta da falta de costume quanto pela falta de planejamento.

Foi muito gratificante, principalmente por ter sido a primeira vez que minha mãe viajou de avião.

O que esperar de 2022?

Depois de quase dois anos de pandemia, uma das coisas que aprendi é de que precisamos ser muito mais flexíveis e resilientes.

Reservas com permissão de cancelamento e/ou alterações sem custo, por exemplo, se tornaram a minha prioridade sempre que o custo não seja proibitivo.

Mesmo quando a Covid-19 deixar de ser considerada pandemia, o setor turístico demorará mais alguns anos para se readaptar e voltar o mais próximo possível ao que se via em tempos “normais”.

Ainda assim, prefiro ainda acreditar que ultrapassaremos este período turbulento em 2022, tendo de volta algum nível de previsibilidade.

Será este um tempo de comemoração? Definitivamente, não. Não há como se comemorar qualquer coisa depois de mais de 5,4 milhões de mortos (até dezembro/2021, segundo Our World In Data). Isto, claro, considerando apenas os números oficiais, extremamente subnotificados.

Sendo assim, é difícil fazer qualquer planejamento. Se a situação permitir, porém, tenho alguns objetivos que gostaria de tentar colocar em prática (entre eles, alguns engavetados há 2 anos):

  • Conhecer 2 países novos;
  • Visitar 12 cidades novas;
  • Completar a lista de capitais do Reino Unido (Belfast e Edimburgo);
  • Atualizar mais uma vez a plataforma do blog, tornando mais prática a escrita/liberação de textos;
  • Começar a publicação (mesmo que esporádica) de vídeos no YouTube;
  • Aumentar a frequência de criação de conteúdo nas redes sociais;
  • Escolher um entre tantos hobbies que me agradam e retomá-lo;
  • Definir os rumos da minha carreira para os próximos anos e treinamentos necessários para seguir neste caminho; e
  • Continuar conhecendo pelo menos um destino novo no Brasil a cada vez que retornar ao país.

E é isto!

Muito obrigado pela sua companhia em 2021! Espero que a gente conheça muitos outros destinos interessantes este ano.

Abraço! E um 2022 de muita prosperidade, saúde e paz em sua vida. :)


Imagem de destaque:
Vista da janela do avião durante trajeto Rio de Janeiro-Curitiba.
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